terça-feira, 3 de setembro de 2013

CULTO VERDADEIRO OU FALSO

Gostaríamos de iniciar esta ministração lendo primeiramente todos os textos bases. Você pode fazer isto em sua bíblia; abaixo transcreveremos apenas dois versículos do texto do Evangelho de Marcos.
“Tendo Jesus entrado em Jerusalém, foi ao templo; e tendo observado tudo em redor, como já fosse tarde, saiu para Betânia com os doze. No dia seguinte, depois de saírem de Betânia teve fome, e avistando de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se, porventura, acharia nela alguma coisa; e chegando a ela, nada achou senão folhas, porque não era tempo de figos”. (Mc. 11:11-12).
Marcos, o escritor deste Evangelho, é caracterizado por apresentar Jesus em ação. Apresenta o Cristo como Servo, e Suas atitudes demonstrando urgência em toda a Sua obra, reveladas em diversas expressões como: “logo”, “imediatamente”. Vemos pelos seus escritos que sua preocupação estava em revelar mais os milagres que Jesus operou do que as mensagens (por parábolas) que Ele ensinava. Ele é o único Evangelho que se preocupa com a ordem cronológica dos fatos, dando-nos revelações muito importantes dentro da escatologia bíblica.
Aceita-se a tese de que Marcos tenha vivido e escrito este Evangelho em Roma; e como cooperador de Pedro, tenha visto de perto sua perseguição e o seu martírio; por isso Marcos nos revela mais o que Jesus “fez” do que “disse”. Este Evangelho tem um caráter mais consolador e menos doutrinário dos demais. Um Evangelho para nos animar em dias de muita luta e sofrimento!
Olhando para as características deste autor fui levado a me perguntar por que tantas minúcias a respeito da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, afinal este texto não é o foco da grande preocupação do seu escritor. Nenhum outro Evangelho nos mostra riqueza de detalhes no dia em que Jesus entrou em Jerusalém e purificou o templo expulsando os cambistas como o Evangelho de Marcos.
Fiquei horas meditando a respeito do episódio da figueira que não tinha frutos, pesquisei algumas teologias a respeito do fato, porém não me satisfez o que elas me diziam. Alguns acreditam que Jesus usou daquele episódio para demonstrar seu julgamento a respeito de como via o Templo e seus sacerdotes, exatamente como figueiras que não produzem fruto, mas enganam como se os tivessem, mostrando folhas (ritual/culto) atraindo multidão para sacrifícios em vãos, onde na verdade não há frutos de justiça, corações arrependidos e ofensas perdoadas. Se não há arrependimento não há frutos de justiça!
Também fui levado a ver (assim como o cego Bartimeu que no dia anterior a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, havia sido curado da sua cegueira), que entre o dia em que Jesus entra no templo e observa tudo ao redor, mas não faz absolutamente nada, e o dia seguinte onde toma aquela atitude de ira, me revela que há um tempo de misericórdia e longaminidade e um tempo de ira no dia em que Ele há de trazer julgamento ao culto prestado! Não há culto se não existe oferta de sacrifícios (Rm. 12:1; Fl. 4:16-18; 1 Pe 2:5). Igreja sem oferta não presta culto a Deus!
Por outro lado, tudo isto também não tem nada a ver com o espanto de Pedro ao se deparar com a figueira seca amaldiçoada pelo mestre; e em seguida, Jesus fala de fé e autoridade! Por dias e dias fui levado à presença do Senhor e buscar uma palavra que nos traga um ensino para hoje além da teologia e do conhecimento humano. Por que Marcos teria esta preocupação? Tempos de perseguição e martírios... O que isto tem haver conosco?
Então uma visão formou-se em meu espírito. Imediatamente abri minha bíblia e busquei nos escritos de Pedro e de Judas, coisas semelhantes a esta que eles viram e que nos deixariam advertidos. Em sua primeira missiva Pedro encoraja a igreja em tempos de perseguição que vem de fora, porém em sua segunda carta ele faz referência em como lidar com os falsos mestres que entram na igreja (ensino) a fim de enganar a muitos; em suma, os apóstolos nos encorajam ao crescimento cristão (por meio da fé) e ensina-nos a combater contra os falsos ensinos.
Em 2 Pe. 2:2 diz: “E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será difamado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita”. Em Jd. 12 diz: “Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas”.
Tenho cuidado quando a bíblia nos transmite a palavra “muitos”. É certo que o Apóstolo escreve uma carta universal e que não está presa a seu tempo, mas que nos transmite algo para qualquer tempo.
Sendo assim devo considerar que “muitos” cristãos de hoje estão seguindo homens que estão trazendo difamação, vergonha ao Evangelho de Cristo! No vs 3 ele nos afirma que estes homens enganaram o povo com estórias que eles mesmos inventam! Quantas ”visagens”, “profetadas” e “revelamentos” em nossas igrejas???? Onde está o temor do Senhor?
Certo dia, um irmão pediu conselho a outro que o ajudasse em oração a respeito de uma proposta de trabalho. Ele estava com muitas dívidas e aquela proposta era muito boa! Ele foi orar e disse que se o Senhor lhe desse alguma palavra ele lha entregaria. Ao fim de uma semana, quando estava meditando na palavra do Senhor, veio uma palavra profética para aquele irmão que pediu o conselho. Então ele o procurou e lhe transmitiu a Palavra, sem línguas estranhas, sem culto, sem oração e sem lhe dizer “assim diz o Senhor”,  apenas lhe deu a Palavra que lhe fora entregue.
Mas na outra semana, qual não foi a surpresa dele ao saber que aquele irmão havia feito exatamente o oposto daquilo que o Senhor lhe mandara fazer! Três meses se passaram e eles se encontraram novamente. O irmão que pediu o conselho estava cabisbaixo, contou-lhe do livramento de morte que o Senhor lhe havia dado tirando-o daquele novo trabalho, porém sua situação tornou-se pior que antes. Diante dos fatos, eu me perguntei algumas vezes por quê ele não deu crédito àquela Palavra simples?
Muitas vezes nós procuramos os cultos onde o “fogo” desce e a igreja “sobe” e desprezamos Palavras simples que nos são transmitidas por pessoas simples, sem títulos ou cargos, que nunca pregam em congressos, nem ministram bênçãos, nem impõem as mãos, mas são homens e mulheres de vida com Deus e de testemunho ao mundo!
Ainda há alguns que quase conseguem fugir destes falsos mestres (2Pe. 2: 18,19), mas logo caem de novo em suas seduções com promessas de “liberdade cristã”, ou ainda, “liberdade de culto!” À igreja de Éfeso (Ap. 2:6) foi dito: “Tens, porém, isto, que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço”; nicolaítas eram membros  que pertenciam a uma seita religiosa que misturavam as heresias do paganismo aos princípios do Evangelho de Cristo, misturavam doutrinas pagãs ao Evangelho puro de Cristo. Hoje não é diferente, vemos conceitos mundanos misturados aos nossos cultos cristãos!
Diz-nos o texto de Pedro que Ló se afligia com a imoralidade e a libertinagem dos sodomitas (Gn. 19-4-9), e poucos de nós tem se afligido com o mundanismo nos cultos hoje. Liberdade transformada em licenciosidade (Dic.: Que usa de excessiva licença; indisciplinado, desregrado; sensual, libidinoso; libertino)!
Em todo o texto de Pedro e de Judas o juízo de Deus se faz manifesto! Assim como Jesus amaldiçoou aquela figueira, Deus também tem amaldiçoado líderes e liderados que estão vivendo no erro e levando muitos a ele.
Mas graças ao Senhor Jesus e aos apóstolos que nos trouxeram uma Palavra viva que liberta! Agora entendo toda revelação por detrás das minúcias de Marcos. Ele se preocupava com a igreja que vivia perseguida, como Pedro que lutava contra os falsos mestres. Ele precisava deixar uma Palavra que trouxesse libertação! Uma Palavra de ânimo e de fé!
Podemos mudar esta situação em nossas igrejas! Podemos dizer a uma “pedra de tropeço”, ou a um “monte de tropeço” vai para o fundo do mar! Caia em nome de Jesus!
Somente uma igreja que exercita sua fé e autoridade apostólica e profética, pode expulsar os “cambistas das igrejas” e lançá-los ao “mar”! Jesus fala que podemos dizer a um monte para que se transporte. “Monte” fala de uma mentalidade operante resistente, de oposição, como uma fortaleza (Massada). Mas expulsar os cambistas não é fazer greve para tirar o Pastor ou o Líder, é tirar a mensagem, ensino da mente!
Nós não estamos lutando contra pessoas, nem contra grupos de pessoas, Jesus fez isto, Ele expulsou os cambistas, Ele pode julgar, nós nunca poderíamos julgar pessoas; Paulo já nos ensinou que toda nossa luta é contra principados e potestades (Ef. 6:10ss), e também contra falsos ensinos (2 Cor. 10:3ss), portanto no final do texto da purificação do templo Jesus fala que este monte só poderá ser vencido se houver envolvimento de fé, do crer (na Palavra), oração e perdão! Nenhuma fortaleza poderá ser vencida pela força humana, mas pelo poder de Deus!
Amados, se vocês têm vivido com igrejas com um falso ensino, com mensagens sem vida, dobres os teus joelhos, ore pela vida dos teus líderes e peça ao Espírito Santo de Deus que os conduza a verdade! Declare vitória sobre o falso ensino, sobre a falsa religião, e perdoe aqueles que muitas vezes, por ignorância, falta de conhecimento, dedicação ao estudo da Palavra de Deus, tem te levado ao erro.
Dobre os teus joelhos e jejue pela tua igreja, não a abandone, abandonar é fácil, lutar é mais difícil e nobre, e o Senhor te recompensará naquele dia com uma coroa de glória. Não há monte, não há falso ensino, não há falso mestre, que não caia no poder da oração sincera e motivação correta!

Deus te sustente na força do Seu poder!
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