terça-feira, 3 de setembro de 2013

TROCANDO DE VIDA

Após eu ter sido chamado ao Evangelho, por muitas vêzes fui cercado pelo questionamento se o Evangelho diz o que simplesmente quer dizer ou se tudo o que está escrito depende sempre de uma interpretação. Então fiz perguntas à teologia e ela me disse que devemos sempre analisar as Escrituras e interpretá-las conceituando o ponto de vista do escritor, levando-me a conclusão, de que informações como: época, cultura, geografia, sociedade, comportamento, língua, e outras infinitas circunstâncias a cerca do escritor e dos destinatários correspondentes, são imprescindíveis para se concluir “verdadeiramente” que aquilo que se escreveu quer “realmente” dizer!
Então, durante muitos anos, busquei o conhecimento através de alguns nomes da Teologia Moderna e Pós-moderna, até que comecei a perceber que nem mesmo os “mais” conceituados eram unânimes em suas conclusões a cerca das “verdades” que foram registradas nas Escrituras. Minha mente tornou-se um balaio de gato, onde aquilo que deveria me libertar trouxe mais escravidão. Agora eu me via defendendo homens e suas doutrinas, brigando com as linhas de pensamentos e interpretações teológicas, e não havia mais nada de novo a ser conhecido ou revelado. Voltava sempre às mesmas questões: se podia fazer imagens que remetesse minha mente a alguma coisa ligada a Deus; se era para guardar os sábados e não comer alguns tipos de alimentos; se era um reino para 144.000 apenas; se eu tinha que ler o livro do homem que encontrou escritos enterrados; se minha salvação já havia sido predestinada antes que o mundo existisse; se havia apenas um único batismo válido e, portanto, uma só religião que salva; se podíamos falar na língua dos anjos... Enfim, eu estava pior do que quando comecei a me questionar sobre o Evangelho. Eu fiquei entupido de religião!
Foi aí que depois de uma sucessão de desastres houve uma reviravolta. Uma mudança se deu em minha vida. Eu não quis mais os questionamentos e me entreguei ao conhecimento de Deus pela Palavra. Em 2002, morando na casa de um casal mui amado, sendo sustentado literalmente por eles, comecei a ler a Bíblia, a partir de Gênises e, capítulo por capítulo, versículo por versículo, sem pressa e sem ansiedade sobre o que aconteceria no capítulo seguinte, fui me dando conta que a questão não estava em saber se as doutrinas que eu conhecia eram verdadeiras ou não, mas em descobrir um caminho de vida, dando razão a Deus, andando dia a dia com Deus na Sua Palavra (Deut. 32:1-2).
Em 2003 conheci uma pessoa, um verdadeiro Ananias de Damasco. Ele orou por mim e cuidou de mim enquanto toda aquela cegueira espiritual ia se desfazendo. Quando eu descobri que não era mais uma questão de provar a ninguém a cerca disto ou daquilo, mais que o próprio Deus queria provar a mim mesmo que me amava e se importava comigo, querendo me salvar de mim mesmo, fui pacificando o meu ser, fui recebendo do amor do Pai, fui enchendo o meu espírito de Vida e de Paz! Disse adeus aos questionamentos, as religiões, e as seus ventos de doutrinas!
Então aquilo que antes era um Livro de disputas pelo conhecimento tornou-se um manancial de águas vivas, e que finalmente me conduziram a Paz que eu tanto procurei. Hoje eu posso dizer, que a cerca do conhecimento de Deus, estou prosseguindo, me atolando cada dia mais e dizendo:
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? Ou quem se fez seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém” (Rom. 11:33-36).
Para que você leitor não fique pasmo nem se escandalizado, nós temos uma Palavra de Jesus que é espírito e vida, e que está registrada no Evangelho de João 16:32-33:
“Eis que vem a hora, e já é chegada, em que vós sereis dispersos cada um para o seu lado, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo. Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”.
Lembro-me perfeitamente quando isto aconteceu comigo. Como foi com os discípulos de Jesus, eu estava andando com Ele e então os questionamentos começaram a entrar em minha mente, perguntei se era aqui ou ali que eu deveria ir, freqüentar, buscar, adorar, ter uma cobertura espiritual de um “Líder religioso”, e aos poucos vi que me afastava cada dia mais de Jesus; até o dia que me deparei com essa Palavra acima citada. Vi que estava só! Percebi que no processo de conhecer a Deus fui interrompido pelo mundo, pela religião e pelos ventos de doutrinas. Porque tudo é uma questão de fé, aquele que faz alguma coisa em dúvida não a faz com fé. Cada um deve buscar conhecer a Deus por meio da fé e seguir em convicção a cerca do que se conheceu. Se o que você crê tem transformado você numa pessoa melhor dia após dia é Evangelho puro. Quando eu digo melhor, não falo de bens materiais ou saúde do corpo, pois o reino de Deus não consiste em nada disso (Rom. 14:16-17). Estou falando na frutificação em amor, alegria, paz, paciência, benignidade,  bondade, fidelidade, em mansidão, crescendo no domínio próprio; em misericórdia, generosidade, pois o Evangelho, o Reino de Deus, só acontece em único lugar: no coração do homem! (Luc. 17:20-21). Pergunte a pessoa íntimas a você se o que você crê vem transformando o seu ser!
Tive que me arrepender de ter abandonado o processo, e ter deixado de lado o único Caminho que me levava à Verdade e a Vida.
Em 2005 fui levado pelo Espírito para estar num deserto. Por três anos inteiros fiquei só. Mas descobri que não estava só e sim estava com Aquele que sempre procurei e desejei em conhecer. Somente eu, a Palavra de Deus e o Espírito Santo. Sem cobertura, sem “irmãos”, sem templos, sem Livros, sem louvor, sem “adoração”,  sem “santa ceia”, sem nada, mas tendo tudo do que precisava! Tive que desfazer de todas as fortalezas instaladas em minha mente (2 Cor. 10:3-7).
Então discerni o que Jesus quis dizer: “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz”! Encontrei a Paz! Finalmente, tive que estar a sós com Deus para encontrar Deus!
Entendi que Ele estava me alertando, a cerca do que seja o “mundo” (Ler Restauração do Propósito) e me dizendo, que se eu quiser ainda viver o “mundo” eu só teria o que o mundo pode me dar: AFLIÇÕES. Que se eu quiser buscar o conhecimento pelos conceitos de homens eu teria o que os conceitos humanos podem trazer: AFLIÇÕES!
Mesmo Jesus estando só, mesmo Ele ficando só na hora mais angustiante da Sua vida, Ele disse: Não estou só! E ainda pode concluir: Eu venci os conceitos, os estilos, as necessidades de afirmação, os pensamentos, as culturas, as idéias, as tendências, as geografias, as sociedades, as religiões, as denominações, as instituições, as seitas, as inimizades... Eu venci o mundo que o homem criou! Tende bom ânimo meu irmão!
Na seqüência Ele fez uma oração que ganhou seu clímax dizendo:
“Eu lhes dei a tua palavra; e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade”. (João 17: 14-17).
E quem os odiou senão a religião? E quem os odiou senão aqueles que se diziam guardadores dos oráculos de Deus, os conhecedores da “verdade”. Hoje estou livre do mundo, livre dos conluios, livre dos conchavos, livre das paredes, livre das necessidades de afirmação, livre dos homens e totalmente dependente de Deus. Sou amigo de todos aqueles que querem andar nesta liberdade do Espírito, sentar-se à mesa da comunhão, repartindo o que comer e beber, todos os dias da minha vida, anunciando este Evangelho até que Jesus venha! Sou irmão na fé de todos aqueles, que a partir do Evangelho, e só do Evangelho, comido e bebido, quiserem caminhar nEle. E neste Evangelho que anuncio, farei segundo as Palavras dEle quando disse:
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. (Mat. 28:19-20).
Não creio que plantar, ou edificar construções com tijolos, areia e cimento, podem transformar vidas, e sim edificações que sejam verdadeiros tabernáculos eternos (Ef. 2: 19-22). Não acredito em organizações que criam posições ou aparências que se destacam dos demais discípulos. Penso que o discipulador não precisa de uma condição de vida que não se iguale ao mais simples dos discípulos, para estar sempre no mesmo nível dele e poder consolá-lo (2 Cor. 1: 3-7).
Quero sentir a dor dos que choram, quero sentir a alegria dos que se alegram. Quero trazer em meu corpo as marcas de Cristo (2 Cor. 11:16-33). E não me envergonho de viver neste Evangelho, pois creio que Ele é o poder de Deus para salvação de todo aquele que nEle crer. Não formo seguidores, faço imitadores de Cristo no Evangelho!
Não edifico sobre outro fundamento que não seja Jesus Cristo, pois se faço discípulos, é porque me constituo discípulo dAquele que me ensina a viver em eternidade. Este é o Evangelho ao qual fui chamado e escolhido. Você quer ser escolhido para viver nEle também? Porque muitos têm sido chamados, mas poucos são escolhidos por Ele! O Evangelho nos escolhe, não escolhemos a Ele! (Jo. 15:16).
“Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade, e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo”. (2 Tes. 2:13-14).

Para Jesus Cristo, seja todo, poder, domínio, glória, honra, autoridade, riqueza e conhecimento, pelos séculos dos séculos. Amém!
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