quinta-feira, 29 de agosto de 2013

IDOLATRIA PENTECOSTAL

Há muito tempo, tenho observado que muitos de nós cristãos, oriundos do antigo segmento do Cristianismo denominado Catolicismo Romano, acreditam que deixaram de ser idólatras porque se desfizeram e destruíram, jogaram fora, as imagens de fundição, os artífices em gesso, madeira ou pedra, que trouxesse a imagem daquilo que é deste universo visível, qual seja, figuras de animais irracionais, do céu, da terra e do mar, bem como a figura de um ser humano que existiu dentre nós, com a finalidade de "adoração".
Isto se deve ao fato, de que no AT, o conceito que se estabeleceu por raciocínio lógico seria este:
Êxodo 20:3-5
3 - Não terás outros deuses diante de mim.
4 - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 - Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
Alguns de nós, nascidos em lares não oriundos do Catolicismo Romano, se jactam em dizer que não são idólatras, porque não trazem em seus cultos ou ambientes familiares, aquilo que se convencionou chamar de “ídolo ou deuses”, estabelecendo assim uma profunda barreira de relacionamento entre estes dois segmentos do Cristianismo. E esta barreira tem sido, até os dias de hoje, um forte poder de julgamento para condenar os descendentes do Cristianismo romano ao lago de fogo e enxofre.
Pois bem, isto posto, o que vamos ministrar aqui, é como e por quê, alguém se torna idólatra, e fazermos uma verificação, se de fato existe alguma diferença entre estes dois segmentos do Cristianismo no quesito idolatria.
Vamos para uma porção do texto de Paulo a igreja em Corinto, uma cidade com aproximadamente doze templos pagãos:
I Corintios 8:1-7
1 - ORA, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica.
2 - E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber.
3 - Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele.
4 - Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só.
5 - Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores),
6 - Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele.
7 - Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada.
Paulo havia acabado de fazer um discurso acerca do casamento, e todos nós, após nos casarmos, nossas preocupações são mais visíveis acerca da provisão e da proteção. Em seguida ele introduz o assunto dos ídolos, e dos sacrifícios aos ídolos, e ele diz: “... No tocando a este assunto, todos temos ciência (conhecimento), porém o conhecimento, o saber (ciência) incha, ou seja, não produzirá nada em nós se ela não exercer em nosso entendimento e ações uma transformação. É como se ele estivesse dizendo: Vocês tem conhecimento de que isto existe e é praticado por muitos, mas e vocês, sabem discernir espiritualmente o que de fato leva um ser humano se tornar um idólatra? E ele conclui esta parte dizendo, que o conhecimento (ciência) incha, mas o amor edifica. Este é o ponto que difere o idólatra daquele que de fato não é! Amor!
Quando Deus estabeleceu as Leis para Moisés, elas trariam para o povo de Israel o que significa Amar. Através das Leis, o povo receberia um pedagôgo, um professor para lhes ensinar a amar a Deus e aprenderem, por meio das Leis, a amarem entre si. Porém, o que a Lei gerou dentro deles não foi amor, mas um ritual, um cerimonial de obrigações pesadíssimas para serem observadas e cumpridas, sob pena de maldições e castigos, que iam de  penas leves de trabalho ou restituições, até a execução do transgressor conforme o mandamento transgredido.
Vamos então para a exposição de Paulo, nos fazendo entender como nasce um idólatra:
I Corintios 10:1-7
1 - ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar.
2 - E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar,
3 - E todos comeram de uma mesma comida espiritual,
4 - E beberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo.
5 - Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.
6 - E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.
7 - Não vos façais, pois, idólatras, como alguns deles, conforme está escrito: O povo assentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar.
Seguindo o raciocínio de Paulo, ele nos informa o caminho para que a idolatria se instale. Ouça que ele começa por um fenômeno da natureza (nuvem) que ia adiante do povo, como algo para conduzi-los pelo caminho durante o dia, e também se transformava em uma coluna de fogo para iluminar e os proteger nas noites geladas do deserto. Disse que além de “guiá-los”, Deus também os alimentou com pão (maná) e água que saía da pedra pederneira (uma pedra -ferro- com a qual se pode atritar e fazer surgir faísca). Disse também que ao saírem do Egito, todos foram sepultados (batizados), ou seja, fez de um modo figurado, que o povo se esquecesse do todo seu passado, cultural, social e político, pois ao passarem pelo Mar Vermelho, todo entendimento acerca de se edificar uma cidade ou uma nação iria mudar radicalmente.
Então surgem os versículos 5 e 6:
5 - Mas Deus não se agradou da maior parte deles, por isso foram prostrados no deserto.
6 - E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram.
O processo para que a idolatria se instale em nossos corações começa e se fundamenta em cobiça! Ninguém é idólatra sem primeiro estabelecer uma cobiça! A cobiça é o motor de força para toda idolatra caminhar na existência. Ao tirarmos do coração a cobiça, automaticamente extingue-se a idolatria, pois uma só existe em função da outra. Assim, é possível termos pessoas que tenham alguma imagem de ídolos em sua casas e não serem idólatras em seus corações, bem como não possuírem nenhuma destas imagens e ser um idólatra obsessivo.
O elemento que define estes dois estados é a presença ou não de cobiça!
Êxodo 32:1-7
1 - MAS vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão, e disse-lhe: Levanta-te, faze-nos deuses, que vão adiante de nós; porque quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe sucedeu.
2 - E Arão lhes disse: Arrancai os pendentes de ouro, que estão nas orelhas de vossas mulheres, e de vossos filhos, e de vossas filhas, e trazei-mos.
3 - Então todo o povo arrancou os pendentes de ouro, que estavam nas suas orelhas, e os trouxeram a Arão.
4 - E ele os tomou das suas mãos, e trabalhou o ouro com um buril, e fez dele um bezerro de fundição. Então disseram: Este é teu deus, ó Israel, que te tirou da terra do Egito.
5 - E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e apregoou Arão, e disse: Amanhã será festa ao SENHOR.
6 - E no dia seguinte madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se a comer e a beber; depois levantou-se a folgar.
7 - Então disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido.
Para o povo de Israel, Moisés era o “guia”, Moisés era o meio para alcançar a provisão, Moisés era o homem que os defendia e os protegia de outras nações, e ainda que Moisés nunca tivesse feito algo que desse a entender isto ao povo, até no tempo em que Jesus se manifestou em carne, tudo o que povo dizia e falava acerca do passado era fundamento em “Moisés”. Mas quando no deserto, desapareceu da vista do povo, esta figura humana, que mediava”proteção e provisão” entre o povo e a divindade, o que se instalou? Cobiça!
Eles sabiam que a “proteção e a provisão” de fato, não estava em Moisés, mas o viam como um mediador” que era fundamental para a sobrevivência deles. Assim que a cobiça se instalou o que eles pedem? “faze-nos deuses, que vão adiante de nós”.
Em nenhum momento eles perceberam que quem os estava mediando o tempo todo era Cristo e não Moisés. Moisés era apenas uma figura arquetípica, mas eles o viam como um que pudesse de fato fazer a mediação perfeita entre homens e as “divindades”.
O que decorreu disto foi materializar o que já havia sido instalado no coração, qual seja, a idolatria.
Porém a revelação que Paulo nos traz é mais chocante do que temos falado até o presente momento. Paulo nos informa que apenas “alguns” deles se fizeram idólatras. Apesar de dançarem todos perante o ídolo, apesar de festejam todos perante Deus (O Senhor) com seus novos “mediadores”, nem em todos havia se instalado a idolatria, e  a razão é simples. Em muitos corações não havia cobiça, e, portanto, a idolatria não se instalou.
Ouçam o Paulo nos escreve a seguir:
I Corintios 10:12-14
12 - Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.
13 - Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.
14 - Portanto, meus amados, fugi da idolatria.
Amado, é muito mais sutil o processo de instalação da idolatria em nossos corações do que você possa imaginar. É mais fácil acreditarmos que idólatras são aqueles que ainda fazem de seus ídolos (imagens de esculturas) visíveis e palpáveis, seus mediadores entre eles e Deus, do que nós, achando estarmos em pé, não sucumbirmos em nossos corações em idolatrias das mais perversas.
Paulo diz: “Não veio sobre vós tentação, senão humana”. A tentação da cobiça em nós é a mais comum, a mais humana e frequente em todo tempo em que vivemos. Somos cobiçosos por natureza, mas a cobiça não pode tomar o lugar do amor que de Deus foi derramado sobre nós. Ela não pode exceder o cuidado que Deus tem com nossas vidas. Ela não pode se tornar superior aquilo que seja necessário à vida, do contrário, faremos de Jesus um ídolo, e de Deus uma “divindade” pronta para a satisfação das nossas cobiças, e nosso estado atual se tornará pior do que o anterior.
Irmão, quantas coisas nós temos cobiçado, e estas cobiças, tem se tornado motivo de sacrifícios (jejuns) e orações diante de Deus. Coisas que na verdade, a exemplo do povo de Israel no deserto, nenhuma necessidade tem, mas porque cobiçamos as coisas alheias (dos Egípcios), pedimos ao “ídolo jesus” que interceda por nós diante do deus pagão (mamom). Quem será que está nos atendendo em nossas cobiças? (Leia 1 cor. 10:20). Toda oração de cobiça é respondida por demônios!
Tiago 4:2-3
2 - Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis.
3 - Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
Já afirmei, temos necessidades à vida, e já temos sido atendidos pelo amor de Deus nestas necessidades. Você pode achar que não, mas Deus já tem feito tudo por você. Mas o que acontece muitas vezes?
Temos um carro, mas vimos um irmão com um modelo mais “bonito” ou mais “moderno” e cobiçamos a beleza e a modernidade daquele carro para nossa vidas. Temos uma casa, temos uma esposa, temos um trabalho, temos um salário, temos um celular, temos... temos... e nada tem nos faltado, mas nossas cobiças não dão conta de serem atendidas, e por isso nos tornamos idólatras! Aquele que cuida estar em pé, vigie, domine sobre a sua cobiça, domine sobre o teu pecado. O que for necessário a sua vida, o Senhor lhe proverá, na hora dEle, do jeito dEle, na medida dEle porque ele nos ama. Aprenda a ser suprido no amor de Deus que nos edifica, e não a morrer na cobiça que nos faz tornar idólatras insaciáveis! É muito sutil, vigie!
Que o Senhor tenha misericórdia de nós!

TODOS PERDOADOS

Outro dia eu disse a uma pessoa, que diante de Deus, não existe nenhum pecado para condenar qualquer ser humano a uma destruição eterna. Ela não entendeu a dimensão da afirmativa e “torceu o nariz”. Então resolvi abrir este estudo analítico da trajetória do pecado em relação aos homens e em relação a Deus.
Paulo nos diz que o pecado entrou no mundo por meio de uma só ofensa, e por esta ofensa, a morte entrou no homem. Desfazer este processo de morte em nós foi realizado por meio de uma só atitude de Graça e a vida pode nos invadir novamente:
Romanos 5: 15-16
15 - Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.
16 - E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação.
Cooperando com esta afirmativa, temos ainda mais um complemento de Paulo:
I Corintios15: 54-57
54 - E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
55 - Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno (sepultura), a tua vitória?
56 - Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
57 - Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.
Assim concluímos que a morte não tem mais o poder de aprisionamento devido ao pagamento pelo pecado, não apenas de Adão, mas do mundo inteiro:
I João 2:1-2
1 - MEUS filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
2 - E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.
Então se Cristo perdoou a dívida (de morte) que era a punição (condenação) pelo pecado de Adão o qual passou a todos nós, por que Paulo não afirma que todos serão salvos?
Simples. A morte não tem mais a força para aprisionar as almas. O pecado não tem mais o poder de nos matar, o que resta é: Onde eu quero passar a minha eternidade?
O que muitos ainda não entenderam é que o Evangelho é a boa nova de vida eterna. Um caminho a ser percorrido para se chegar a um lugar ou dimensão. Onde não há mais nenhum impedimento para lá se alcançar, a menos que não se queira ir até lá. Então Jesus disse:
João14: 4-6
4 - Mesmo vós sabeis para onde vou, e conheceis o caminho.
5 - Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?
6 - Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
O Caminho foi inaugurado por Jesus. Ele ressuscitou e abriu este caminho para nós e o nome desta estrada é Evangelho! Assim, nenhuma condenação há para aqueles que decidirem fazer este Caminho no coração. Mas para quem está perdido, querendo encontrar um caminho de vida eterna precisa ouvir que Ele existe e que está próximo do coração. Basta crer!
Crer faz toda diferença. Pois aquele que crer encontra o Caminho, mas aquele que não crer está sem Caminho de vida eterna, restando para ele um lugar eterno onde não está a vida, senão aquilo que ele sempre aceitou como realidade factual. Sua morte.
Este Caminho é feito em amor e perdão. Aquele que anda no Caminho de amor e perdão encontrou o Caminho de vida eterna. Este Caminho chama-se Jesus, e quem nEle está nunca se desviará dEle pois é um Caminho de Vida e não de morte!

SUSTENTANDO A CONFISSÃO

Por vezes tenho percebido, e cada vez mais fica comprovada, que fazer a confissão de que Jesus é o Senhor, em muito se difere da nossa jornada na vida buscando sustentar esta confissão, Mateus 11: 25-27:

“Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim te aprouve. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”

A “revelação” de quem é Deus nos foi dada por Jesus nos Evangelho, basta lermos as palavras de Jesus acerca do Pai e teremos o entendimento, João 14:7-11:

“Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.”

Então temos a afirmação de Jesus, que para que conheçamos o Pai, primeiramente temos que conhecer o Filho. Mas como conhecer o Filho?

No “Caminho” para Cesaréia de Filipe, Jesus começou a interrogar aqueles que ele chamou para serem seus discípulos, Mateus 16:13-14:

“E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas.”

Podemos perceber que naquele tempo o discernimento do “povo” não é muito diferente nos dias de hoje, pois se fala na incorporação do “espirito” de João Batista, bem como uma “reencarnação” de Elias, o que nega dizer que Jesus de fato seja alguém único. Outros disseram que se tratava de um dos profetas de acordo com as palavras que Jesus proferia, fazendo menção das sagradas escrituras. O fato é que o “povo” não conseguia discernir quem de fato era Jesus, pois dEle, o que se poderia saber pelas escrituras, estava-lhes oculto aos olhos e aos ouvidos. No máximo uma tentativa em vão de se constatar, se havia chegado a eles o tempo da visitação do Messias, o prometido, que haveria de libertar o “povo” do cativeiro então romano, Mateus 13:10-15:

“E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, dsse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;  Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.”

Sabemos pelo texto de Mateus que Jesus continuou insistindo na pergunta sobre quem Ele é: Mateus 16: 15-17:

“Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus.”

É interessante percebermos que Jesus faz a afirmação de que Pedro não discerniu quem Ele era pelo conhecimento humano, filosófico, teológico ou de qualquer de natureza desta criação (carne e sangue), mas o fez pela revelação que lhe foi dada pelo Pai, que está nos céus, ou seja, veio de cima e não de baixo! Para muitos que hoje estão lendo esta reflexão, vão se questionar se de fato conheceram a Jesus por revelação ou por tradição cultural, teológica, racional ou de qualquer natureza religiosa, ao que Jesus hoje nos responde, Mateus 7:21-22:

“Nem todo o que me diz: Senhor,Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?”

Então precisamos saber se a nossa confissão veio por revelação do Pai, ou por ouvirmos “o povo” nos ensinar quem seja Jesus. Hoje, Jesus, são muitos “Jesuses”. Há “Jesus” para todo tipo de “povo”. Há Jesus, segundo o catolicismo romano, que ensina que Jesus é fruto do amor entre Deus e Maria, onde Maria é a “Mãe de Deus”. Há o “Jesus” segundo Lutero que estabeleceu as 95 teses para que o Evangelho se tornasse verdadeiro e crível. Depois temos o “Jesus” de Calvino que coloca uma “presciência” de Deus em uma  “eleição” dos escolhidos de Deus, estabelecendo anteriormente a criação, aqueles que hão de herdar a salvação. Temos Armínius, João Wesley, Finney e nos dias de hoje, Watchamn Nee, Witness Lee, Kenneth Hagin, Paul Yong Cho, Benny Hinn,  enfim, muitos ensinos que distribuem o “povo” em muitas classes, denominações, instituições de diferentes crenças, e por causa destas mesmas crenças,  Paulo nos adverte em Efésios 4:3-6:

“Procurando guardar a unidade (temos procurado isto?) do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;  Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo;  Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.”

São muitos “Jesuses” disputando as nossas "crenças", afim de que decidamos sobre qual confissão nos queremos andar. Qual a solução? Precisamos desejar em nossos corações a revelação que venha do Pai! Isto é individual e intransferível. Não podemos querer passar para outra pessoa a revelação que nos foi dada pelo Pai, pois assim estaríamos interferindo na obra que é do Espirito Santo de Deus e não a nossa. A obra (em vermelho), pela qual seremos um dia julgados conforme João 14:16-26:

”E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós. Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.  Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): SENHOR, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não  guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nomeESSE vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.”

Temos uma afirmação que nos constrange: Quem nos ensina todas as coisas é o Espirito Santo de Deus, mas nós temos aprendido segundo o ensino de homens e não segundo o ensino  que vem pelo Espirito de Deus (Unção) aos nossos corações, I João 2:20-28:

”E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho, tem também o Pai. Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai.E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam. E a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de quealguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não sejamos confundidos por ele na sua vinda.”

Amados, fazer a confissão é apenas o primeiro passo para a vida eterna. Se tu morrer após a confissão estará para sempre com o Senhor. Se a fizermos pela revelação que vem do Pai isto já nos coloca na vida eterna, Romanos 10:9

“A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.”

Portanto, todo aquele que faz a confissão está sendo selado para o dia da redenção. Porém se voltarmos ao texto de Mateus 16, encontraremos um segundo passo:Sustentar a confissão! Após Pedro ter declarado que Jesus é o Cristo, Filho do Deus vivo vem o que nós assusta, Mateus 16:20-23:

”Então mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era Jesus o Cristo. Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitas coisas dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens."

Jesus é o Mestre, nós nos tornamos, por meio da fé e não das crenças, seus discípulos a partir da confissão acerca  de quem seja o Mestre. Em seguida, Jesus nos mostra um novo e vivo Caminho: Jerusalém... sofrimento... Cruz e morte, e o Pedrão diz: “Tem compaixão de ti; de modo algum te acontecerá isso! Se nós procurarmos observar que o “Caminho” proposto por Jesus, e consequentemente, para nós também que somos seus discípulos, é um Caminho de “morte”, muitos já não quererão andar neste Caminho, João 6:53-57:

”Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim.” Continuando, João 6:60-66

”Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam disto, disse-lhes: Isto escandaliza-vos? Que seria, pois, se vísseis subir o Filho do homem para onde primeiro estava? O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida. Mas há alguns de vós que não crêem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam, e quem era o que o havia de entregar.  E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele.”

O medo da morte, a perca das coisas desta vida, a ausência de segurança, nos afastam do “Caminho do discipulado”, e nos impedem de falarmos do Cristo. Sustentar a confissão nos coloca em rota de colisão com tudo o que assimilamos como sendo “elevado”, “importante”, “indispensável”, “inegociável”, enfim, uma “montanha” que habita nossos corações que tem que ser lançada no “mar” do esquecimento,  para que a Pedra fundamental, de esquina, possa se estabelecer em nós, e a partir dEla, renovarmos a nossa mente quanto ao que seja “Vida”, diferenciando-a que seja “o curso deste mundo”. O Evangelho tem o poder para penetrar em nossa alma e fazer esta divisão entre o que eu de fato sou- “no espirito” (como Jesus é) e o aquilo que eu constituí como sendo “minha vida”, ou o “si mesmo”.

Mas para que este processo comece em nós, Jesus disse que é necessário, Mateus 16: 24-25:

”Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida (si mesmo), perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.”

Então não depende de eleição, nem de predestinação. Esta conversa é para quem não quer seguir para a morte (Cruz) junto com Cristo, Gálatas 2:20:

”Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; ea vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”

Existe uma “Vida” a ser confessada, afirmada, sustentada... Temos quepermanecer nEla, e ela vem das Palavras de Jesus nos Evangelhos que disse, João 6:63:

”O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.”

Negar-se a si mesmo não é negar o “eu” (vontade, volição), pois a alma que se formou em nós pela junção do Espirito de Deus com o barro (adam) tornou-se “alma vivente”, que é aquilo que tem volição própria, vontade própria, para decidir e agir! Porém nossa alma foi formada a partir de um Espirito que tem volição também, e ela segue “boa, perfeita e agradável” se permanecer na vontade de Deus,  João 2:15-17:

”Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

Amados, teríamos muito que falar sobre isto, mas o “Caminho do discipulado” não é uma cartilha que se aprende dentro de quatro paredes. Nem num “Encontro com Deus” formatado pela religião. É na caminhada do dia-a-dia conhecendo a mente de Cristo e confrontando-a com a nossa “vida” que segue o “curso deste mundo”. O que o Evangelho nos propõem é um retorno a consciência de uma criança, a qual não está contaminada com o “curso deste mundo”.

“Quero ser como criança, Te amar pelo que és, Voltar a inocência, E acreditar em Ti, Mas às vezes sou levado, Pela vontade de crescer, Torno-me independente, E deixo de simplesmente crer, Não posso viver, longe do teu amor, Senhor, Não posso  viver, longe do teu fago, Senhor, Não posso viver, longe do teu abraço, Senhor Abraça-me, abraça-me, abraça-me, Com Teus braços  e amor.”

GERADOS PELO AMOR DE DEUS

Eu tento imaginar com esta mentalidade, qual seja a psique, que perfaz as construções dos meus pensamentos e raciocínios, e tento chegar a um entendimento lógico, equilibrado e digamos, sem loucura ou escândalo, para discernir este texto de Hebreus:
1 - HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho,
2 - A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
3 - O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;
4 - Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.
5 - Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai,  E ele me será por Filho?
6 - E outra vez, quando introduz no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.

A pergunta que me vem é:

Quando, e de que maneira, Deus um dia ficou grávido e faz o seu próprio parto?

Mas a minha mente não foi desenvolvida para racionalizar este processo, pois ele é um mistério oculto aos meus sentidos e percepção do entendimento racional, quem vem pelo estudo e do autoconhecimento, de forma que se este processo de entendimento não for me dado por Deus, jamais a minha mente poderá percebê-lo.

Isaías 64:4

4 - Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.

Quando eu fui pela primeira vez acompanhar minha esposa no pré-natal, eu fiquei maravilhado com o que meus olhos viram e meus ouvidos ouviram, quando o médico pegou um aparelho e deslizou sobre a barriga da minha esposa, e através de um vídeo, eu pude ver e ouvir o que estava sendo preparado por Deus dentro daquele pequeno espaço uterino. Eu queria pular de alegria por poder perceber e entender que algo maravilhoso estava sendo formado ali dentro. Minha esposa por nove meses teve a experiência que nenhum homem na face da terra poderá um dia ter, qual seja, gerar um filho. Foi a partir do contato com esta realidade tangível, e agora visível, que eu pedi ao Espírito Santo que me revelasse como Deus gerou o seu próprio Filho.
O útero da mulher é algo vazio, sem luz, porém preparado por Deus para ser a manjedoura aonde vai se desenvolver os primeiros elementos que darão forma a um ser gerado à sua imagem e semelhança. Mas nós sabemos que este ser é fruto de um relacionamento de amor entre um homem e uma mulher, onde a semente do homem é lançada no óvulo da mulher,  e por meio de um processo inicialmente violento, mas amenizado pelas sensações de prazer, se misturam com a dor da penetração das genitálias masculina na feminina.
Tentar imaginar quem foi este útero, ou ainda, quem foi esta mulher que foi penetrada pelo “falo” de Deus só encontra resposta na mente de um homem carnal, racional, e cujo intelecto só consegue ir até onde o tangível e o real podem ser racionalizados, e assim concluir: Maria foi a mulher que cedeu o seu útero e doou a sua virgindade para Deus, e Ele teve que cometer um adultério, e ainda receber a ajuda de um mortal homem corno,  que fosse cúmplice deste adultério e ainda lhe pedir para que ficasse calado e aceitasse criar um filho que não era seu! Portanto, o Jesus do Cristianismo de Constantino é fruto de um amor adulterino entre Deus e Maria! Assim, para o Cristianismo, nasceu o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
Acreditar que a divindade poderia penetrar a humanidade, e que a partir desta concepção, pudesse nascer algo perfeito, só cabe na mentalidade de seres tão "perfeitos" quanto este mesmo pensamento!
Agora entendemos algumas perversidades como do Imperador Caio Júlio César Augusto Germânico (Calígula, que significa pequenas sandálias militares – 31/08/12 à 24/01/41) que estuprava mulheres, inclusive suas próprias irmãs e de seus comandantes, antes mesmos que eles as possuíssem e sem que estes ficassem escandalizados, porque todo imperador romano se tornava um “deus” quando era coroado, assim o ato de um Imperador lançar seu semên (semente) no útero das mulheres dos comandantes romanos poderia lhes render uma raça superior, assim como acorreu em Gênesis 6.
São muitas as tentativas humanas de racionalizar o que de fato se aceita pela fé, cujos olhos nunca viram e ouvidos nunca ouviram, mas Deus, no-las revelou por meio do seu próprio Filho. Assim, Paulo modifica o final da profecia de Isaias, não para adulterá-la, mas para nos dar o seu entendimento para que O filho de Deus explique como foi gerado, cuja explicação nós nunca demos ouvidos, mas ela nos foi dada:
Isaías 64:4
4 - Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.
I Corintios 2:9
9 - Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam.

E não subiram ao coração do homem! Não subiu ao seu desejo, não veio na sua vontade, nem na sua concupiscência, nem na sua carne ou sangue! De fato, nós seres humanos nunca quisermos saber qual seja o que Deus preparou para nós antes mesmo que nascêssemos. E a razão é muito simples: Não sabemos quem é Deus e nem sabemos quem nós somos!
É o mesmo profeta Isaias que nos revela esta maravilhoso encontro do “falo” de Deus com o útero do Espirito Santo de Deus:

Isaías 9:6
6 - Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

Um menino nos nasceu, isto é, um ser na forma humana nos nasceu, veio do útero de uma virgem, cuja tribo não é mencionada, mas a de seu marido a escritura faz menção: Judá. Apenas um menino nasceu, mas em Mateus nenhuma vez Jesus é mencionado pelos escritores como sendo o filho de Maria, mas o menino e sua mãe. A afirmação de que Jesus era “filho” de Maria veio do povo que conhecia a família de José, porém não sabiam que este Filho nos foi dado por Deus! Em toda escritura é mencionado:
Mateus 2:11
11 - E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.
Mateus 2:14
14 - E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.
Porque um menino nos nasceu mas um Filho nos foi dado, não nasceu do coração do homem, nem do desejo da carne e do sangue de Maria ou de José.

Mas a questão continua: Quem foi este útero que antes que existissem as fundações do mundo concebeu Jesus? A resposta não poderia ser algo racional, não tangível, muito menos chegar ao entendimento, e como disse o Ap. Paulo, há coisas que ao homem é indescritível, não tem como descrever! Mas vou tentar passar ao leitores usando comparações que possam lhes fazer entender.
João usa a expressão “o Verbo”. De onde ele tirou esta idéia de que Jesus é um “Verbo”?
Na eternidade Deus, que é espírito, uma  vontade que é boa, perfeita e agradável quis fazer algo. Mas nada pode ser realizado, feito ou criado sem que esta “vontade” encontre um meio, um canal, um veio para se manifestar. Em nossa língua dizemos que isto se chama uma a “ação” da vontade, que interpretamos como sendo o “verbo” da vontade. Assim para que uma “vontade” seja manifestada, é necessário que geremos primeiro o verbo que dará ação e concreção do que queremos realizar. Então fica assim:
Deus (vontade) + Verbo (Jesus) = criação. Assim quando Deus utiliza o “Verbo”, qual seja a Palavra de ação temos: Haja (Verbo) Luz! E fez-se a Luz e a Luz iluminou onde Deus estava anteriormente, ou seja, no nada, naquilo que Moisés viu: Sem forma e vazio! Deus não tinha forma e a forma estava vazia até conceber a vontade! A vontade de Deus gerou o “Verbo” e este, pela vontade de quem O gerou fez todas as coisas:
Colossenses 1:16
16 - Porque nele (vontade + ação/Verbo) foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.
“nele” não pode ser só Deus, e “nele” não pode ser só Jesus. Mas “nele” só pode existir se for um misto da “vontade” que vem de Deus mais “o Verbo” que é Jesus e que faz com que tudo exista e se estabeleça!
João 17:20-24
20 - E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim;
21 - Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
22 - E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.
23 - Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e
que os tens amado a eles como me tens amado a mim.
24 - Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo.
A glória que foi dada a Cristo foi o de ser gerado da vontade boa, perfeita, agradável e eterna de Deus, e Jesus nos diz que esta glória nos foi dada nele! Assim temos o que lemos no início de:
Hebreus 1:1-3
1 - HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos
dias pelo Filho,
2 - A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.
3 - O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem (vontade) da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas...
É interessante percebermos agora, se tivermos uma ferramenta bíblica chamada “concordância bíblica” e pela palavra “vontade”, procurarmos todas as vezes que ela é mencionada por Jesus nos Evangelhos. Iremos entender que em todo tempo Jesus apenas realiza aquilo que seja a vontade do Pai. E por que estou chamando a atenção do leitor para esta “vontade”?
Porque nascer não subiu ao nosso coração! Ninguém disse para seus pais que queria ter nascido. Esta “vontade” nunca foi nossa e sim de Deus. Jesus também foi gerado da vontade do Pai, assim quando dizemos “Senhor é da minha vontade que o Senhor me faça uma nova criatura” estaremos indo contra a verdade que diz: “Seja feita a Sua vontade assim na terra como céu”! Ficou confuso? Acalme-se! O Evangelho nos diz que foi da vontade do Pai:
Efésios 1:5
5 - E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade! Então não precisamos querer (vontade nossa), pois ela já existe em Deus, precisamos executar a vontade do Pai em nós, e isto se faz por meio da fé, e crêr que Ele, por meio do Verbo, nos faz uma nova criação!
Gálatas 4:19
19 - Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós. Precisamos crer que Deus nos emprenhou do seu amor, que é Cristo em nossos corações, e que esta semente de vida nos faça uma nova criação!
Que esta loucura possa subir ao coração dos amados irmãos!