quinta-feira, 14 de agosto de 2014

PARA QUE SÃO OS SINAIS?


"Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome". João 20:31


De fato, os sinais que acompanham a pregação do Evangelho está entrelaçado com a manifestação do Cristo, qual seja, o Messias esperado pelo povo de Israel, e portanto, podem comprovar que o Messias já é manifestado, e que as profecias acerca desta manifestação já foram cumpridas.

O interessante é que frequentemente Jesus foi desafiado pelos judeus a manifestar " sinais" e Paulo confirma que de fato os sinais são para os judeus:

E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mateus 16:1

Responderam, pois, os judeus, e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isto? João 2:18

E saíram os fariseus, e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do céu. Marcos 8:11

Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; 1 Coríntios 1:22

E mais interessante ainda é que o sinal tinha que vir "do céu":


Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou. Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu. Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu. Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão. João 6:29-34




Mas é numa conversa com Nicodemos que podemos começar a vislumbrar esta questão dos "sinais":


E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. João 3:1-2




Nicodemos acaba de confirmar o que o profeta disse:


Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. Isaías 7:14

Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. Mateus 1:23




Finalmente Deus estava presente dentre o Seu povo, e os sinais que Jesus manifestava só comprovavam esta verdade. Mas nem Deus e nem Jesus podiam converter o coração daquele povo, e os sinais não se tornaram em um testemunho mas em uma condenação:


E, ajuntando-se a multidão, começou a dizer: Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas; porquanto, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do homem o será também para esta geração. Lucas 11:29-30




Assim temos dois grupos de pessoas entre os judeus: um que pede um sinal para crer que o Messias é manifesto e outra que crê e por isso os sinais são manifestados.

E o que os sinais significam para nós gentios?

Do ponto de vista da manifestação do Cristo... NADA! Pois não esperávamos um Cristo, pelo contrário, para nós gentios não havia ainda uma pregação a respeito de salvação e nem de ressurreição, e portanto não esperávamos por um Salvador.


E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra, senão somente aos judeus. Atos 11:19




E por isso e por muito tempo, os sinais tem sido manifestados pelo propósito de convencer os judeus acerca da manifestação do Messias! No entanto, há aqueles gentios que ouvindo acerca da pregação do Evangelho, CREEM para salvação e perdão dos pecados:


E, levantando-se dali, foi para os termos de Tiro e de Sidom. E, entrando numa casa, não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se; porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio. Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, porém, respondeu, e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos. Então ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha. E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, e que o demônio já tinha saído. Marcos 7:24-30




Mas Jesus deixou uma palavra dura para esta nação Israel:


E maravilhou-se Jesus, ouvindo isto, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus; e os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Mateus 8:10-12




Os patriarcas viveram somente pela Fé. Mas vindo Moisés, Israel tornou-se uma nação e um reino, com Leis para serem governados, mas sempre transgrediam a Lei que era a representação do governo de Deus, até que pediram um rei, pois era mais fácil servir a um homem do que servir a Deus através da Lei. É neste contexto que o Messias vem e se manifesta, e para que o povo seja convencido desta verdade, os sinais são manifestados.

Hoje, temos algo semelhante no meio cristão evangélico. Muitas pessoas não tem mais a Jesus como seu Rei e Senhor, e assim elegem governos humanos para lhes obedecerem, pois é mais fácil servir a homens do que servir a Cristo segundo o Evangelho. Os sinais são manifestados para dizer que Jesus ainda está no meio desta geração maligna e perversa, no entanto, é naqueles que ainda existe um alguma crença acerca do Evangelho que os sinais são manifestados.

O que não podemos nos esquecer é que temos que crescer da crença para Fé, pois se permanecermos apenas na crença de que Jesus está presente e vivo, e que Seus sinais ainda são manifestados, não alcançaremos a ressurreição para vida eterna, pois não foi pela manifestação dos sinais que nós gentios alcançamos a nossa salvação, mas sim pela manifestação da Fé ao ouvirmos a Palavra do Evangelho.

Muito cuidado meu irmão que vive atrás dos sinais, dos milagres, da cura, e ainda não tem a Fé que transcende o medo da morte. Você ainda vive de crenças e não desenvolveu a Fé que te salva!

segunda-feira, 24 de março de 2014

CRESCER NA GRAÇA

Outro dia estava falando com meus filhos, e eu disse:

Enquanto vocês são meninos, crianças, EU ENSINO A LEI para vocês. Sou eu quem diz o que pode e o que não pode. O que é certo e o que não é. Mas vai chegar o dia em que vocês serão adultos, e poderão vocês mesmos julgar todas as coisas, discernir o certo do errado, o que pode mas não é lícito, o que deve ser feito e o que não deve. Vocês estarão prontos para amar. Se tudo que vocês fizerem for uma ação gerada por amor será a coisa certa a ser feita.

Então, vocês terão um governo dentro de vocês, o amor estará dentro em vocês. E não mais OUVIRÃO A LEI QUE LHES ENSINEI do lado de fora. Aprenderão por si mesmos o que é vida e o que É morte.


Fiz uma pergunta a eles: Vocês estão prontos para assumirem este governo? Se estão, vocês podem ir embora! Então eles me disseram: Ainda não Pai, por enquanto ainda não estamos amadurecidos para vivermos com este governo de amor em nossas vidas.


Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre. João 8:34-35


Eu entendo que meus filhos estarão amadurecidos quando a minha presença não for mais necessária, então tudo será deles. Eles não precisarão ir embora, porque qualquer lugar que eles estejam será como se estivessem na minha presença.


Poderão julgar aquilo era um "não" e dizer se agora pode ou não ser um "sim". Tudo isto por escolha da consciência, por exercitarem o discernimento entre o bem e o mal.


Então eles vão perceber que muitas coisas que era um "não" agora com a maturidade pode ser um "sim" e coisas que eram um "sim" não encontram mais razão para continuar fazendo porque era coisa de criança.


Crescer na Graça é entrar na maturidade de fazer nossas escolhas em amor, e não seguir mais a imposição de leis ou ordenanças por causa do medo ou do castigo. Crescer na Graça é tomar decisões, não porque alguém me disse que seria a melhor escolha, mas porque eu mesmo pude definir, com a minha própria consciência, qual decisão tomar. É ser livre para agir. É Ser livre para andar, é ser livre para amar.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

MEU TRIBUTO A JESUS CRISTO!



Venho já alguns dias, sendo bombardeado por uma série de questões a respeito da divindade (deidade) de Jesus, nas quais busquei entendimento junto às escrituras e depois de muita discussão interna (alma e espirito) resolvi me aquietar e aguardar como aquela que está em uma gestação!

Gestar significa: Dar existência (outro ser) no interior do próprio corpo; conceber.

E foi isto que eu fiz com os meus questionamentos. Deixei-os numa "gestação" interior. O interessante nisto tudo, é que os questionamentos são meus, e o que vier como resposta, virá de dentro, do meu interior, mas que usará outros elementos internos meus os quais sempre e só contribuem com a minha vontade! Assim posso descansar, porque tudo que vier a ser respondido será uma resposta minha ao meu próprio questionamento!

Alguns dias se passaram e nada!

Ao chegar à casa, cansado do trabalho, fui fazer minhas atividades corriqueiras, quando uma palavra me veio ao pensamento: SEMENTE. Logo me dei conta que esta PALAVRA tinha alguma coisa a ver com meus questionamentos!

Fui pesquisar os significados desta palavra SEMENTE e o melhor dentre todos foi: “Origem de um sentimento; Sêmem”.

Faz alguns anos que eu dei a luz a esta VONTADE dentro em mim! Uma vontade de SER e de EXISTIR à semelhança daquilo que me gerou! Olhei na dimensão natural e vi um “Roberto” que não representava o sentimento que eu desejava!

Foi então que olhei para Jesus, e conhecendo o seu SER, eu pude saber, que EM VERDADE, Jesus era tudo que eu sempre quis: SER semelhante (não igual, para preservar a minha identidade) a ELE!

Como SE TORNAR um SER na semelhança de Jesus?

Lendo as escrituras foi que me deparei com a seguinte direção: “é possível nascer de novo, nascer da água e do ESPÍRITO!”

É possível que a minha VONTADE, como uma semente,  gere um novo SER. Mas ela tem que se LANÇAR na água que está dentro do ESPIRITO, no útero da eternidade. Ela tem que entrar num local de gestação. E depois de algum tempo, uma nova criação surgirá dentro em mim!

Comecei a observar que na verdade o que estava a pensar nada mais era do que a resposta que estava procurando em meus questionamentos. Jesus é Deus?

“...e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”

Assim como temos VONTADE, o Pai Eterno também teve uma vontade. Sua vontade era:
Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino. Hebreus 1:8

Gerar um filho que reinasse os Céus (visíveis e invisíveis – Reino dos Céus) o qual ele iria criar para que seu Filho reinasse! Nasce O Deus Filho!

Mas o que mais me chamou atenção, quando tudo isto começou a surgir em minha mente, foi que o reino não seria um formado pelo Pai, mas sim pelo seu próprio Filho! Assim, atribuiu ao filho todo o seu poder, para que Ele pudesse gerar tudo que nos Céus viesse a existir, formando assim um princípio: A árvore (Filho) que veio da semente (Pai) deve criar frutos semelhantes a semente (Pai) que a gerou! Nada lhe restringiu! Todo o seu Ser, está no Filho!

Porque nele habita corporalmente toda a plenitude (Cheio, completo, inteiro, perfeito, total, absoluto.) da divindade. Colossenses 2:9

Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis! Romanos 1:20.

Usar as escrituras para provar que Jesus não é Deus eu entendo. Mas quero que um Pai prove que seu Filho não carrega toda plenitude do seu genitor! Se é isto que o homem vem tentando fazer com a divindade de Jesus, estará negando a plenitude sadia e perfeita dos seus próprios filhos!


A Jesus, seja toda força, toda honra, toda glória, todo poder, todo domínio, toda majestade e  todo louvor pelos séculos dos séculos!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ESVAZIAR-SE DE SI MESMO

Estava meditando naquele texto em que Paulo nos leva a contemplar a ação do Verbo em favor dos homens: “Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis.” II Corintios 8:9.
Na simples análise do seu contexto não temos outro entendimento senão o relacionarmos com as ações de contribuição acerca das necessidades dos santos, mas hoje algo novo me veio a mente. Se Cristo se “esvaziou” acerca de toda a Sua Glória para quem ela foi transferida?
Paulo fala aos Romanos o seguinte: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” Rom. 8:30. Podemos entender que a glória de Cristo não foi dissipada no momento em que Ele se fez homem, mas que ela foi transferida. Então Jesus perdeu a Sua glória para seus irmãos? Provisoriamente sim! “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse...E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um”. João 17: 5; 22
A glória de Cristo nos foi transferida, porém na medida em que somos reconciliados com Ele na Sua morte, esta glória retorna para Ele novamente: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim. Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.” João 17:23-24
Assim entendemos que toda glória do Cordeiro está retornando para Ele na medida em que nos tornamos um com Ele e um com nosso irmão. Também entendemos que o mesmo amor que o Pai dedicou ao Seu Filho na eternidade também nos foi dedicado na mesma medida de intensidade e de glória, para que todos as coisas fossem reconciliadas por meio dEle e para Ele são (permanecem) todas as coisas eternamente, amém!
Até aqui este entendimento ainda é superficial na revelação que estamos prestes a trazer. Pelo Evangelho (discipulado) de Cristo, somos convidados a nos tornarmos semelhantes a Ele em tudo, inclusive na questão do princípio de “esvaziar-se de si mesmo”, porque na medida em que esta Graça é transferida a nós, e cada um faz o repasse dela para outros, assim podemos entender como o Reino de Deus cresce. O reino se multiplica pelo esvaziamento e transferência de Graça. Mas a nossa preocupação é: Se eu me esvaziar ficarei vazio da Graça?
O gerador da Graça é o Pai. Fonte inesgotável de Amor. De onde provem toda boa, perfeita e agradável vontade. Esta fonte nunca seca, e continuamente reabastece cada depósito de Graça (nós) que tem feito a sua transferência a outro (no mundo). Então para nos manter cheios temos que nos esvaziar. Loucura! Em nossa mente racional e carnal isto é uma controvérsia! Mas é assim que a unidade pode ser mantida, do contrário deixamos de ser um só com o Senhor! Desligando na terra somos desligados no céu!
Toda renovação de sabedoria e de revelação é feita na medida em que transferimos o que recebemos. Não podemos guardar nenhum mistério revelado pelo simples fato de que outros não nos serão disponibilizados por falta de esvaziamento de sabedorias e revelações recebidas. Nossa fonte interna tem que estar jorrando continuamente. São como rios de águas vivas, que nunca cessam de jorrar para a vida eterna. Ligados a Cristo e Cristo ligado no Pai, a Glória de Deus se multiplica na medida em que nos esvaziamos de nós mesmos!
Então não é dividir o que tenho, mas continuamente dar tudo que tenho!
Interessante como este princípio foi aplicado por Paulo na contribuição para as necessidades dos santos. A igreja que “mais contribuiu” não foi a que tinha mais recursos, e sim a que padecia mais necessidades! Tirar daquilo que sobra para transferir não glorifica o Pai: “Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer.” João 17:4. Cristo só glorificou o Pai porque se esvaziou de si mesmo, tornou-se pobre para nos fazer ricos!
Alguém poderia ficar com medo de empobrecer pelo princípio de esvaziar-se de si mesmo, mas como se diz: “E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo tem consigo a pena, e o que tem medo não é perfeito em amor. Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.” I João 4:16-19
Creio que eu tenho que rever meus conceitos sobre o que significa sermos igual a Ele neste mundo. Há princípios em Cristo que precisam ser aperfeiçoados em nós, do contrário o mundo não poderá crer que de fato o Pai enviou Seu Filho ao mundo, para que a glória que a Ele foi entregue antes da fundação do mundo, retorne maior do que foi no início! A igreja primitiva tinha muita glória interna, muita Graça em abundância: “E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração. Atos 2:43-46. Mas infelizmente para outros o medo era um fator decisivo para impedir a implantação do Reino de Deus no coração: “E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me. Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste; porque possuía muitas propriedades.” Marcos 10:21; 22.
No Reino de Deus há uma produtividade a ser contabilizada, há uma prestação de contas a ser auditada. Vemos isto na parábola dos talentos e das minas. Se não há produtividade é porque temos sido negligentes quanto os princípios de Cristo que devem ser verificados em nosso ser. Temos que nos perguntar quê Evangelho nós abraçamos? Quê Graça nos foi dada? De qual glória somos participantes? “Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” Efésios 1:16-23
O “esvaziar-se de si mesmo” é uma contínua ação de misericórdia, justiça e Fé (pelas obras). Estes são frutos que devem ser produzidos a partir do princípio “esvaziar-se”, e assim podem traduzir o que significa a implantação do Reino de Deus em nossos corações. Tudo que leva o nome de Deus mais não está sobre os trilhos do princípio de “esvaziar-se de si mesmo” é religião, o pior demônio criado pelos homens, pois este nunca se esvazia de si mesmo, pelo contrário, só incha! Precisamos entender estes princípios urgentemente, do contrário não poderemos prevalecer na grande tribulação. Para aqueles que ainda acreditam num livramento de grande tribulação Pedro diz: “Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo.” I Pedro 1:4-7.

Na “revelação de Jesus Cristo”. Estamos no último tempo, no tempo das manifestações dos últimos acontecimentos, tempo em que pessoas serão provadas na sua fé, na sua misericórdia e na justiça (Graça) que tem sido esvaziada de si mesmas para outros. Que o Espirito Paterno nos faça como Ele em todas estas coisas!