terça-feira, 3 de setembro de 2013

MUDANÇAS DE COMPORTAMENTO

Em todos os tempos os homens viveram constantemente buscando o inusitado, o insólito, aquilo ou aquele que se destaca das demais coisas ou pessoas. Hoje estamos vivendo tempos das “tendências”  cujo significado é o ato de optar por algo, uma escolha entre várias alternativas, ou; uma vontade natural irrefletida no subconsciente, que se transforma em um comportamento, com ou sem a devida consciência do indivíduo. Seguir uma tendência é subjugar a mentalidade atual a um novo pensamento, idéia ou comportamento.
O fato é que qualquer tendência partirá sempre de uma idéia ou pensamento, que alguém, com ou sem apoio, validação ou aprovação de demais pessoas, colocará em ação,  sem que ele mesmo obrigue a outros a ser imitado, seguido ou ensinado. Seguir uma tendência é continuar a idéia ou pensamento de outro cujo processo traga ao seguidor uma satisfação, realização ou bem estar.
É necessário que o discípulo da nova tendência queira ser ensinado pelo autor da idéia ou do pensamento, afim de que não se perca nada ou quase nada daquilo que se quer aprender. Também é necessário, que o discípulo queira submeter sua mentalidade à nova tendência para que se complete nele a metamorfose, a transformação de raciocínio e conseqüentemente, a de comportamento.
Não sou sociólogo, nem psicólogo, nem tenho formação alguma sobre o assunto, mas o que sei é que desde o meu nascimento até os meus trinta e cinco anos de idade, fui discípulo de uma tendência, chamada no Evangelho de “o curso deste mundo”. Por muitos anos esta tendência me levou a altos e baixos, a bons e maus momentos, que os anos foram registrando na minha vida. Cada vez mais angústias, cada vez mais tristezas, decepções, sem paz no espírito.
Em latim, tendência significa inclinar-se para, ser atraído (a) por algo que chamou a sua atenção; e como antes eu nunca via, mas por ser uma vontade natural irrefletida no subconsciente, eu seguia sem questionar o por quê. No fundo eu queria encontrar sentido nela, queria encontrar realização, satisfação, algo que preenchesse talvez um vazio, que talvez não estivesse tão vazio assim, mas só por não estar completo, fui deixando me levar como diz o samba: “deixa a vida me levar, -Vida, leva eu!”.
Hoje eu vejo. Antes eu sabia da existência por ouvir falar, mas agora vejo, porque tenho andado com autor de uma outra tendência. Não a que segue com o curso deste mundo, mas não se conformando a ele, sou transformado em minha mente, como num processo de lavagem cerebral, onde tenho que submeter todos os meus pensamentos a Ele, ao ensino dEle, ao modo como Ele vê as coisas, a como Ele faz as coisas, a como anda e trata as pessoas, e digo a você leitor, nunca estive num processo tão doloroso porém transformador de vida da alma. Onde havia angústia agora há Paz. Onde havia ódio agora há amor. Onde havia vontade de morrer agora há de viver. Onde havia ansiedade agora há pacificação do ser. Onde havia trevas agora existe Luz! O único lugar onde isto tudo pode acontecer é na ALMA!
O nome desse homem criador de tendência é Jesus Cristo. Sua tendência chama-se O Evangelho. Onde você o encontra? Na Bíblia! Assim diz o Evangelho:
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.
Fica a questão? O que aconteceria com a gente se nossa mente fosse totalmente subjugada pelo Evangelho? Escravizada totalmente pela Palavra de Deus? Haveria lugar para mim no processo? Haveria lugar para os meus pensamentos, conceitos, julgamentos, críticas, opiniões? O que aconteceria com a minha vida? A resposta eu concluí:
Eu deixaria de existir! Poderia então dizer:
“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”. (Gal. 2:20).
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