quinta-feira, 29 de agosto de 2013

FOBIA DA MORTE

Quando somos crianças, ainda desprovida de conhecimento das coisas que regem nossas vidas e determinam a nossa morte, dizemos que carregamos a pureza segundo a qual o Evangelho anuncia que aquele que quiser fazer-se participante do reino dos céus, deverá tomar a consciência de uma criança. Enquanto criança a vida nos parece uma existência sem fim, até o dia em que esta consciência pura da eternidade é trocada pela manifestação e conhecimento da morte!
Todos os seres humanos passam pela mesma experiência, qual seja o conhecimento de que somos finitos e não eternos. É neste sentido que o Evangelho nos conceitua como aquele que perdeu a pureza da consciência incólume ao conhecimento da verdade e da realidade existencial. Este amadurecimento define uma separação, uma linha tênue entre a inocência e a culpa. Quando fazemos a passagem por esta linha, iniciamos um novo processo em nossa existência a qual chamamos de "medo", ou fobia da morte.

As primeiras perguntas que fiz quando criança foram duas: Por que morremos? E para onde vamos? O fato desta nova consciência ter se instalado em mim, gerou dentro do meu ser, um motor pulsante pela existência, fazendo-me um ser em busca de tudo quanto se pode "ter" e "experimentar" no tempo que chamamos de “vida”. Definimos então que a vida é curta, em razão da comparação com as inúmeras possibilidades de experiências, e por isso ela deve ser experimentada de todas as formas possíveis, para que, ao chegamos à reta final deste processo na existência, termos nos entupido de tudo quanto foi possível “viver” e dizer: Vivi pouco, mas vivi intensamente! Ou então: Vivi muito e não realizei tudo que queria! Ou talvez: Vivi o bastante e sei que fiz tudo que minha alma desejou!

Seja qual for a conclusão final, o processo que nos leva do berço a sepultura é igual para tododescendente de Adão, e a humanidade inteira aguardava o que chamamos de "quebra de paradigmas" ou uma "nova existência".
O Evangelho, uma boa nova do reino de Deus, veio com a finalidade de quebrar conceitos e destruir raciocínios que envolvem a experiência da morte. Nele encontramos pela primeira vez um homem que rompeu a barreira da sepultura e por inúmeras testemunhas, afirmou que aquele que ousasse crer na ressurreição, também quebraria este paradigma.
João 11:25-27
25 - Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
26 - E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
27 - Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
O interessante, que receber esta informação, a primeira vista, deveria nos encher de alegria, porém a cultura, os conhecimentos adquiridos (sabedoria humana) nos impedem de fazer esta quebra de raciocínio de imediato. Se uma criança que fez este questionamento acerca da morte, receber a informação do reino dos céus (Evangelho,) de que ela tem uma vida eterna, a qual lhe foi dada, e que a morte é apenas a abertura de uma porta para o céu de Deus, ela recebe com alegria no coração e crê sem nenhuma dificuldade. Mas quando crescemos e desenvolvemos conceitos biológicos e físicos, uma grande barreira se levanta na mente, fazendo com que o Evangelho, a boa nova de vida, seja impedido de se instalar na consciência.

Colossenses 1:9-23

9 - Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;
10 - Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus;
11 - Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo;
12 - Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz;
13 - O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
14 - Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;
15 - O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;
16 - Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
17 - E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.
18 - E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência.
19 - Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse,
20 - E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.
21 - A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou
22 - No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,
23 - Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

Alguns acreditam, que o benefício da vida eterna que nos foi concedido pelo Criador e pago com o sangue do Seu Filho, é muito pouco ainda para que mereçamos a vida eterna. Alguns creêm que em apenas uma vida, não seria suficiente para fazer por merecer a vida eterna com Deus, mas que em muitas outras vidas, num processo incontável de reencarnações, poderíamos finalmente chegarmos a um espirito de luz aperfeiçoado para finalmente habitarmos nas regiões celestiais.

Outros, ainda que ouçam o Evangelho, não conseguem depositar sua confiança na obra consumada por Cristo na Cruz do Calvário, e assim, elegem, constituem regras, mandamentos a serem seguidos e guardados como um “acréscimo” complementar a obra do Filho:

Colossenses 2:8
8 - Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;

Colossenses 2:16-23
16 - Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,
17 - Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.
18 - Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,
19 - E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.
20 - Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:
21 - Não toques, não proves, não manuseies?
22 - As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;
23 - As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.

Finalmente, amados irmãos, às vezes somos convocados e reafirmar nossa convicção acerca da certeza de vida eterna. O Senhor Jesus nos diz:

Mateus 7:24-27
24 - Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha;
25 - E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.
26 - E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia;
27 - E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

Não obstante a tudo que cremos, muitas enfermidades que se instalam em nossas vidas, vem apenas para nos confrontar diante da fobia da morte. Somos aferidos quanto a nossa convicção em fé, sobre a alegria da esperança da glória, qual seja, a redenção do nosso corpo. Ainda muitos cristãos estão sob o julgo do império da morte, acreditando que porque dizem ser "Jesus o Senhor",  asseguram para si uma vida eterna. Não se enganem: se não nos tornarmos como crianças, em consciência da segurança daquele não teme a morte, não entramos no reino dos céus.
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