terça-feira, 3 de setembro de 2013

O PREÇO DO RESGATE


Nossa dedicação em escrever, está aliançada com o Evangelho puro de Jesus Cristo, visando a edificação mútua de todos os que dele participam e nele confiam as suas almas para a esperança da redenção do corpo. A manifestação da verdade a qual estamos ministrando hoje fala a cerca da porção do Evangelho que Pedro escreve em sua primeira carta dizendo:
“E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação, sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós, que por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que a vossa fé e esperança estivessem em Deus”. (1 Pe. 1:17-21)
Em primeiro lugar queremos levar o leitor a uma consciência clara do Evangelho (ou boas novas) as quais estiveram ocultas, aguardando a sua revelação, que não é outra senão a própria pessoa de Jesus, o qual é o mistério enviado (CRISTO = ungido ou enviado) de Deus para resgate de toda alma humana.
Podemos ver claramente este mistério anunciado (profetizado) em Gênises 3:15, quando Deus fala de uma inimizade colocada entre o descendente da mulher e o descendente da serpente. Entre o Filho de Deus e o Filho do Diabo.
“...quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão”. (1 Jo 3: 8-10)
Não há o que ser interpretado aqui, apenas acatar uma verdade horrenda, mas existe uma verdade manifestada por Moisés em Gênises e confirmada pelo Apóstolo João milhares de anos depois. O que faz a diferença entre os filhos de Deus e os filhos do Diabo está em apenas uma ação: Praticar (verbo). Se você pratica uma determinada ação você é filho de Deus, se você pratica outra ação diferente da primeira você é filho do Diabo. Portanto, resta discernir que prática nós temos que manifestar para determinar a nossa filiação. Algumas pessoas não entendem como fomos formados no principio (Gênises), portanto um rápido resumo a cerca desta verdade.
No principio Deus formou o homem a partir da matéria barro e misturou-a com o espírito de vida:
“Porque eis que eu trago o dilúvio sobre a terra, para destruir, de debaixo do céu, toda a carne em que há espírito de vida; tudo o que há na terra expirará... Entraram para junto de Noé na arca, dois a dois de toda a carne em que havia espírito de vida”. (Gen. 6:17; 7:15).
“Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado. A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis. Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem. Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu sangue derramado; porque Deus fez o homem à sua imagem. Mas vós frutificai, e multiplicai-vos; povoai abundantemente a terra, e multiplicai-vos nela”. (Gen. 9: 3-7).
Podemos entender que toda carne (todos o reino animal) possui um espírito de vida concedido por Deus, porém nem todo reino animal possui alma, ela está naqueles que possuem sangue:
“Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que faz expiação, em virtude da vida... Pois, quanto à vida de toda a carne, o seu sangue é uma e a mesma coisa com a sua vida; por isso eu disse aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado”. (Lev. 17: 10; 14).
Basicamente, os homens são de carne (corpo), alma (que equivale a vida) e espírito (que equivale ao fôlego da vida). Sua vida é a sua alma. Deus não fez a alma, ele fez o corpo (do barro) com o sopro de vida (espírito de vida), porém sua alma foi formada da união das dos dois primeiros elementos:
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente”. (Gên. 2:7).
Agora vem a questão: nossa alma é boa ou é má? A resposta:  bem e mal! Afirmamos isto pela manifestação da verdade no Éden. Apenas um mandamento de Deus e vemos Adão e Eva tomarem o conhecimento a cerca de si mesmos! Puxa, que “maldade” haveria em comer de uma árvore frutífera? A questão não é o “comer”, mas o que o comer significou. Em se tratando da árvore proibida qual foi ação (verbo) praticada? Podemos entender aqui que o desejo de alma, ou como a Escritura chama a “concupsciência” revela um estado da alma: Ela tem duas naturezas (Bem e Mal). Deus age em amor. A alma age sem discernir o BEM do MAL. Portanto, a semente que o homem gerou em sua alma sempre o conduzirá para a morte, enquanto a semente que Deus quer gerar no homem o conduz para vida.
“Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele”,. Agora vamos discernir o que é a semente de Deus e o que é a semente do diabo.
“Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo; mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio. Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio? Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro”. (Mateus 13: 24-30)
Se nós pegarmos todos os contextos a cerca da palavra semente, poderemos entender que ela tem a ver com a Palavra de Deus, ou então com a vontade de Deus. Quando Deus disse a Adão não coma da árvore do conhecimento deu a ele uma Palavra de vida. Quando o diabo disse a Eva que ela comesse da árvore do conhecimento deu a ela uma palavra de morte.
Praticar a Palavra de Deus é vida. Praticar o que é contrário a Palavra de Deus é morte. Simples não é?
“Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. E ele, respondendo, disse: O que semeia a boa semente é o Filho do homem; o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno; o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos. Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. (Mateus 13: 36-43)
Agora queremos entender o que significa o “praticar iniqüidades” ou o “praticar a justiça (justos)” e o que isto tem a haver com o ser filho do diabo ou ser filho de Deus.
Nosso tema é o PREÇO DO RESGATE, aqui se introduz a única verdade do Evangelho: Jesus Cristo!
O Apóstolo Paulo diz que Jesus nos tirou do poder das trevas e nos transportou para o reino do filho amado (Col. 1: 12-13). As trevas dizem respeito ao mal que em nós habita, ou seja, uma semente gerada a partir do mal que em nós habita, que nós chamamos e conhecemos por “pecado”. Portanto, pecado é a manifestação da verdade que diz que todo homem gera em si mesmo semente chamada “pecado”. Esta semente produz seus frutos, ou suas obras que estão relatadas resumidamente em Gálatas 5: 19-21.
Porém, mesmo que esta semente não produza nenhum fruto ou obra ruim, ela tem o poder da morte dentro dela, ou seja, todo homem está condenado a morte eterna por causa de uma, apenas uma semente que ele carrega consigo. É só por isso que nascemos, mas não permanecemos vivos, o poder da morte, cuja semente é gerada em mim, a partir da minha concupsciência, me faz conhecer a morte mais cedo ou mais tarde!
Há um poder da morte operando em mim todos os dias da minha vida, quer eu queira quer eu não queira, mesmo eu praticando o que é justo ou o que é injusto. Todos nós, filhos ou não de Deus, passaremos pela morte. A questão é: Se todos vamos morrer mesmo, que diferença faz se pratico a justiça ou pratico a iniqüidade?
Mais uma vez há uma verdade a ser manifestada:
“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna”. (1 Jo 5: 11-13)
Estamos finalizando este ensino do Evangelho que diz, que porque todo homem está condenado a morte eterna foi que Deus amando este homem enviou Jesus ao homem, para que por meio da fé em Jesus todo homem pudesse receber vida eterna após a sua morte. Esta foi, é, e sempre será a maior manifestação de amor que uma pessoa poder fazer, o de se entregar, se derramar, sua alma num sacrifício redentor, pagando assim um PREÇO PELO RESGATE do homem condenado. Aquele que crê nesta manifestação da verdade recebe de Deus uma semente de vida que é Jesus, e ela se instala em seu coração fazendo este homem produzir uma ação diferente na existência que é a “pratica” do amor de Deus que ele recebeu em seu coração.
Agora a definição de “praticar a justiça”: Deus deliberou uma ação de amor, enviando Seu Filho Jesus para morrer por nossas almas. Jesus deliberou uma ação de amor obedecendo subir em uma cruz e derramar o seu sangue como preço pelo resgate de nossas almas condenadas a morte. Portanto praticar a justiça é uma ação (atitude de amor) que finaliza sempre em uma cruz, ou morte.
“E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia. Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. (Jo. 6:39-40)”.
Pergunta-se ao leitor: Quando você ama uma pessoa qualquer, no fim da ação você sente uma morte sendo operada dentro de você? Como por exemplo: a morte do orgulho, a morte da indiferença, a morte da ganância, a morte da vaidade, a morte da mentira, a morte da calúnia, a morte da ofensa, a morte da avareza, a morte da infidelidade, a morte do ódio, enfim, qualquer que seja a “morte” ela esta sendo operada em você? Se a resposta for sim você tornou-se um filho de Deus que pratica a mesma justiça de Cristo, e portanto, possui a semente de Deus operando vida eterna em você.
Se você ainda não tem essa morte operando em você eu te convido a fazer esta oração:
Pai meu que está nos céus, santo é o teu nome, venha com teu reino operar em mim a morte da minha semente que agora chamo-a pelo nome de pecado. Perdoa-me pelo tempo de ignorância em que muitas vezes eu rejeitei o teu amor. Mas agora, coloca em meu coração a semente de vida que é Jesus e derrama em meu coração o teu Santo Espírito para que eu possa praticar a mesma atitude de justiça da qual agora faço proveito gratuitamente. Isto eu te peço em Nome de Jesus Cristo, teu filho amado,  meu Senhor e Salvador eterno, amém!
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