terça-feira, 3 de setembro de 2013

AMANDO SEGUNDO A ÓTICA DE DEUS

Eu te desafio a ver esta ministração até o fim cuidando para ler nas Escrituras todas as referências citadas e ser impactado por uma Palavra que vai te libertar para viver o perfeito amor do Pai.
Ainda hoje ouvimos muitas coisas a cerca do amor de Deus e não entendemos que “amor” é este, o qual, Deus olhando para nós, tomou o seu próprio Filho e nos enviou para nos mostrar “como devemos amar” segundo a ótica dEle. Em Isaías 53:10 diz: “Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos”.
Isto significa que o amor com que Deus nos amou foi amor que demandou uma atitude e não um sentimento.  As Escrituras  nos ensinam que o amor (do grego agapaô) com que Deus nos amou não foi uma emoção ou um sentimento que ele teve em relação a nós, mas uma ação, uma atitude que Ele tomou em nosso favor. Em suma, o que entendemos por amor (fileô) fraternal (palavra grega philadelphia que significa um sentimento entre os filhos de um mesmo Pai), ou então Eros (palavra grega para um sentimento ou desejos eróticos entre duas pessoas do mesmo sexo ou não) nada tem nada haver com o amor (agapaô) que Deus nos ensina sobre ele e exige que vivamos (Jo 14:21).
Hoje vamos fundamentar a Palavra que nos ensina sobre amar (agapaô) segundo a ótica de Deus. Mas antes vamos ver nas escrituras algumas coisas que demonstram como Deus vê as coisas, segundo a Sua ótica, para começarmos a perceber quão distante estamos da verdade. Muitos estão presos e indo a passos largos para o sentido contrário a Deus porque não conhecem a verdade (Jo. 8:32).
Jesus nos ensinou que a nossa justiça deve superar a teologia (Mt. 5:20), que ela deve exceder, superar as exigências Lei. Vejamos o que Ele quer dizer com isto:
“Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.” (Mt. 5: 21-22), ou ainda:
“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt. 5:27-28). Aqui parece que Jesus desconhece a Lei ou a está mudando, porque nós sabemos que o “adultério” está no 7º mandamento enquanto que o “cobiçar a mulher do próximo está no 10º. Puxa, Jesus está dizendo que uma coisa é igual a outra? Por que?
É muito simples, Ele nos trouxe uma nova aliança que a está escrevendo em nossos corações (Jr. 31: 31-34) e esta aliança é superior a do Monte Sinai (dez mandamentos; Ex. 20 e Hb. 7), onde Moisés recebeu as Tábuas da Lei. Ele a está reescrevendo com a ótica do Pai. É como o Pai a vê; leiam o cap 23 de Mateus e vejam Jesus pregando sobre a ótica do Pai! E Jesus nos disse o que o Pai quis falar abertamente, através do Filho (Heb. 1:1-3) sem interpretações de sábios teólogos, como assim eram feitas pelos escribas e fariseus (Mt. 11: 25-27). Não mais presa a interpretações humanas que são simplesmente mandamentos de homens, que são apenas interpretações das letras e não podem transmitir a nós o espírito e vida que a Palavra e o coração do Pai nos dá (Jo. 6:63; 2 Cor. 3:6). Mas em Hebreus diz que o Pai agora vem nos falar abertamente e mostrar o seu coração e nos ensinar segundo a Sua ótica o que é amar. (Jo. 16:29-30).
Poderíamos citar ainda outro mandamento vendo as diferenças entre o que nós vemos e como Deus vê. Na Lei está escrito como 6º mandamento: “não matarás”, o que em outras palavras poderíamos dizer, não se torne um homicida. Quando João (o profeta do amor) entendeu a Lei do Espírito e não da letra, ele foi mais a fundo na justiça que excede a dos teólogos, que vem do coração de Deus, ele viu a ótica do Pai e disse:
“Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio, que nos amemos uns aos outros, não sendo como Caim, que era do Maligno, e matou a seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más (o seu coração, a obra que está no coração) e as de seu irmão eram justas.  Meus irmãos, não vos admireis se o mundo vos odeia. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama permanece na morte. Todo o que odeia a seu irmão é homicida; e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.” (1 Jo. 3:11-15) grifo nosso. Em outra Escritura João ainda nos ensina:
“Aquele que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, até agora está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço. Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai; porque as trevas lhe cegaram os olhos” (1 Jo. 2:9-11).
Talvez você esteja pensando, mas eu não odeio ninguém, mas vamos ver isto segundo a ótica de Deus. A palavra odeia aqui também pode ser trocada pela palavra aborrece e isto conforme as traduções bíblicas. E no seu original, esta palavra aborrecer,  traz o sentido de desprezar, afastar-se, ignorar, não tomar conhecimento, como podemos ver em alguns versículos (Mal. 1:2-3; Mt. 6:24; Lc 14:26; Jo 3:20;  15: 18,25; Ef. 5:29). Quando vemos João tratando a cerca do amor ele diz que é homicida aquele que despreza, aborrece, detesta, ou odeia a seu irmão. Portanto não matarás do 6º mandamento de Deus foi visto sobre a ótica do Pai pelo profeta João de outra maneira.
Agora vejamos o que Cristo nos ensina em Lc. 7:36-50. Jesus estava em casa de um Fariseu, cujo nome era Simão. No meio da visita adentrou em casa de Simão uma prostituta a qual foi desprezada pelo fariseu. Ali nós vemos através da ótica de Cristo um exemplo sobre o que é amar e perdoar. Jesus conta uma historia a cerca de dois devedores e um credor e faz uma pergunta a Simão: “Qual destes devedores o credor amará mais?” Simão reconhece que é aquele que mais devia. Nesta conclusão Jesus extrair um ensino para Simão: “Por isso te digo: Perdoados lhe são os pecados, que são muitos; porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.
Amados, Jesus disse que para amarmos as pessoas devemos agir em favor delas, fazer alguma coisa que demonstre o nosso amor, e neste caso foi cancelar a divida, apagar as ofensas, libertar as pessoas daquilo que as aprisionam. Se eu simplesmente tiver um sentimento de amor ou perdão ele não fará revelar o amor até que tomemos uma atitude para com as pessoas que necessitam do meu amor e perdão, e este é o mandamento que Cristo nos ensinou (Jo. 3:16; 13:34).
Em outro exemplo em Lc. 10:25-37 vemos Jesus ensinando novamente que amor não é um sentimento, mas uma atitude. Os religiosos passaram de largo porque sabiam que se aquele homem estivesse morto, e eles o tocassem, estariam transgredindo a Lei de Moisés (Nm. 19:11) o que lhe acarretaria sérios problemas de rituais de purificação; e enquanto passavam de largo poderiam ter pensado: “o que deve ter feito este homem para estar nesta situação”? Por julgarem eles aquele homem, deixaram de o amar para guardarem os preceitos da Lei. Já o samaritano não pensou se aquele pobre homem estivesse morto ou se havia ou não cometido algo terrível, também não se preocupou em saber se ele era um Judeu (samaritanos e judeus tinham inimizades – Lc. 9:51-53; Jo. 4:9), ele só olhou para a necessidade do homem. O próprio Cristo muitas vezes foi condenado por amar vidas e desprezar os “preceitos da Lei” como p. ex. fazendo curas no sábado.
O tempo todo nas Escrituras o Senhor nos diz que ele veio para salvar o que havia sido perdido. Jesus não quer saber qual é o nosso pecado ele quer nos Amar e nos purificar os pecados.
Amar segundo a ótica de Deus é fazer alguma coisa em relação ao próximo que está sob o domínio do pecado. Quem está vivendo em Santidade não necessita do nosso amor: “Jesus, porém, ouvindo isso, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores. (Mc 2:17). Mas quando se trata de pessoas que são próxima a nós, que freqüentam o mesmo ambiente religioso, e que por um momento deixaram de guardar a sua santificação, nós as desprezamos e as condenamos por seus pecados. Jesus chama a estes que procedem desta maneira de hipócritas e homicidas.
Até quando a igreja que se diz de Cristo vai agir desta maneira? Até quando estaremos cegos quanto a amar segundo a ótica de Deus? Hipócritas, Deus nos deu prova do seu amor quando nos tornamos justos ou quando ainda éramos pecadores? (Rm 5:8). Deus não “sentiu” amor, Deus nos amou, como? Dando prova do Seu amor por nós entregando o Seu Filho na cruz. O que Ele fez? Colocou  o seu Filho na cruz por nossos pecados!!!! Deus não sentiu amor, ele demonstrou amor, ele fez o amor se materializar, ele revelou amor com uma atitude, ele agiu!
Ainda existem muitos religiosos pensando que são a igreja, muitos fariseus, legalistas e hipócritas, que não percebem que as suas atitudes são como a dos homicidas, dos infiéis, dos adúlteros, dos fornicários, dos ladrões, dos mentirosos, e estes normalmente são os escrupulosos, que julgam ser certinhos e justos em suas atitudes, é uma pena, estão cegos... e quanta cegueira. (Lc. 18:9-14).
A bíblia diz que se houverem trevas em nossas vidas quão grandes trevas elas se tornarão! E quantas áreas de trevas existem em nós? Há algum perfeito entre nós, algum que não cometa pecado? Eu sou um pecador, e careço da misericórdia do Pai. Espero poder alcançar a consciência de algumas pessoas com esta ministração e fazê-las entender que em nós não habita bem algum, somos todos pecadores! Mas vamos estar atentos quanto ao pecado para não nos entregarmos a ele e desprezarmos a Graça que nos foi dada um dia na Cruz do Calvário, pois o preço por nossos pecados foi muito alto e foi preço de sangue, alguém morreu por eles!
Vamos amar ao próximo com amor que tem atitude, amor que age, amor que faz alguma coisa por quem está no pecado, não simplesmente dizer: “Ah eu amo ele (ela), mas não o recebo na minha casa, EM MINHA IGREJA, em meu círculo de comunhão, pois o seu pecado foi muito feio e não quero me contamine nem a mim nem a minha casa!” Isso é ser hipócrita segunda a ótica do Pai que vimos nas escrituras!

Agora faça uma oração abrindo o teu coração para que o Espírito de Deus venha te sondar o íntimo e revelar a tua fraqueza. Não é feio nos humilharmos perante a Deus e reconhecermos o nosso pecado. Somente um reconhecimento pode trazer um arrependimento verdadeiro e mudar o nosso coração e as nossas atitudes. O Pai quer que nos tornemos semelhantes a Ele em tudo, mas se nos recusamos ser no que é mais importante, amar as pessoas como Cristo nos amou, já não resta mais motivos para dizermos que temos a Cristo em nossos corações. Que você possa ser livre do teu pecado nesta oração e cheio do amor de Deus e tenha uma vida diferente a partir de hoje. Deus! Tenha misericórdia de nós!
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