terça-feira, 3 de setembro de 2013

O FIM DA SALVAÇÃO É A FÉ

Há um pensamento (mentalidade), raciocínio, baluarte que tem se levantado contra o conhecimento de Deus no que tange a salvação. Ainda existem grupos que acreditam que já estão salvos. Este pensamento não está alinhado com o Evangelho.
João, na sua primeira epistola nos edifica com a seguinte palavra: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida”. O que nos garante uma vida eterna é a manifestação do Espírito de Jesus em nossos corações que nos conduzem a clamarmos por Aba, Pai!
Pedro nos conduz ao seguinte raciocínio, pensamento, ou baluarte: “Deus... nos regenerou para uma viva esperança... reservada nos céus, que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo;” que concorda com o Evangelho de Jesus quando afirma: “E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. Portanto a soteriologia, ou o estudo da “salvação”, deve ser iniciada pelo conhecimento do que seja , fundamentada em , e praticada em , do contrário, poucos neste tempo do fim serão salvos, visto que a apostasia, ou abandono da fé, será marcante em nosso meio até a vinda do Senhor Jesus.
A salvação torna-se para o cristão um prêmio a ser recebido e gozado na eternidade. Deus não fez homens para serem salvos... Deus fez os homens para viverem em eternidade. A atual condição em que nos encontramos, ou seja, destituídos da glória de Deus, é uma condição temporária enquanto o “corpo do pecado” existir, mas que pode ser mudada conforme nossa fé em Jesus Cristo e no Evangelho de Cristo.
Mas por que falamos que há um “prêmio” como se estivéssemos a correr em um estádio a fim de alcançarmos a vitória? O estádio é a nossa vida. A pista a percorrer é a nossa fé. O troféu é a nossa coroa, nossa salvação! Não disputamos as nossas coroas com ninguém, pois no Evangelho cada um já possui uma coroa que o aguarda. Mas o caminho a percorrer é longo e neste caminho muitos já tem desistido por estarem cansados e fatigados quanto a vida do Evangelho.
Pregaram para nós que a vida no Evangelho é uma luta por conquistas terrenas, materiais, sociais, sentimentais, afetivas, enfim conquistas de coisas que estão do lado de fora do ser. Essa mensagem de engano Jesus nos advertiu: “não vão atrás delas”. É engano... puro veneno! Mas por que muitos continuam a ouvi-las?
Apesar de sermos seres eternos não estamos acostumados com esta palavra “eterno”, ou “eternamente”, fazendo a mesma coisa do mesmo jeito sem fim! Somos finitos na mente. Começamos de um jeito, fazendo de um modo, mas logo estamos fazendo de outro. Começamos bem pelo Evangelho mas terminamos na teologia. Começamos por algo que seja vida, mas finalizamos com a morte! Assim, por exemplo, começamos uma conversa sobre Evangelho, mas não tarda estamos nos digladiando e nos matando uns aos outros. Começamos pelo Espírito e terminamos na carne!
São esses os momentos de apostasia que Paulo fala que muitos estão se engalfinhando. Neste sentido Paulo instrui a Timóteo da seguinte maneira: “Lembra-lhes estas coisas, conjurando-os diante de Deus que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam, senão para subverter os ouvintes... Mas evita as conversas vãs e profanas; porque os que delas usam passarão a impiedade ainda maior, e as suas palavras alastrarão como gangrena; entre os quais estão Himeneu e Fileto”. Em outra porção do Evangelho ouvimos Tiago dizer: Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?... Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, e julga a seu irmão, fala mal da lei, e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Há um só legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir; tu, porém, quem és, que julgas ao próximo?... Condenastes e matastes o justo; ele não vos resiste... Não vos queixeis, irmãos, uns dos outros, para que não sejais julgados. Eis que o juiz está à porta. Irmãos, tomai como exemplo de sofrimento e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Eis que chamamos bem-aventurados os que suportaram aflições. Ouvistes da paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu, porque o Senhor é cheio de misericórdia e compaixão.
A fé no Evangelho já foi trocada pelos deleites e desejos da alma. É alma que tem governado a mente de grande parte do povo que se chama “povo de Deus”. Muitos já estão vivendo a apostasia do Evangelho, ou abandonaram o Evangelho, deixaram Jesus a muito tempo e não sabem!
O fim da fé é a nossa salvação. Temos uma orientação de Paulo para Timóteo no meio daquela exortação acima que diz: “Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” Então as pessoas vão para os seminários, para os estudo exaustivos da Bíblia, para os cursos de obreiros (médio, completo) como se estivessem cumprindo uma exortação do Evangelho. Mas quem disse que Paulo instruiu assim a Timóteo? Ouçam o contexto acima: “Lembra-lhes estas coisas, conjurando-os diante de Deus que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam, senão para subverter os ouvintes... Mas evita as conversas vãs e profanas; porque os que delas usam passarão a impiedade ainda maior, e as suas palavras alastrarão como gangrena; entre os quais estão Himeneu e Fileto”. Manejar a palavra da verdade é operar com o Evangelho, é como nós nos conduzimos no Evangelho, como nossas mãos, boca, língua, pés, olhos, conduzem o Evangelho, que é Cristo, é o que fazemos e como fazemos por meio do corpo, afinal onde está a Palavra da verdade? Na escritura ou inscrita em nossas mentes e corações?

É latente o abando da fé nestes últimos dias. O pior que há pessoas que porque descobriram que são pecadores e pensam que ser pecador lhes dá o direito de não andar como Jesus andou, de não falar como Jesus falou, de não ouvir como Jesus ouvia, de não perdoar como Jesus perdoava. Batem no peito e dizem: “Tem misericórdia de mim Jesus que sou pecador, e ele alcança a misericórdia de Deus e desce justificado para sua casa”. Ouçam o Evangelho: ele desce justificado, não sobe justificado. Amados, Deus é longânimo, é paciente, é perdoador, é infinitamente misericordioso, mas Jesus disse: “Se vós permanecerdes nas minhas palavras verdadeiramente sereis meus discípulos! Temos que entender a eternidade! Se queremos ser eternos temos que entender sobre a eternidade. Permanecer, ficar, não mudar, começar de um jeito e terminar como começamos, permanecer, ficar, andar, falar, olhar... como é no Evangelho! Haverá justificação para todo aquele que se arrepende, mas não haverá salvação para aquele que não permanece! Fomos justificados pela fé no Evangelho que é Cristo, portanto cresçamos tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo. No final da estrada da vida, quando ela terminar, a fé se encontrará com a salvação que está em Jesus Cristo! “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”.
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