terça-feira, 3 de setembro de 2013

A RESTAURAÇÃO DO PROPÓSITO

Precisamos falar sobre a restauração do propósito, porque temos estado por tanto tempo na igreja, que esquecemos qual é o propósito; e, sem propósito, a vida não tem significado, a igreja não tem sentido, ministério não tem sentido, seu tempo neste templo (corpo) não tem nenhum significado. Nós precisamos entender para que é nossa vida.
Deus criou o homem, e encontramos isso a partir da primeira página da Bíblia, no versículo primeiro. Gen. 1.1 e 26; Gen. 2:15:
“No princípio criou Deus o céu e a terra... Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar”.
“Para” = esse é o propósito do homem em estar no Éden. Mas este propósito não é o que Deus tinha como finalização. O Éden é uma figura da eternidade. Como Adão é no Éden seremos também na eternidade. A visão de Deus não era trilhões de jardineiros! Ouça:
“Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Segundo a sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas”. (Tiago 1:16-18). Então aqui, no Éden, nós vemos apenas a criação de Deus. Deus criou os céus e a terra. Ele fez isso de acordo com o ambiente que Ele ia precisar para criar o homem; então Ele criou o homem. Portanto, o universo foi criado para que o homem atingisse o propósito de Deus. Temos que entender isso. Esse homem Adão foi o principio do propósito de Deus. Seus primeiros passos para finalizá-lo, para gerar dentro dele Sua filiação:
“Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos rudimentos do mundo; mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Portanto já não és mais servo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro por Deus” (Gal. 4:3-7).
De alguma forma o homem pensa que o universo é maior do que ele, mas o universo foi criado para o homem. Ele tem exatamente o que é necessário para o homem terreno viver nele. Veja, Deus nos pôs aqui com um propósito, então, Ele criou o ambiente, a terra, Ele colocou o homem dentro desse ambiente para que o homem finalizasse o propósito dEle. Acerca disso Paulo escreve em 1 Cor. 3:21-23:
“Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso; seja Paulo, ou Apolo, ou Cefas; seja o mundo, ou a vida, ou a morte; sejam as coisas presentes, ou as vindouras, tudo é vosso, e vós de Cristo, e Cristo de Deus”.
Então Deus disse: Proteja este jardim, proteja este protótipo. Proteja o projeto da minha eternidade. Eu te coloquei aí para que o proteja. Os versículos 26 e 27 do capítulo 1 de Gênises dizem: Eu quero também que você saia e subjugue o resto do planeta. Depois que você aprender a proteger o jardim você irá aprender a proteger o planeta. A implicação é que o Jardim não era todo o planeta: era só uma posição geográfica, uma primícia. Ele disse: Saia e subjugue. Se há algo para ser subjugado, então o planeta todo não era somente o jardim. Ele tinha o jardim, precisava proteger o jardim, mas esperava-se que ele saísse e dominasse o resto do planeta. A implicação então é: Eu quero que você subjugue o planeta a este exemplo que é o jardim, que você está guardando. Esta é a maquete, agora saia e faça o resto do planeta se submeter a esta ordem.
Temos que voltar ao começo, ao princípio, porque se não formos ao começo não descobriremos qual o propósito de Deus na criação.
Então Deus criou o homem deu a ele o domínio, o poder e autoridade e tudo o que era necessário para sair e subjugar: Todos os animais iriam obedecê-lo, tudo estava sob o seu domínio, exceto ele mesmo. O homem criado, com sua vontade própria (volição)  não tinha domínio sobre si mesmo.
Deus colocou uma árvore no jardim e a chamou “árvore do conhecimento do bem e do mal”. Essa é uma árvore literal, não é imaginária, mas também é uma tipologia da consciência do homem. Consciência é a habilidade de escolher entre o bem e o mal. É a árvore do bem e do mal. Não havia duas maçãs, na verdade, nem fala que eram maçãs, a árvore não tinha dois tipos de frutos; só um tipo de fruto, e ainda era bom e mau; parecia bom, mas tornou-se mau. O que Deus falou foi:
- Adão, você tem domínio sobre os animais, os vegetais, os rios; no ambiente do espírito você tem domínio sobre os anjos, você tem domínio sobre a terra! Você tem domínio sobre o ambiente, você tem domínio sobre a natureza, você tem domínio sobre todos os reinos do mundo: o reino animal, o reino mineral, todos os reinos da terra estão sob o teu domínio, incluindo os anjos.
A única coisa que não estava sob o domínio de Adão era a sua própria vontade, a qual foi representada pela árvore do conhecimento do bem e do mal que era uma tipologia da sua própria consciência. Ao lado da árvore do conhecimento havia a “árvore da vida”, uma árvore literal, mas trazia uma representação figurada da vontade de Deus que é Jesus, cuja função é dar vida eterna àqueles que dela se alimentam. A implicação disto tudo era que Deus estava mostrando: Eu te criei para governar, porém a única coisa que você não saberá governar é o seu fator de decisão. Quando você governar sobre isso, você governará sobre todas as coisas; se não governar sobre isso, você não governará sobre nada.(adaptado da mensagem: “Propósito” de  Rinaldo Texidor).
Aprender a governar, dominar sobre si mesmo era um aprendizado que lhe custaria a própria vida. Foi assim com Adão... Foi assim com Jesus (Heb. 5: 7-9)! Fazer o homem saber que ele não tinha domínio sobre si mesmo estava na onisciência de Deus bem como fazê-lo saber que somente em Jesus ele pode encontrar lugar de autoridade e de domínio. Jesus disse:
“Pois aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”. Mc. 3:35.
Adão foi levado a um lugar de consciência a cerca da vontade de Deus. Quando eu li em Provérbios 16:4 e em Col. 1: 16 que tudo tem um propósito nos céus e na terra eu discerni a função do diabo.
“O Senhor fez tudo para um fim; sim, até o ímpio para o dia do mal”.
“... porque nele (Jesus) foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele”.
Na verdade, Deus não criou anjos maus, mas a partir da sua criação, alguns deles, escolheram não guardar o seu lugar de honra (2 Pe. 2:4 Jd. 6), porém, mesmo assim serviram a um propósito, levar o homem ao conhecimento da sua consciência e vontade. Vejam o que a Bíblia diz sobre isto em Gen. 2:25 e 3:7:
“E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam... Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais”.
Experimentaram a consciência! Amados, parece estranho, mas é verdade, possuir uma consciência fazia parte de ser humano. Sem consciência o homem não seria diferente dos outros animais na terra. Animais têm instinto, mas não tem consciência. Animais não distinguem entre o bem e o mal, o que faz o homem superior aos animais é o poder discernir entre o bem e o mal:
“Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal” (Hb. 5:13-14).
Mas o fato é, que o homem para ter conhecimento de consciência deveria passar pela experiência da decisão. O dicionário Aurélio traz a seguinte interpretação:
“Consciência: sentimento ou percepção do que se passa em nós; voz secreta da alma aprovando ou reprovando as nossas ações”.
Sem a existência de um mandamento nunca o homem experimentaria o ter que decidir. Escolher entre a vida e a morte, entre luz e as trevas, entre amar e odiar, entre árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal... Faz parte do processo da formação de ser humano. O que a Bíblia nos revela o tempo todo, é que não faz parte da nossa natureza humana o saber decidir, o que confirma o que Jesus disse a cerca dos homens que amam a morte e aborrecem a vida, preferem as trevas à Luz:
“E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus”. (Jo. 3:19-21).
Não foi diferente no Éden, pois havia duas árvores: uma de vida e outra de morte. A vida e a morte já estavam com o homem no jardim. O homem escolheu a morte. Fazer o homem renascer, gerar nele uma nova criação, é a função do Cristo, porém ensiná-lo amar (ágape) a vida é a função de Jesus.
“Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.” (1 Cor. 15:21-22).
Mas amados, vejam o que Paulo nos escreve em Romanos 5:12-14:
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. Porque antes da lei já estava o pecado no mundo, mas onde não há lei o pecado não é levado em conta. No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão o qual é figura daquele que havia de vir”.
 E ainda em Romanos 5:20:
“Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça”;
E ainda em Romanos 7:5:
“Pois, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, suscitadas pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte”.
Paulo nos faz entender duas coisas. Primeiro que o pecado já estava no mundo antes da lei e segundo, que as paixões que operam em nossos corpos ou membros são instigadas pela existência de uma lei ou mandamento. Simples não é? Sem mandamento não há como instigar o pecado que habita em mim. Sem as manifestações do pecado (as obras da carne) não existe a possibilidade de eu gerar a morte, pois esta para ser gerada precisa ser através da transgressão de um mandamento. Mas para eu gerar morte tenho que fazer primeiramente o uso de uma consciência, a qual me leva sempre diante de dois caminhos: Vida ou Morte. Portanto não é uma questão de obedecer ou desobedecer, mas de uma consciência de decidir  viver ou morrer! Decidir viver é amar a vida e a Deus. Amar a si mesmo, nossa própria vontade é desprezar a Deus... É decidir morrer!
“Quem ama a sua vida, perdê-la-á; e quem neste mundo odeia a sua vida, guarda-la-á para a vida eterna”. (Jo. 12:25).
Então por que Deus colocou um mandamento no Éden? Sem o mandamento seria tudo diferente, “tudo perfeito”. O homem não seria tentado, não daria luz ao pecado e não geraria a morte. Perfeito! Sem mandamento o pecado não existiria... SERÁ?
Veja o que Paulo nos diz:
“... a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo o bom tornou-se morte para mim? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno”. (Rom. 7:12-13).
“Pelo mandamento”, falando de um, não de dez. Portanto, qual o propósito de Deus ter colocado uma árvore com um mandamento sobre ela? Afinal, o homem tornou-se pecador porque comeu da árvore do conhecimento ou comeu da árvore do conhecimento porque ele é pecador?
“Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente; mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gen. 2:16-17).
A religião ensina que este mandamento procurava ensinar o homem à obediência a Deus. Hoje, particularmente eu descordo. Paulo diz que a força do pecado é o mandamento ou lei (1 Cor. 15:56). Meu computador faz isto! Posso ensinar meu cachorro a obedecer à voz do meu comando ele aprende com perfeição. Este exemplo coloca o homem como senhor e o cachorro como servo. A questão vai mais além. Obediência sem consciência é um regime de escravidão (Veja em Gal. 4:21-31), pois o cachorro não me questiona, meu computador não me questiona, apenas cumpre a ordem. Quem ama sempre obedece, mas nem todo aquele que obedece ama! Creio que o propósito da árvore como mandamento ultrapassa este ensino da obediência. A reposta está no texto de Tiago 1:2, 5, 12-15:
Meus irmãos, tende por motivo de grande gozo o passardes por várias provações... Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada...Bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando:
1- atraído e engodado pela sua própria concupiscência;
2- então a concupiscência havendo concebido, dá à luz o pecado;
3- e o pecado, sendo consumado, gera a morte.
Amados, o que Tiago está nos dizendo é que em todo o tempo o homem pode recorrer a Deus no momento da decisão... Pedir-Lhe sabedoria, amar a sabedoria (Prov. 4: 5-13) é buscar o Criador quando se tem que decidir sobre vida ou morte. Se o homem não o faz é porque já sabe o que deve fazer, se não sabe e faz, é porque está decidindo no âmbito do conhecimento natural. Ficar neste âmbito é perigoso (Tiago 3:13-15).  A cerca disto João em sua primeira carta nos advertiu para o que aconteceu no Éden, vejam:
Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque TUDO o que há no mundo...”.
1- a concupiscência da carne,
2- a concupiscência dos olhos e
3- a soberba da vida,
...Não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 Jo. 2:15-17)
Compare com o Éden em Gen. 3:6:
“Então, vendo a mulher que aquela árvore era”...
1- boa para se comer, (“concupiscência da carne”)
2- e agradável aos olhos,  (“concupiscência dos olhos”)
3- e árvore desejável para dar entendimento, (“soberba pela vida”)
...Tomou do seu fruto, comeu, e deu a seu marido, e ele também comeu.
Fica claro pelos textos que Eva foi atraída e fascinada não pela serpente, mas pela sua própria cobiça a cerca do que ela ouviu da serpente. Em sua mente Eva deu luz ao pecado, e dar a luz a alguma coisa é trazer a existência o que há dentro de si e que está em oculto. Em seu coração o desejou, em comendo gerou sua morte! Não amou, não fez o que era vontade de Deus, escolher vida, assim não permaneceu para sempre.
“... E a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado”. (Rom. 5:5).
Deus fez Adão e Eva, mas não podia imprimir neles o seu amor! Deus é ágape. Deus dentro deles somente na plenitude dos tempos. Somente na ressurreição de Cristo! O AMOR ágape (do lado de dentro) ensina a obedecer (Heb. 5: 5-8), mas obediência e o castigo não ensinam a amar! E é por isso que a Lei teve o seu tempo (Heb. 7:17-18), ela não aperfeiçoou os homens para amarem a Deus. Deus criou, mas não gerou Adão e Eva para que estes o amassem e fizessem a Sua vontade por amor. Eles teriam que aceitá-lo e por isso não tinham dentro de si o amor de Deus para lhe obedecerem. Assim se diz: “A qual dos anjos Deus disse: Tu és meu filho, hoje eu te gerei?”. Portanto, não ameis o mundo, não amem a sua própria vontade disse o Apóstolo João. Por isso Deus disse no princípio que faria o homem à sua imagem e semelhança, e que ele (o homem), decidisse se queria Deus gerando dentro dele amor e vida eterna. Isto é livre arbítrio!
A serpente disse a Eva:  seus olhos se abrirão e serás como Deus. Nisto a serpente não mentiu (Gen. 3:22). A serpente mentiu quando contrariou a verdade dizendo: “certamente não morrerás” (Gen. 3:4). Porém a mulher pensou: a árvore é bonita, o fruto é gostoso e me fará a “rainha da cocada preta”. Agora veja, João chamou a esta tríade de desejos de “O MUNDO!”.
É por isso que Paulo diz que o pecado já estava no mundo antes que a lei existisse, só não havia sido manifestado ainda! O mundo é o que está dentro de nós e não o que está fora dele! O próprio Jesus confirma isto dizendo:
“Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce pelo ventre, e é lançado fora? Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos, isso não o contamina”. (Mt. 15:17-20).
Temos três momentos na Palavra para “mundo”. O que vai da formação do átomo até a construção de galáxias (Heb. 1:6; 11:3). Os seres humanos (Jo. 3:16) e a mente humana (1. Jo. 2:15-17). Portanto amados, o propósito da árvore do conhecimento estava além de ensinar o homem sobre obediência, mas sim o dar a ele uma consciência a cerca de si mesmo. Ele não sabia amar porque ele não tinha a Deus dentro de si, só do lado de fora! Muitos estão nesta mesma situação hoje. Ele via a Deus, mas não O conhecia como Emanuel!
Sua alma é boa até conhecer um mandamento. É o que basta para suscitar todos os tipos de paixões da carne. Jesus disse que só existe um que é bom: DEUS, e que o reino de Deus pertence aos “pequeninos” enquanto estes viverem sem mandamento. Lembram? Onde não há Lei o pecado está morto! Coloque um mandamento (qualquer ordem que seja precedida na negativa “NÃO”) diante deles e você verá que eles são verdadeiramente descendentes de Adão!
Toda árvore é fiel à semente que a gerou, mais cedo ou mais tarde ela dará o seu fruto peculiar à semente que foi plantada. Deus trabalha com sementes em Sua criação (Gen. 1:11) não planta árvores, mas faz a terra produzir sementes. Do pó da terra Deus fez o homem (hebraico: Adamah, lit. “terra” ou “chão”) e disse: cresçam e se multipliquem, de uma semente (macho e fêmea) de cada, Deus disse: encham a terra. A vida é como o chão da terra onde o homem produz seus frutos. Agora vejam o que Paulo nos revela sobre isso em 1 Cor. 15:36-50:
“Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou o de outra qualquer semente. Mas Deus lhe dá um corpo como lhe aprouve, e a cada uma das sementes um corpo próprio. Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, outra a glória da lua e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. Assim também é a ressurreição dos mortos, semeia-se o corpo em corrupção,  é ressuscitado em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder. Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial. Mas digo isto, irmãos, que carne e sangue não podem herdar o reino de Deus; nem a corrupção herda a incorrupção”.
O homem, criado do pó da terra, não está finalizado como propósito. Foi semeado em corrupção! Vou repetir: Foi semeado em corrupção!
Abalou você porque Paulo disse que Adão foi semeado em pecado? Não seja insensato! Lembre-se, só finaliza quando ele for celestial. Toda criação foi finalizada na Cruz quando Jesus disse: Está consumado, ou seja, terminado, finalizado! Primeiro Adão... Último Adão. Primeiro o terreno... Depois o celestial. Primeiro o animal... Depois o espiritual. Adão começou como terreno, mas finalizará como celestial. Jesus me fez assentar em regiões celestes e não terrestres! Jesus é o primeiro finalizado entre muitos irmãos! O primeiro nunca herda, só o último. Lembram de Ismael e Isaque, de Esaú e Jacó, de Manassés e Efraim, de Judeus e gentios, eles sem nós nunca serão aperfeiçoados! A vida, a verdadeira vida, não começa no Éden, mas sim na eternidade! Ame essa vida e não terá a vida eterna!
“E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus. Importa que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo”. (João 9:1-5).
Dia é luz, vida. Noite é trevas, morte! Jesus não está preocupado com Adão nem com as manifestações das conseqüências do pecado dele em nós (Gen. 3: 17-19), pois todos nós somos iguais na essência, temos o pecado existencial. Mas está finalizando as obras de Deus enquanto é “dia” para mim, e que foram iniciadas no Éden. É certo que todos aqueles que sofrem algum tipo de moléstia, seja espiritual, material ou corporal vão ter um impulso maior de buscarem esta finalização, mesmo que ouçam sem entender, vendo sem compreender, mas se complete neles a obra de Deus e sejam “curados” do mal que em todos nós habita, antes que venha a “noite” (morte) e aí nenhum trabalho do Pai poderá ser feito em nós!
Agora você pode ler 1 João 1: 8-10 sem enlouquecer:
“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
E ainda, Paulo em Romanos 7: 15-25:
“Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, mesmo querendo eu fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus, por Jesus Cristo nosso Senhor! De modo que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado”.
Vejam amados, assim como Paulo se descreve neste texto eu posso ver Eva sendo invadida por esta mesma guerra interior. Ela tinha mandamento, mas não tinha o Espírito da Lei da vida (AMOR) dentro do seu espírito, afim de salvá-la da força do seu pecado e conseqüentemente da sua morte (Rm. 8:2). Ela tinha a letra em sua mente, mas não a Palavra que é Espírito e Vida em seu coração. Assim como Paulo se descreve no Cap 7, antes que Eva comesse do fruto da árvore do conhecimento, o pecado já se manifestava dentro dela e a dominava para que ela não fizesse o que ela mesma queria (Gal. 5: 17), ou seja, fazer a vontade de Deus, mas obedecesse a sua própria carne, vontade pessoal... o seu desejo... o seu MUNDO. E foi para isto que o Filho de Deus se manifestou:
“Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. Para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Pois os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser; e os que estão na carne não podem agradar a Deus”. (Rom. 8: 3-8).
Portanto,  ninguém pode cair quando já se está no chão, na terra, Adão é terreno, não é celestial. Adão não caiu, Eva não caiu. Jesus nunca disse que Adão caiu. Há apenas um celestial que caiu: Satanás. O que houve no Éden foi uma revelação a cerca de nós mesmos. Nunca seríamos perfeitos sem o Espírito de vida que é Jesus. Sem Ele nada do que foi feito seria para sempre. O homem foi finalizado em Jesus, e não no Éden. O homem não era completo sem Deus dentro dele. Em Jesus é que somos elevados para regiões celestes. Em Jesus é que encontramos o propósito de toda a criação. Em Jesus é que encontramos nossa origem e propósito. Sem Jesus não há história para o homem em lugar algum. Sem Jesus não há criação perfeita e finalizada.
“E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou”.
Amados, não foi para esta vida que fomos chamados (1 Tim. 6:19). Não foi para vivermos neste corpo (casa, tabernáculo, templo), pois ele não finaliza o propósito de Deus para o homem. Somente na eternidade veremos o propósito finalizado, somente lá teremos o corpo (a casa, tabernáculo, morada) preparado pelo Pai desde a fundação do mundo. E gememos todos, nós e toda criação, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo (Rom. 8:19-23) e nos consolamos com estas palavras do Apóstolo:
“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois neste tabernáculo nós gememos, desejando muito ser revestidos da nossa habitação que é do céu, se é que, estando vestidos, não formos achados nus. Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas sim revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos presentes no corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista); temos bom ânimo, mas desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor. Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal”. (2 Cor. 5:1-10). Segundo o que cada um decidir em querer seja a vida ou a morte!
“... e a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando naquele dia ele vier para ser glorificado nos seus santos e para ser admirado em todos os que tiverem crido (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós)”. (2 Tes. 1:7-10).
Em 1 Jo. 3:8 diz que Jesus veio para desfazer as obras do diabo, os enganos e geração da morte (2 Tim 1:10). O Evangelho é a verdade que gera em nós a ressurreição para a verdadeira vida e traz a imortalidade. É a regeneração da vida mortal em imortal, é a vitória que vence a morte!
Hoje, assim como no Éden, só existe um mandamento conforme Romanos 13:8-10:
“A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: AMARÁS ao teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo. De modo que O Amor é o cumprimento da lei”.
Jesus foi primeiro a verdadeiramente dominar sobre o Éden, o qual é a figura do nosso homem interior. Este paraíso é o ambiente reservado por Deus para os que Ele chamou segundo o Seu propósito, é a finalização da Obra da criação, e como está escrito em Apocalipse 2:7: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus”. Esta árvore é Cristo, e Ele diz que aquele que não come dEle não tem parte com Ele! (Jo. 6: 53-59).
Então, estamos todos, desde Adão até o último ser a existir, seguindo para a finalização do propósito, a ressurreição e edificação do corpo...Mas que corpo?
Paulo diz que o corpo do pecado foi figuradamente desfeito na Cruz (Rom. 6:6). O corpo que temos, que é a imagem e semelhança de Adão e não de Cristo (veja em Gen. 5:3), foi desfeito na cruz por meio da morte de Jesus. O nosso corpo, que abriga o pecado, foi figuradamente crucificado com Cristo. Após a morte figurada do nosso corpo do pecado, fomos então sepultados com Cristo. O Apóstolo Paulo nos ensina que fomos sepultados com Cristo na Sua morte, assim representamos esta verdade também, como figura, nas águas do batismo (Rom. 6: 1-7). Pedro também nos ensina em sua primeira carta no capítulo 3:18-22:
“Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito; no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água,  que também agora, por uma verdadeira figura-o batismo, vos salva, o qual não é o despojamento da imundícia da carne (não tem o poder de lavar ou purificar, ou mesmo aniquilar o pecado), mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo, que está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potestades.”
O que Paulo e Pedro estão falando aqui não é como morremos, porque todos os homens morrem e continuarão morrendo com seus pecados. Também não é perguntar para Deus se tem problema eu morrer em pecado, mas como eu faço para ser ressuscitado sem o pecado! Portanto, o batizar, ou sepultar nas águas, representa tão somente a morte da natureza da criação feita em Adão, o primeiro homem, ou o velho homem, pois este não está finalizado. O batismo nas águas é a pregação do evangelho a cerca do que fez Jesus na cruz! Portanto cabe agora a Jesus, que é o Filho desse homem Adão (Jesus é chamado de o Filho do homem) nos ressuscitar como também Ele mesmo foi ressuscitado, seja na Sua vinda ou simplesmente transformar este corpo mortal em imortal se esta vinda ocorrer enquanto vivemos (1 Cor. 15: 51-54; 1 Ts. 4:13-18). Vai um aviso para quem tem medo de morrer: Se você tem este medo cuidado, é sinal de que você não confia na obra da ressurreição!
Outra figura dessa morte no velho testamento são as águas do dilúvio sobre a terra. Um dia essa terra passará por outra inundação, mas não de água, mas de fogo (2 Pe. 3: 10-12; Heb. 12: 25-29)! Elas, as inundações, falam da morte do corpo do pecado; mas os que estavam na arca, a qual é uma verdadeira figura de Cristo, foram salvos por causa da arca. O dilúvio levou (fez morrer) a todos que não estavam em Cristo (na arca), porque todos morreremos, esta carne e sangue não podem herdar a eternidade, ela está condenada pela corrupção (o pecado); todos nós nascidos de Adão morreremos por causa do pecado que em nós habita,  inclusive Noé, que também era descendente de Adão, morreu também, portanto, pecador igual; mas os que estiverem em Cristo serão ressuscitados, mesmo tendo o pecado habitando ainda dentro de si, pois na hora da morte o pecado será desfeito juntamente com o corpo.
Semeia-se em corrupção, porém ressuscita-se em incorrupção. Noé ilustrou bem esta verdade que mesmo sendo pecador foi salvo do dilúvio! Isto se chama GRAÇA! “Noé achou graça aos olhos do Senhor!” Ele encontrou a GRAÇA nos olhos do Senhor! Por que? Porque Deus disse que da semente da mulher ele traria a paz para os homens (Gen. 3:15)! Noé era da semente de Sete e este era filho de Adão. Adão teve muitos filhos e filhas, mas apenas dois deles constam em genealogias. Caim (o que matou Abel) representando a geração que não finaliza, e Sete. Este não era o primeiro, nem o segundo, mas o último que aparece com a genealogia de Adão!
Pedro diz que Noé pregava a JUSTIÇA, este evangelho de morte e ressurreição (Noé ministrava o sacrifício de animais limpos) que traz a Paz entre Deus e os homens, que fala do batismo (morte), e como a sua vida foi salva (ressurreição) naquele dilúvio! (2 Pe. 2:5). Noé cria no sacrifício expiatório, foi justificado pela sua fé em Cristo, por isso achou graça os olhos do Senhor! (Gen. 8:20-22).
Talvez você esteja se perguntado: mas mesmo depois de conhecer a Jesus o pecado ainda habita em mim? Mas é claro que sim! Nosso discernimento a cerca disto é fraco por causa das muitas pregações confusas que ouvimos. Mas a Palavra de Deus é muito clara a cerca desta verdade:
“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 Jo. 1:8-10).
Veja que lindo: Jesus é o caminho, a verdade e a vida, Ele é a Palavra (Verbo) encarnada, e João diz que Jesus não habita em mim se eu disser que não tenho pecado ou se não cometo pecado! Que maravilha: Em mim, neste corpo, habita tanto o pecado como o Espírito de Jesus! Tente arrancar o joio, e o trigo será arrancado também. Mate este corpo com o pecado e o Espírito será retirado de você também (1 Cor. 3:17)! Mas não se preocupe, Jesus disse:
“Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio? Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro”. (Mt. 13: 27-30).
Por isso que Cristo morreu, Sua morte foi a oferta, foi o pagamento da dívida, resgate da alma que está condenada pelo pecado ao lago de fogo e enxofre por toda a eternidade. Ele nos resgatou da condenação! Seu sangue foi o preço do pagamento por esta alma que tem o pecado habitando nela. Glória a Deus!
Nossas confusões de mente são causadas por doutrinas errôneas a cerca do pecado. Pecado não é o que eu faço, mas sim a força, ou o mal que habita em mim que me impulsiona para diversas obras que me levam para morte. Paulo diz que o pecado faz meu corpo cometer ou fazer diversas obras ou concupiscências:
“Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia,  a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus”. (Gl. 5:19-21).
A primeira obra do pecado manifestado no Éden foi a desobediência. E como conseqüência a morte! A primeira atitude desta consciência de morte foi o coser (costurar) vestes para cobrirem a nudez, como que se as vestes pudessem esconder ou aliviar a consciência a cerca do pecado que em nós habita.  As obras que cometo são manifestadas por meio do pecado que em mim habita. Por isto este corpo se chama “corpo do pecado” conforme Rom. 6:6-7. Como figuradamente eu morri, logo o pecado também está morto, sem vida, ou sem força, então Paulo diz:
“Assim também vós: considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências”;
Considerem-se “... como mortos...”, “... não reine...”, quer dizer não deixem que sejam governados por ele, é existencial, o pecado não deixa de existir, pois ele é existencial em nós, porém na mente é que se faz esta mortificação do corpo do pecado (Rom. 12:2). Mas assim como uma morte figurada é operada em mim, uma ressurreição também o é, através do novo nascimento! Por isso Pedro diz que o batismo, ou seja, morte ou sepultamento, pode ser a salvação da criação descendente de Adão. Porque se não passarmos pela morte nunca poderemos passar para a nova vida em Cristo. O que tratamos aqui é que para viver na eternidade teremos que passar pela morte; já vimos isto no começo deste estudo. Se o fizermos agora figuradamente por meio da fé, assim traremos a verdadeira ressurreição naquele grande dia da ressurreição. Se o fizermos agora como por figura, assim será na vinda real de Cristo nas nuvens (1 Ts. 4:13-18).
Ainda que uma pessoa não cometa nenhuma obra da carne, nenhuma concupiscência, nenhuma sequer relacionada na Bíblia, mesmo que ela guarde os 10 mandamentos, ela não terá vida eterna se Jesus não se tornar para ela o Espírito de Vida que a ressuscite no último dia.
“Os pecados de alguns homens são manifestos antes de entrarem em juízo, enquanto os de outros descobrem-se depois. Da mesma forma também as boas obras são manifestas antecipadamente; e as que não o são não podem ficar ocultas”. (1 Tim. 5:24-25).
“Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:37-40).
“Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:3-7).
Eu não sei no que você crê meu irmão, se é num purgatório para tirar o seu pecado, se é na predestinação de uma vez salvo para sempre salvo, se é na justificação pela fé em Jesus, ou pelas obras da Lei (guardando o sábado), uma coisa eu sei e foi Jesus quem disse: Se não houver uma operação de morte para uma ressurreição em novidade de vida, você não entra no Reino dEle! E segundo Paulo, esta operação é feita pelo Espírito Santo em nós. Muitos buscam a santificação operada pela carne. Eles dizem: EU parei de fazer isto e aquilo, EU não freqüento mais este ou aqueles ambientes, EU não como nem bebo mais isto ou aquilo, não peco mais, o pecado, se acontecer, é um acidente na minha vida! Isto é santificação pela carne! Na verdade, deveriam dizer: O ESPÍRITO SANTO está operando em mim, dia após dia, a mortificação da minha carne. Ela é feita pelo Espírito Santo e não por mim:
“E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. Portanto, irmãos, somos devedores, não à carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” (Rom. 8: 11-13).
O pecado não é um acidente em nossas vidas! O pecado está na nossa vida! Confesse isso a Deus! Confesse que você precisa morrer todos os dias! Que haja em você um arrependimento contínuo de que tentar operar, por meios próprios, essa mortificação foi, é e sempre será, a loucura de homens entenebrecidos em seus próprios entendimentos!
Você pode ter fé em Deus, crer nEle, pode acreditar na predestinação, pode confiar nas obras de caridade, guardar os dez mandamentos, pode viver uma vida aparente sem mancha, distribuir todos os seus bens com os pobres, dar a sua vida por outra pessoa, ir a todos os cultos da igreja, fazer milagres e prodígios em nome de Jesus, mas se não houver o Espírito Santo habitando em você nada disto vai te ressuscitar no último dia!
“... no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo NELE também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa,...E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” (Ef. 1:13; 4:30)
“Porque, na verdade, nós, os que estamos neste tabernáculo (corpo terrestre), gememos oprimidos, porque não queremos ser despidos, mas sim revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu como penhor o Espírito”. (2 Cor. 5: 4-5).
E o Espírito Santo da promessa é este:
“Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis”. (Ezequiel 36:25-27)
Somente o Espírito Santo pode gerar em nós um novo espírito, pois o que é nascido da carne é carne (descendentes de Adão), mas o que é nascido do Espírito é espírito (descendentes de Deus)! Talvez agora você esteja se perguntando: O Espírito Santo está habitando em mim? É simples saber! Toda árvore produz seu fruto próprio. Ou seja, o Bem ou seja o Mal. Qual é o fruto que sua vida tem produzido no caminho da sua existência na terra?
Você é ateu, espírita-católico, crente, protestante em geral, predestinado, sem predestinação, adventista, testemunha de Jeová, mórmon, budista, mulçumano, das rodas do candomblé, da umbanda, da quimbanda, ou até de outra “banda” qualquer, seja qual for a ÁRVORE que você estiver enxertado-ligado, seja qual for o endereço que você freqüenta, o fruto será visto e percebido por todos que te vêem. Seja ele trigo, seja ele o joio!
“Digo, porém: Andai pelo Espírito, e não haveis de cumprir a cobiça da carne...”
“Mas O FRUTO do Espírito é: O AMOR, A ALEGRIA, A PAZ, A PACIÊNCIA, A BENIGNIDADE, A BONDADE, A FIDELIDADE, A MANSIDÃO, O DOMÍNIO PRÓPRIO; CONTRA ESTAS COISAS NÃO HÁ LEI.  E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito.” (Gl. 5: 16; 22-25). Agora, pergunte às pessoas mais íntimas que você se relaciona, se elas vêem a manifestação do Fruto do Espírito Santo em você, então saberá se Ele de fato habita em você ou não! As manifestações mais sutis do pecado nem todos percebem, mas a manifestação do FRUTO do Espírito Santo devem ser visíveis e escandalosas em você! Se não é assim, ainda é tempo de mudar esta realidade. Peça a Deus, em nome de Jesus Cristo, que Lhe dê o Espírito Santo,
“Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; pois todo o que pede, recebe; e quem busca acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós, pois, Sendo Maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Luc. 11:9-13).
Depois, peça ao Espírito Santo que opere em você o novo nascimento; creia que assim se faz e verá uma nova frutificação em sua vida meu irmão! Aí você entenderá o que é passar da morte para vida, ou das trevas para luz, do ódio para o amor, de joio para trigo... Do mal para o bem. Como disse Salomão: Este caminho é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito! O grande conflito existe, mas está dentro de nós. É a guerra entre o bem e o mal, entre o pecado e o Espírito Santo que em nós habita até a nossa morte ou a vinda de Cristo!

Que o Senhor Jesus lhe conceda o Selo da sua redenção para a edificação do corpo eterno na Glória do Pai! (Ef. 2: 19-22). Na casa de meu Pai tem uma morada eterna para você viver!
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