terça-feira, 3 de setembro de 2013

AUTORIDADE QUE TRAZ JUÍZO

“Estando prontos para vingar toda desobediência, quando for cumprida a vossa obediência” 2 Cor. 10:6.

Sabemos que o Senhor Jesus nos deixou um legado: Autoridade nos céus e na terra (Lc. 10:19), e isto se deu na cruz quando despojou (tirou da posse...), tomou de volta a autoridade sobre reinos, autoridade esta que Adão, através do pecado, legou a Satanás no momento que concebeu o pecado (Gn. 3: 9-13). No entanto, Cristo não somente retomou o domínio dos reinos como também envergonhou os principados e as potestades, e sobre eles triunfou (Col. 2: 13-15).
Todo novo convertido logo aprende sobre esta autoridade que também lhe foi concedida, afim de que também venha possuir uma vida vitoriosa. Vitória sobre os principados e potestades e também sobre o pecado. Mas não temos recebido autoridade somente no sentido vertical (contra principados e potestades), junto com esta, há autoridade também para o sentido horizontal (almas), e que traz a justiça e o Juízo!
Este fundamento da Palavra de Deus vem sendo ensinado ao longo dos anos em muitas congregações que entendem que o evangelho não é de uma vida passiva, conformada, diante de certas tribulações. Não obstante, alguns ainda pensam que porque Deus é soberano e tudo está no controle de Suas mãos (o que de fato é verdade) que é da “vontade” de Deus que todas as situações de tribulação e perseguições sejam vividas com passividade, ou seja, “se Deus assim permitiu é porque assim deve acontecer!” Quanta cegueira espiritual!
Na verdade é necessário que as tribulações venham (1Pe. 1:6), elas nos aperfeiçoam para o Reino de Deus, elas produzem crescimento em nosso homem interior (2 Cor. 4: 16-17); porém há certas tribulações que se encontram no âmbito da vontade permissiva de Deus a fim de que aprendamos a lutar espiritualmente fazendo uso da autoridade que nos foi legada.
Contudo, o que queremos edificar hoje aqui não é a respeito de um fundamento já colocado, mas algo que fala sobre o que vem, da parte de Deus, junto com esta autoridade, e o que isto representa para o homem ímpio, não o pecador, mas o homem infiel (Pv. 11:31; Lc. 23: 31,32; 1 Pe. 4:18).
Queremos fazer a distinção entre o ímpio e o pecador de acordo com alguns textos. O primeiro está revelado em Hb. 6:4-8 “... perto está a maldição, o seu fim é ser queimada.” (grave bem isto e retenha). O segundo é aquele que está revelado em 1 Pe. 3:9, ou seja, aquele que ainda poderá ser salvo! Quero que fique registrado aqui que o saber (julgar) quem é o ímpio e quem é o pecador está somente na onisciência do Pai. O ímpio, ou iníquo, é aquele que ouviu a Palavra de Deus, experimentou o poder de Deus, porém não quer esta verdade para si, mas sim a glória do mundo presente, e isto por amar mais o presente século, sua própria alma (vida), o mundo de agora (2 Tm. 4:10a). Veja também os textos em Mt. 18: 32-35 e Rm. 11:22. É sobre este homem que veremos os efeitos que a autoridade que nos foi investida traz sobre ele.
Você entende que Deus sempre está trazendo juízo sobre a terra. Não somente fazendo uso do poder da natureza (vento, água, fogo, raios, vírus... etc.), mas também liberando o poder do inimigo sobre o ímpio (1 Cor. 5:4-6; 1 Tm 1:19-20).  Alguns acreditam que a figura do ímpio só se manifesta no velho testamento, e que na dispensação da Graça ele passaria a assumir outro caráter: o de pecador. No entanto vemos Pedro tratando com distinção estes dois homens (1 Pe. 4:18). Por várias vezes, no VT, vemos Israel como agente do justo juízo de Deus sobre os ímpios. As escrituras nos falam de homens como Gideão, Sansão, Davi, Jeú e outros tantos que exerceram esta função direta e literalmente. Sabemos que esta forma direta de juízo foi modificada no NT.
Paulo nos ensina na carta aos Efésios 6:10ss que nossa luta já não é contra a carne e o sangue, porém o fato de Deus estabelecer o seu justo juízo não foi mudado! Isto não cessou! Deus continua manifestando no presente e ainda manifestará no futuro, ainda mais uma vez (Hb. 12:25-29) o seu justo juízo. Confira ainda os textos Jo. 5:14b; 9:39.
Agora quando e por que o juízo se manifesta? Seria Deus vingador? (conf. Sl. 18:46, 47; Is. 1:24; Ap. 6:10). Vamos entender melhor isto.
Deus nos fala pela sua Palavra que no princípio Ele fez uma aliança com Abraão. Ele tinha um propósito nisto. Então ele fez uma promessa a Abraão: ser o pai de uma grande nação (Gn. 15:5) e dar-lhe uma terra por herança a esta nação (Gn. 15:7). A respeito da primeira parte da promessa Abraão não fez nenhuma manifestação, mas na segunda, por ser velho e por não poder vê-la cumprida em vida, fez um pedido: Senhor, como saberei que eu (minha descendência) hei de herdá-la? Por favor, façamos um acordo que estabeleça esta parte da aliança, um contrato!
Isto não significa que Abraão não confiasse na promessa de Deus, porém ele entendeu que havia necessidade de se firmar um acordo, um compromisso entre as partes. Ele entendeu que também deveria assumir alguma responsabilidade no acordo, para que a promessa ficasse estabelecida com ele e perpetuamente, no caso de sua descendência vir a ser infiel e mesmo assim Deus não lhe negar a promessa! (Pré-figura Cristo – Rm. 5: 6-10).
Então Deus lhe disse: “prepara o acordo e vamos selá-lo com sangue!” (Gn. 15:9). Os tipos de animais pré-figura a Lei e a graça que viriam depois, dando condição para todo o povo poder sacrificar. O fato de serem cortados ao meio, uma parte de frente p/ a outra, representam o compromisso das partes acordadas, cada um sendo fiel ao seu compromisso. O texto também nos revela que a descendência de Abraão também ficaria comprometida com o acordo, mas que Abraão não viveria para cuidar disto.
No vs. 12 diz que o Senhor demorou a se manifestar entre as partes dos animais sacrificados, levando Abraão a adormecer. Diz-nos o texto que Abraão foi tomado de um profundo sono (como algo que lhe fugisse completamente de sua vontade) e adormeceu! Trevas densas e pavor falam de duas situações que o correriam no futuro. Sua descendência passaria por um período de angústia e sofrimento e só então ela veria a promessa cumprida (vs. 15). O sono com densas trevas de Abraão falam também do momento que Cristo foi torturado, julgado, crucificado, morto, sepultado e ressuscitado (Jo. 8:56)!
Ao que tudo indica no vs. 17 Abraão não viu o Senhor passar entre as partes dos animais do sacrifício, mas acordou no momento em que o fogo queimava, simbolizando o aceite do acordo através daquele sacrifício. Isto nos revela que é pela fé que aceitamos o sacrifício de Cristo por nossas vidas!
Mas veja, ainda não falamos qual o propósito de Deus com este acordo e todo o seu cerimonial. Qual seria o objetivo de Deus em dar muitos filhos a Abraão e também uma herança sobre a terra?
A respeito do contrato, nos tempos antigos, as partes envolvidas solenizavam a aliança andando juntas por entre os pedaços dos animais (cadáveres) e declaravam para si juramento com maldição caso alguma delas descumprisse sua parte no acordo (Jr. 34: 18-20). Veja neste texto a parte b do vs. 20 “... e os cadáveres serviram de comida para as aves...” (Grave e retenha isto!).
Antes de entrarmos no propósito de Deus com a aliança com Abraão queremos lembrá-lo a diferença entre julgamento e juízo. Por exemplo, a respeito da nação do Egito o Senhor disse: “Eu julgarei a nação”. (Is. 19:22) a nação está aí até os dias de hoje. Mas a respeito das nações que estavam na terra prometida Ele disse: serão exterminadas (Dt. 18: 9-13). Antes de vir o juízo de Deus há o tempo de se encher a medida dos pecados e a medida de Sua ira . Quando o Senhor permitiu que a descendência de Abraão ficasse aproximadamente 400 anos no Egito como escravos havia dois objetivos: esperar encher a medida dos pecados dos amorreus (Gn. 15:16) e preparar o seu juízo (um povo volumoso para guerrear).
Deus já havia manifestado seu juízo sobre a humanidade anteriormente, mas prometeu não fazê-lo mais daquela maneira (Gn. 6:13; 9: 11-13). Será que porque temos a hoje a Graça Deus mudou seu conceito de trazer seu juízo sobre a terra?
Agora vem a revelação de tudo o que estamos tratando até aqui. Leia, por favor, o texto de Lc. 17: 20-37. Por favor, leia o texto novamente, com mais atenção. Pelo menos antes de continuar a leitura, leia cinco vezes este texto. Creio que alguns fundamentos humanos vão ser abalados agora!
Pergunto: Qual o assunto do texto? Do que estão falando os fariseus, Jesus e os discípulos?
1º) vs. 20 – os fariseus perguntam: “quando há de se manifestar o reino de Deus?” Grave este advérbio: quando.
2º) vs. 21 – Jesus não responde quando, mas onde e como! Agora guarde este advérbio onde.
Agora não vamos mais falar de quando, mas vamos olhar para o texto e vermos onde e como se manifesta o Reino de Deus!
Naquele momento, Jesus diz que o seu Reino já era manifesto, não com aparência exterior e não plenamente. Antes de alcançar a plenitude, era necessário que o Reino fosse rejeitado. A plenitude veio após a sua morte e ressurreição (Lc. 17:25). Porém, os discípulos não entenderam como seria isto. Jesus acrescenta que a manifestação do Reino seria tão instantânea (Is.66:8) e tão evidente que se pareceria com um relâmpago. Mas como? De que forma poderemos ver o Reino se manifestando? Então Jesus começa a explicar usando algo que eles já conheciam: como foi nos dias de Noé e como foi nos dias de Ló.
Vemos que o Reino de Deus se manifesta às pessoas quando elas estão rodeadas por um binômio presente: Corrupção e Justiça. Em Gen 6: 5 e 8 está escrito: Viu o Senhor que era grande  a maldade do homem na terra, e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era má continuamente... Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. Em 2 Pe. 2:5 vemos a revelação disto:...E não poupou o mundo antigo, embora preservasse a Noé, pregador da Justiça, com mais sete pessoas... Ora, Pedro nos diz que Noé pregou sobre Justiça? De que forma? A terra estava totalmente corrompida, mas havia um justo sobre ela! Sua vida era uma pregação da justiça com as ofertas de sacrifícios. Noé manifestou o Reino de Deus!
Em Gn. 18:20-21 está escrito: “Disse mais o Senhor: porquanto o clamor de Sodoma e de Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado, descerei agora, e verei se em tudo tem praticado segundo o seu clamor, que a mim tem chegado; e se não sabê-lo-ei”. O que Deus está revelando aqui? Há duas coisas subindo ao conhecimento de Deus: Clamor e pecados. Alguém está clamando e alguém está pecando. Mas Deus diz que primeiro ele vai conferir se o clamor é verdadeiro, se é reto, se é justo. “... prontos para vingar toda a desobediência quando for cumprida a vossa obediência” (2 Cor. 10:6). Então para que o Reino de Deus se manifeste é necessário duas coisas ocorrendo num mesmo lugar: Alguém pecando e alguém clamando!
Noé pregador de Justiça, Ló juntamente com o sangue de outros justos (mortos) clamavam pelas almas!
Me perdoem os teólogos de plantão, o texto fala de muitas coisas, mas não vejo nele qualquer fundamento escatológico a respeito da segunda vinda de Cristo. Em primeiro lugar não existe nenhum texto bíblico que use a expressão “segunda” vinda, mas sim tão somente a vinda (parousia). Em segundo lugar o texto não está tratando de um tempo (quando), mas de um modo e lugar (onde), portanto não fala de arrebatamento, não está falando do Senhor retirar da terra a sua igreja, visto que é a Igreja que manifesta o Reino (Noé e Ló)!
Onde o reino se manifestar será como nos dias de Noé e de Ló. Procure outros textos para falar de vinda do Senhor como em Mt. 24:27, 1 Ts. 4:15 e outros, mas aqui mostra os dias da manifestação do Reino, da Palavra de Reino, da Graça e Salvação. Mas “quando” o Reino se manifesta? Fariseus!!! Não é quando, é onde..., de que forma! Você está preocupado com a volta do Senhor? Preocupe-se em como e onde manifestar o Reino dEle primeiro! (Mt. 24:14)
Todas as vezes que o evangelho é anunciado a uma pessoa, o Reino do Filho é manifestado a ela, então vem o fim! Que fim? O fim do mundo? Não! O fim de um tempo! Lembra, como Noé e Ló?
Sempre tem a medida dos pecados de alguém enchendo a taça de Deus, mas também sempre tem um pregador de justiça e um que clama pelas almas ao lado desta pessoa. Então, todas as vezes que a Igreja (nós) manifesta o Reino de Deus a uma pessoa abrimos um tempo de arrependimento para esta pessoa, e então virá o fim! Que fim? O Juízo! “Quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do Juízo” Jo. 16:8.
O evangelho (boas novas) não se prega dentro do templo, entre quatro paredes. Dentro do templo se ensina a viver como Cristo! Em Mt. 5:14,15 diz: “Vós sois a luz do mundo... nem os (Trindade) que acendem uma candeia a colocam debaixo de uma vasilha.” A igreja formal é feita de paredes e nós, a luz do mundo, estamos sendo igreja somente dentro de quatro paredes. Desculpe, isto não é igreja! Se você só manifesta a luz (Reino) na vasilha, você não é igreja! Quem acende tem um propósito: iluminar a casa! Que casa? A casa de alguém!
Em João 3:19-21 diz: “O julgamento é este: a luz veio ao mundo... todo aquele que pratica o mal aborrece a luz, e não vem para a luz (o ímpio não vem, mas o pecador vem), para que suas obras não sejam reprovadas”. O julgamento é reprovar as obras más! Os textos dizem que se somos de Cristo somos a luz do mundo. Os veladores são pequenos pires de barro onde se depositam o azeite, para que este venha inflamar o pavio e então iluminar a casa! No VT, o azeite (símbolo do Espírito Santo) usado como combustível, era trazido pelo povo (Ex. 27: 20,21).
Quando a igreja entender que ela só será funcional quando estiver atuando fora de quatro paredes (não debaixo da vasilha, mas no velador), então ela manifestará o Reino, e o Reino é a luz, e a luz reprova as obras dos ímpios, e então, se abre um tempo, o tempo de se encher a medida dos pecados, e então virá o fim! Aí teremos dias melhores!
Nunca esqueça meu irmão, não saia de casa sem o azeite, para não acontecer de você não ser avivado no culto por simples falta de combustível! Traga o azeite contigo! Pastores, louvores e mensagens não podem lhe fornecer o azeite, é você quem deve trazê-lo!
Torno a dizer: a manifestação do Reino não se dará na vinda do Senhor, entre nuvens, Ele já é manifesto, por isso Jesus está dizendo: NÃO É QUANDO, É ONDE!
Vamos cavar mais fundo agora!
Em ambos os casos, Noé e Ló, Deus visitou a terra com juízo depois de manifestar o Reino, ou seja, Sua Palavra! No primeiro exemplo Ele usou água, no segundo Ele usou fogo. No Novo testamento Deus continua a usar a mesma manifestação de Juízo: “... e já está posto o machado à raiz das árvores... Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo” (Mt. 3:10, 11). Agora repare a conversa de Jesus com Nicodemos: “... se alguém não nascer da água e do Espírito...” Aqui Jesus não usou a expressão fogo! Portanto entendemos que a palavra fogo na bíblia é sinal de Juízo, e agora vem aquele que batiza no Espírito e em fogo! Que pode significar isto? Justiça e Juízo!
Compare com o exemplo de Paulo em 1 Cor. 10:1, 2. Ele está falando de uma tipologia de morte, de sepultamento, de batismo. A água foi no mar vermelho, e o fogo foi em nuvem ou coluna de fogo, e então ele nos diz: Não sejam como eles que pereceram no deserto, porque tanto a justiça de Deus como os Seus justos juízos acompanharam o povo por quarenta anos no deserto! (1 Cor. 10:5b).
A manifestação do Reino através da vida de um homem justificado pela fé em Cristo (Rom. 5:1), o qual é sinônimo de igreja funcional, traz a justiça ou o juízo de Deus sobre as almas. Confira 1 Cor. 1:18; 2 Cor. 4:2-5; 1 Ts. 2:9-16 e preste bem atenção em 1 Ts. 2: 14-16. É interessante como Deus trata com o ímpio! Veja também em Ef. 2: 1-3 (filhos da ira, juízo)!
Agora, se o texto de Lc. 17: 20-37 não é sobre arrebatamento, e você não deve ficar bravo comigo por causa disto, você pode continuar acreditando que é e não manifestar o Reino hoje, não tem problema, mas deixe por um pouco este conceito antigo, então do que trataria o texto?
Veja como Jesus explica onde e como o Seu reino se manifesta. Ele diz: Não ame mais a sua vida do que meu reino (Lc. 17:33). Onde e como, em sua vida, o Reino dele se manifesta, deixe-o tratar com você! Então o Reino se manifesta:
1º) lugar - no casamento: cama (vs. 34);
2º) lugar - na família: moendo (vs 35);
3º) lugar - no trabalho: campo (vs. 36);
 Você entende que a pregação do Reino nem sempre é recebida por todos num mesmo lugar, há o que o rejeita também. Jesus diz: é necessário que esta geração me rejeite antes que eu faça como fiz nos dias de Noé e de Ló (vs.25, 26). Isto prova o grande amor de Deus para com os perdidos, que lhes enche de oportunidade de salvação até que a medida de seus pecados complete a taça da ira dEle!
E por causa desta rejeição, um será tomado (poupado) – “Então disseram os homens a Ló: Tens mais alguém aqui? Teu genro (parece que uma filha que não quis ir por que era casada com um incrédulo), e teus filhos, e tuas filhas, e todos quanto tens na cidade (amigos), tira-os para fora deste lugar (lugar de corrupção)” (Gn. 19:12). Ao que tudo indica, eles não acreditaram em Ló, achavam que ele estava louco ou fazendo brincadeira! Então zombaram de Ló (vs. 14). Por isso Ló era um justo no meio de uma geração incrédula (Fl. 2:15)
 E outro será levado? “... até que veio o dilúvio e os levou a todos...” (Mt. 24: 38-41). Neste exemplo quem foi poupado, ou deixado (em um lugar de justiça – a arca), foi Noé e o juízo (dilúvio) veio e levou a todos! Noé, porém, trouxe consigo os que creram para dentro da arca que é Cristo!
Vemos então que o texto fala de onde e como o Reino de Deus se manifesta em nossas vidas. Depois dele proclamado abre-se um tempo de arrependimento, vindo depois disto a salvação para uns e maldições para outros tantos. Mas este tempo está na onisciência de Deus que diz:...”Ele é longânimo para conosco, afim de que ninguém se perca, mas que todos venham ao arrependimento” (2Pe. 2:9). Somente Deus pode determinar a medida dos pecados do homem (Mt. 23: 32-39). Por isso nunca podemos parar de manifestar o Reino a quem quer que seja!
Nunca desista de alguém a menos que Deus lhe ordene isto! (Ec. 11:5).
“...mas ele (Ló) se demorava; pelo que os homens (os anjos) pegaram-lhe pela mão a ele, à sua mulher, e as suas filhas, sendo-lhe misericordioso o Senhor. Assim o tiraram e o puseram fora da cidade.” (Gn. 19:16)
Vejam, sempre temos os fariseus perguntando quando ele se manifesta. Eles se preocupam com o tempo, não com o momento, com o agora, o que fazer hoje! “Quando o Senhor me livrará disto, ou daquilo, ou daquele outro?”. Em Ec. 11:4 diz: “Aquele que observa o vento, não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará.”
Podemos perceber que neste texto há outra revelação. Abraão já havia testificado deste Reino. O pecador quer saber: Onde está o Reino (Lc. 17:37)? “Jesus responde: Onde estiver o corpo, ali se ajuntaram os abutres”!
Nós como igreja que manifesta o Reino de Deus, somos o seu corpo na terra, atraindo muitos para salvação, mas também, trazendo sobre outros tantos o justo juízo de Deus. Como disse Jesus em Ap. 19:17:...Um dia o Senhor chamará todas as aves do céu para comer a carne de todos os que rejeitaram o viver com Cristo (Lc. 17:33). Todos aqueles que rejeitaram a luz para viverem o presente século (2 Tm. 4:10a). Confira  Jó 27: 13-23; Pv. 13:22; Ec. 2;26; At. 5: 1-10; 1 Tm. 1: 18-20; 1 Cor. 5: 1-13; Rm. 2: 1-16; 1 Cor. 6; 12-20.
Irmão, não fique preocupado com o amanhã. Basta a cada dia o seu próprio mal. Preocupe-se em manifestar o reino de Deus todos os dias que lhe restam de sua vida, e assim traremos o tempo do fim para as perseguições, angústias, tribulações e tantos outros sofrimentos que nos cercam por falta da manifestação do Reino de Deus através das nossas vidas!
Paulo nos ensina: “Estando prontos para vingar toda a desobediência quando for cumprida a vossa obediência”
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