terça-feira, 3 de setembro de 2013

ONDE ESTÁ O EQUILÍBRIO DA VIDA CRISTÃ

PARTE I – OS MOVERES DE DEUS 

Há doze anos estamos estudando os moveres de Deus através dos tempos. Em análise mais aprofundada, o que ocorreu de modo marcante no séc. XX, que vai de um grande mover de derramamento do Espírito Santo e seus dons espirituais em Los Angeles-EUA, no inicio do século, quando William Seymor, um filho de escravo torna-se, aluno do seminário do professor Charles Fox Parhan, em Janeiro de 1906, e protagonista do que Deus realizou na Rua Azuza. Iremos até o final daquele século, com o movimento de discipulado através de grupos celulares. Olhando para acertos e erros por partes de homens que eram líderes em suas épocas, tentaremos descobrir um equilíbrio através dos moveres de Deus e dele tirarmos o melhor proveito.
Penso que todos os moveres de Deus não são um fim em si mesmos, mas ferramentas ou alavancas para se alcançarem um propósito. Desde que descubramos “o propósito” saberemos usar legitimamente os moveres de Deus para caminharmos em uma direção correta e do modo equilibrado.
Pude perceber nestes estudos, que as gerações passadas, quando identificavam os moveres de Deus, aprofundavam-se neles, mas não sabiam o que fazer depois que passava o mover, Deus já estava fazendo outra coisa e eles estavam querendo o mover antigo (“quem mexeu no meu queijo”, se você não leu, leia!) – não estamos falando do que o Espírito Santo faz nas reuniões da Igreja, nos “cultos semanais e de domingo”, estamos falando do mover de Deus através dos tempos, do “kairos” (tempo) de Deus. Com o passar desse tempo, o mover perdeu sua intensidade, pois a igreja não soube identificá-lo com fins de “propósito eterno (Lv. 16:34)” e logo passou, e tornou-se outro... e em outro... e assim até os dias atuais.
Citaremos três exemplos do começo ao do fim do séc. XX:
1º) As grandes campanhas de cura de William Branham (1909 – 1965);
2º) o movimento de discipulado celular com Juan Carlos Ortiz na Argentina na década de 70 e;
3º) o mover de prosperidade nos dias de hoje.
De um lado as grandes manifestações do Espírito Santo com grandes milagres e prodígios, do outro, a busca pelo conhecimento, ou fundamento da palavra de Deus, e ainda, o alcance da vida material abundante. Três ministérios se vêem operando aqui: o profético, o apostólico e o de mestre.Todos os moveres perderam seus propósitos de vista, porque nós não o descobrimos; fluíram nos moveres enquanto existiam, mas não souberam alcançar o fim (propósito) deles.
Vamos entender melhor isto: para que serve o mover de cura? Curar! Certo?... Errado! Deus não tem seu fim (propósito) na cura em si mesma, como se isto fosse o seu objetivo final, pois muitos foram curados no tempo de Jesus, porém poucos alcançaram o propósito de Deus que é a vida eterna, morreram sem alcançar o seu fim, ou propósito! (Mc. 2:5)!
Para que serve o mover de discipulado? Multiplicar! Certo? Errado! Multiplicação sem crescimento de vida espiritual com fruto do Espírito Santo e amor (pelas almas perdidas e/ ao próximo) não é crescimento, é inchaço, gordura (gordura no VT é para ser queimada)! Seu eu tenho 100 membros amadurecidos e aplicar o discipulado e, amanhã eu tiver 1000 membros também amadurecidos, isto é crescimento! Se 1000 estiverem vivendo em amor, cheios do Espírito Santo, em plenitude de dons e conhecimento da Palavra, então terei tido um crescimento e não um inchaço (Ef. 2:21-22). É interessante vermos as denominações relatando o seu crescimento, mas quando verificamos, em sua grande maioria, são membros que vieram de outras denominações. Perguntamos aos líderes: Quantas almas foram batizadas este ano? Dez ou quinze! E qual foi o crescimento de membros este ano? Noventa ou cem! É fácil percebermos que isto não é crescimento, mas uma mudança de local de culto por parte da grande maioria dos membros!
Para que serve o mover de prosperidade? Para que nós tenhamos uma vida abundante nos bens materiais e contribuamos mais para a “obra de Deus”. Certo? Errado! Deus nunca teve este objetivo (Is. 55:2; Mt. 6:33; 1 Tm. 6:8), porém sempre proveu um período em abundância, para que o povo dele pudesse suportar os tempos de seca que viriam depois ( Gn. 41: 25-34; Ex. 16:4-5; Ap. 12: 14-18). É interessante neste último exemplo, que o povo de Deus não está se apercebendo que este tempo de seca já está próximo (grande tribulação).
Vejam: “Faça isto Faraó: nomeie administradores sobre a terra que tomem a quinta parte do produto da terra do Egito... e ajuntem eles todo o mantimento... e amontoem... assim será o mantimento para provisão da terra... para que a terra não pereça de fome”.Gn. 41:34-36. Agora compare: “... e a terra, porém acudiu a mulher, e a terra abriu a boca e tragou o rio que o dragão lançara de sua boca” (Ap. 12: 16-17). Agora, alguns dizem que esta passagem se refere aos judeus... Amém! Mas se não, é melhor o povo de Deus começar a entender o que deve fazer com o movimento de prosperidade! Adquiram terra!
Enquanto muitos estão gastando os frutos da prosperidade com coisas fúteis, outros poucos estão se preparando para o tempo do “... tardando o noivo...” (Mt. 25:5); pois aqueles esperam a vinda do Cristo em um determinado tempo (antes da grande tribulação), estes, porém, estão provendo para si mantimento (espiritual e material) para o caso do noivo tardar no tempo da sua vinda!
O ser apenas profético (pessoas espirituais nos dons de conhecimento e sabedoria) ou o ser apenas apostólico (pessoas espirituais no conhecimento e fundamento da Palavra para se estabelecer igrejas como pessoas) ou ainda, o de apenas ensinar o que fazer nos tempos de dificuldade (pessoas espirituais no ensino da palavra) não faz uma igreja ajustada, perfeita e viva! Mas o principio de unidade revelado em Ef. 4: 1-16, é a verdade que nos traz o equilíbrio da vida cristã!
“... Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela, para que os membros tenham igual cuidado uns dos outros... e pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedade de línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos mestres? São todos operadores de milagres? Todos têm dom de curar? Falam todos em línguas? Interpretam todos?” (1Cor. 12:24-30).
Ministérios e dons (1 Cor. 12:4) são ferramentas para edificarmos em unidade a igreja de Deus visando o bem comum (1 Cor. 12:7). Uma igreja (organismo) se faz com a presença das cinco graças ministeriais.
Paulo não está estabelecendo uma ordem de valores (mais ou menos importantes), mas de um perfeito crescimento! Feito por um sábio arquiteto. Por isto ele diz em Ef. Ef. 2:20: “... edificada sobre o fundamento de apóstolos e profetas...” (eles – os ministérios - vêem como primícias na construção de fundamentos). Não são os ministérios: pastoral, evangelístico ou de mestre que fundamentam uma igreja. O fundamentar cabe aos ministérios apostólico e profético. O que não significa que precisamos de vários líderes ao mesmo tempo, mas que estes ministérios devem estar dentro deles, como Paulo, por exemplo, que tinha os cinco ministérios!  Por isto ele diz: “eu como sábio arquiteto”. Ele sabia o que deveria exercer primeiro para que a edificação se tornasse firme. Em todos os moveres, esta ordem é estabelecida nessa seqüência. Primeiro vem uma palavra – (ministério profético), alguém anuncia e depois alguém a estabelece – (ministério apostólico), depois vem as demais graças. A busca pela plenitude das manifestações do Espírito Santo é uma ordem do Senhor, mas o propósito, finalidade, para que se destinam, devem ser encontrados, compreendidos e estabelecidos!
O que vemos no texto da transfiguração? Os ministérios Apostólico e Profético (Moisés e Elias. O VT não fala de ministérios para leigos) fundindo-se em Cristo, em amor e em comunhão (sangue e pão). Deu-se a Igreja a oportunidade de ser “perfeita” (do grego “perfeita” = teleós – aquele que cumpre a sua missão, propósito). Queremos que a Igreja de Jesus seja teleós! Perfeita no cumprimento de sua missão (1 Cor. 2:6; Fl. 3:15).
A unidade (agrupamento de pessoas com a mesma mentalidade) e não a união (agrupamento de pessoas com mentalidade e propósitos diferentes) é o princípio para se ter o equilíbrio cristão; vemos que a “verdade” em “amor” = fundamento em Cristo, prevalece (Ef. 4:15), gera um crescimento perfeito. A presença de Moisés e Elias, diante de Jesus, é a verdade que diz que esses ministérios são completos em Cristo – quando fundados em amor, e que Cristo veio edificar a nova aliança usando estes dois ministérios como ferramentas na sua missão. Ele era profeta e era apóstolo, assim Ele estabeleceu a igreja!
Agora segura tudo isto e acompanhe a história e veja como a falta de unidade (mentalidade) perde o foco (propósito).
Um dos motivos que levou a saída de Juan Carlos Ortiz da visão celular foi à falta de unidade (mesmo sentimento, mesma mentalidade – Rm. 15:4-6; Fl. 2:5; 1Pe. 3: 8-16) entre os líderes. Um fato foi responsável pela perca da visão. Um dos pastores cometeu um pecado de adultério; foi disciplinado pela maioria do grupo e afastado de suas funções ministeriais por determinado tempo. Ortiz defendeu que o sangue de Cristo nos purifica de todo o pecado, e uma vez confessado com arrependimento, não haveria motivos para a permanência do ato disciplinar. Já a maioria disse, que tal isenção, levaria a confusão, leviandade e imoralidade, fazendo com que os pastores que viessem a pecar teriam seus ministérios assegurados só pelo arrependimento e confissão dos pecados, dando margem para os mais diversos tipos de pecados.
Mas vamos ver o principio de Deus para esta situação. Mt. 18:15-35. O assunto aqui é como tratar o pecado de um irmão. Todo o texto se refere ao mesmo assunto. Vemos que no vs 18 e 19 Jesus estabelece que a igreja tem livre-arbítrio de ligar e de se desligar do corpo. Vemos Paulo fazendo isto – desligando - em 1 Cor. 5: 2, 5, 7, 11 e 1Tm. 1:20; mas vemos também o mesmo apóstolo reconciliando - ligando - em 2Cor. 2: 5-11. Mas há uma igreja credenciada para fazer isto. Ela está revelada no vs 20. A palavra “nome” em grego é “onoma” quer dizer caráter. Portanto a igreja que usa legitimamente o caráter de Cristo sabe ligar (perdoar) na terra e nunca desligar no céu! “Quando vocês estiverem reunidos no meu caráter poderão ligar e nunca desligar” (Parafraseando vs 20). Se eu ligo, ou seja, se nós perdoamos alguém na terra também somos perdoados no céu. Se não perdoou na terra não sou perdoado no céu. Mateus 6:14 - Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.”
Quando houver o fundamento amor ela poderá usar desta autoridade que lhe foi concedida! Por isso que Jesus, em seguida, fala de um senhor que sabe perdoar dívidas (pecados) e de um servo mau que não sabe! Tudo que perdoamos na terra ligamos no céu, e tudo que retemos como perdão na terra, desligamos no céu!
Outro exemplo da falta de continuidade dos moveres de Deus foi no ministério de cura de Branham, no inicio do século, quando ele foi ceifado por Deus (falecimento precoce através de um acidente de carro), ao começar a fazer para si reivindicações exaltadas e absurdas, a respeito de sua posição pessoal no mover de Deus para os fins dos tempos. Foram várias visões apocalípticas e predições a respeito “do fim” para o ano de 1977, isto o levou ao descrédito popular. Chegou até mesmo a dizer que ele era o profeta no espírito de Elias para o séc. XX, que anunciava a segunda vinda do messias! Foram apenas vinte anos de ministério e Deus teve que fazer outro mover! Ele perverteu o propósito, foi além daquilo que Deus o chamou para fazer!
Todas as vezes que Deus precisa fazer algo novo é porque o homem perverteu o que havia, pois Deus não faz nada errado ou incompleto, mas o homem tende a ser corrompido no seu interior.
Vemos até aqui que não há nenhuma possibilidade de ação perfeita da igreja sem o fundamento amor e as cinco graças ministeriais ativas.


Parte II – O MOVER ESTABELECE O REINO


Estamos diante dos últimos moveres de Deus para restabelecer seu reino, aquele que foi dado a Adão no Éden e vendido a Satanás por uma cobiça. O homem não pôde sustentar o domínio por muito tempo ante as suas fraquezas, pois a alma sem o Espírito de Deus no governo do seu ser tende a se perder em concupiscência. Mas Deus proveu para a humanidade Aquele que governaria todo o universo com cetro de equidade (Gn. 49:10; Nm. 24:17; Sl. 60:7Sl. 110:2) e estabeleceria para sempre no interior do homem a Sua eterna morada.
Na verdade, o reino foi estabelecido em Cristo através da Cruz, mas Ele é a primícia de muitos irmãos (1 Cor. 15:20-28), o primeiro de um grande reino e, até o dia em que Jesus entregar o reino ao Pai (vs. 24), há de se completar o número de salvos ( At. 2:47). Entregar o “reino” ao Pai fala de entregar domínio, poder, força e glória. Cristo resgatou tudo isto na Cruz. Então o que lhe resta é destruir tudo o que ainda resiste ao reino dEle! Até que Jesus venha novamente, um povo está sendo chamado à salvação em Cristo, ao lugar de domínio, de força e de glória novamente, o qual foi dado ao homem por Deus desde a fundação do mundo. A glória de Cristo é a Sua igreja (Is. 62:2-3; Fl. 4:1;1 Ts 2:19 Ap. 12:1) e outros estão sendo destinados (homens e espíritos malignos) a eterna destruição por não aceitarem o domínio do Reino de Deus.
O que vemos até aqui é, que o equilíbrio da vida cristã está em encontrarmos o propósito de Deus para a Igreja dentro do seu tempo, pois nós somos a Igreja, o corpo de Cristo e cooperamos com Cristo para finalizar o Seu reino na terra: “e Jerusalém, sobre os teus muros pus atalaias, que não se calarão nem de dia, nem de noite; ó vós, os que fazeis lembrar ao Senhor, não descanseis, e não lhe deis a ele descanso até que estabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra...”(Is. 62:6-7).
 Creio que a carta aos Efésios é a síntese do nosso editorial. Temos nos dedicado muito em estudá-la do ponto de vista “propósito de Deus para a Igreja de Cristo”. O texto base está em Ef. 3:10 “Para que a multiforme sabedoria de Deus seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes”. Juntamente com este texto, analisaremos o de 1 Cor. 15: 24-25: “Então virá o fim, quando Ele entregar o reino a Deus Pai, quando houver destruído todo domínio e toda a autoridade e todo o poder (pecado, Lei e morte). Pois é necessário que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés”. Se olharmos para Sl 110:1, poderemos perceber, que tudo isto se dará depois da sua vinda, pois Deus está dizendo: assenta-te a minha direita... até que eu ponha os teus inimigos por escabelos de seus pés. E, segundo Hb. 10:12-13, isto ainda não ocorreu! Dois já estão sob o governo de Cristo: A Lei e o pecado. Falta a morte!
“... daí por diante esperando, até que sejam postos os seus inimigos por escabelos dos seus pés”. Pois Ele aguarda a remoção das coisas abaláveis. (Hb. 12:27).
Enquanto a Igreja do Senhor não se completar com aquele número de salvos, que possuem autoridade para governo (1 Pe. 2:9) das regiões celestes (Ef. 3:10b), Deus não pode enviar seu Filho. Então enquanto isso é necessário que Ele ainda permaneça reinando, até que a igreja encontre o seu lugar de governo em Cristo e Ele possa entregar o reino ao Pai, para que então o Pai, possa colocar todos os seus inimigos debaixo de seus pés e destruí-los para sempre! Este tempo há de completar no fim do milênio quando Cristo destruirá todo o domínio (pecado), força (da Lei) e toda a poder/potestade (da morte), eliminando definitivamente tudo que resiste ao Seu Reino. (Ap. 14:14-16; 20:1-10)
Por último ainda, analisaremos tudo isto comparando com o texto do cap. 2 de Apocalipse: A igreja de Éfeso, cuja vitória é o direito de comer da árvore da vida (vida eterna) que está no paraíso, ou seja, um símbolo escatológico em que o homem é restaurado à sua comunhão perfeita com o Criador que havia antes da morte entrar no mundo pela via do pecado (cobiça).
Primeiramente um esboço geral da carta de Efésios retirado da Bíblia de Estudo NVI:
“Diferentemente de várias das outras cartas que Paulo escreveu, Efésios não lida com nenhum erro ou heresia em particular. Paulo escreveu para expandir os horizontes de seus leitores, a fim de compreenderem melhor as dimensões do” propósito eterno de Deus “e da Sua Graça, passando a valorizar os alvos sublimes que Ele estabeleceu para a Sua Igreja”.
A carta começa com uma seqüência de declarações a respeito das bênçãos de Deus, estando incluindo aí um sem-número de expressões notáveis que ressaltam a sabedoria, a presciência e o propósito de Deus. Paulo frisa que fomos salvos não somente para o nosso benefício, mas também para trazer louvor e glória a Deus. O ponto culminante do propósito de Deus, na dispensação da plenitude dos tempos, é fazer todas as coisas no universo convergir em Cristo (1:10). É crucialmente importante que os cristãos reconheçam esse fato, de modo que em 1:15-23 Paulo ora a favor do entendimento deles (uma segunda oração aparece em 3:14-21).
Tendo explicado os grandes alvos que Deus estabeleceu para Sua igreja, Paulo passa a demonstrar os passos para que esses alvos sejam alcançados. Primeiro: Deus reconciliou indivíduos consigo mesmo num ato de Graça (2:1-10). Segundo: Deus reconciliou entre si esses indivíduos, pois Cristo, mediante sua morte, rompeu as barreiras entre eles (2:11-22).Mas Deus, além disso, uniu esses indivíduos reconciliando-os num só corpo: a Igreja. Esse é um “mistério” que não era plenamente conhecido antes de ser revelado a Paulo (3:1-6). Agora, Paulo pode declarar com clareza ainda maior o que Deus tem planejado para a Igreja, a saber: que ela seja o meio pelo qual Deus demonstra sua “multiforme sabedoria” aos “poderes e autoridades nas regiões celestiais” (3:7-13). Fica claro que mediante as repetições de “nas regiões (ou lugares) celestiais” (1:3, 20; 2:6; 3:10; 6:12) que a existência cristã não se restringe meramente ao plano terrestre. Recebe o seu significado e relevância no céu, onde Cristo está assentado à direita de Deus (1:20).
Mesmo assim essa existência é vivida na terra, onde a vida diária prática do crente continua a levar adiante os propósitos de Deus. O Senhor exaltado deu “dons” aos homens, membros da igreja, capacitando para auxiliar uns aos outros e assim promover a unidade e maturidade (4:1-16). A unidade da igreja debaixo da supremacia de Cristo pronuncia a unificação de “todas as coisas, celestiais e terrenas” em Cristo (1:10). A nova vida de pureza e de sujeição mútua entra em nítido contraste com a antiga maneira da vida sem Cristo (4:17; 6:9). Os “fortes no Senhor” tem vitória sobre o maligno no grande conflito espiritual, especialmente pelo poder da oração (6: 10-20)”. (Comentário Bíblico NVI)
Podemos entender ao lermos esta carta, que a intenção do conhecimento dela fosse universal, ou seja, todas as igrejas (em todos os tempos). Podemos entender facilmente que Paulo fala de propósitos de Deus, e para o estabelecermos, teríamos que nos informar a respeito de tudo:
1)Qual é;
2) para que;
4) de que maneira colocar em ação;
3)contra quem lutamos;
5) como nos proteger do contra-ataque. Enfim uma carta riquíssima que passaremos analisar nos próximos capítulos.


PARTE III – EDIFICANDO O REINO

Ao lermos sobre o mover de Deus nos anos 70, na então China comunista (cortina de bambu), pôde-se perceber uma coisa em comum com a era da igreja primitiva: ambas cresceram em meio a uma perseguição. Pesquisas revelam que no período de 1949 a 1976 (ano da morte de Mao-Tsé-Tung) o número de protestantes na China passou de 1 milhão para 50 milhões; claro que num país de 1 bilhão de habitantes este crescimento torna-se irrelevante, mas a curva de crescimento foi no mínimo surpreendente. Como pode? O inimigo era visível e cruel, e o cerco sobre as igrejas foi violento; o período de torturas, cadeias e execuções foram longos, e mesmo assim o número de salvos ia progredindo cada vez mais! Como?  É neste momento que conseguimos visualizar os fatos com o contexto da carta aos Efésios.
Muitos teólogos são unânimes em afirmar que por ocasião da vinda (parousia) de Cristo um grande mover de Deus estará sendo enviado para despertar a igreja, restaurando vidas, operando curas e grandes milagres e prodígios hão de seguirem este mover. Não discordamos deles, pois as manifestações do Espírito sempre trouxeram curas e libertações por toda a história dos avivamentos da igreja, mas veremos o porquê da necessidade destas manifestações virem a acontecer: Simplesmente porque que elas serão necessárias ao povo de Deus, ao remanescente fiel!
Em Rm. 11 o Apóstolo nos traz uma revelação muito importante para o tempo do fim. Ele começa ensinando que a manifestação da graça aos gentios só foi possível devido o endurecimento dos judeus quanto ao evangelho de Cristo: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado (Rm 11:25)”; Paulo diz “em parte” em dois sentidos, pois nem todo judeu permaneceu incrédulo, e o endurecimento não foi por tempo indeterminado, mas haverá um tempo de reconciliar os judeus da “última hora” como está escrito: “assim também estes agora foram desobedientes, para também alcançarem misericórdia pela misericórdia a vós demonstrada” (Rm. 11:31).
Mas agora, nestes últimos dias, para que a misericórdia de Deus possa alcançar os judeus, outra apostasia virá, mas não sobre Israel judaico, mas sobre Israel espiritual “Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos” (vs. 32). E isto é a verdade, pois o próprio apóstolo Paulo nos diz que nos últimos dias viria tempo de apostasia, tempos de mornidão espiritual, tempos de homens gananciosos, tempos de doutrina de demônios... E sobre quem virá? Sobre a igreja que se assemelha ao judaísmo como na época em que Jesus foi encarnado. Nós somos a igreja que diz conhecer a Deus, diz servir a Deus, diz oferecer o verdadeiro sacrifício, mas que na verdade já está na soberba espiritual:
“Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus. Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei” (Ap. 3:1-3). A palavra fala de um momento súbito, do aparecimento repentino de Cristo. Esta é uma das igrejas dos últimos dias!
Uma grande manifestação de graça virá nos últimos dias, mas virá sobre Israel judaico e não sobre a igreja gentílica apóstata! Porém, do mesmo modo que alguns judeus na época em que Jesus foi encarnado eram remanescentes quanto a crer no Messias, assim também nos últimos dias existirá uma igreja gentílica remanescente que subirá com advento da vinda de Cristo. Falaremos nisto mais a frente detalhadamente.
Podemos ver um exemplo da necessidade das manifestações do Espírito ante ao avivamento no tempo fim quando estudamos a revolução cultural na China. Vimos como esta causou um desequilíbrio grande em sua estrutura político-econômica. Muitos faliram e ficaram pobres da noite para o dia; sem acesso aos benefícios de auxilio doença ou alimentação gratuita, como é o caso quando ocorrem grandes catástrofes. O mover de Deus na China neste período foi tão intenso que o que para nós é sobrenatural para eles já era natural. Curas, libertações, milagres e até na falta de alimentação Deus supria milagrosamente. O Senhor os abençoava com chuva e sol na medida certa para que a Igreja remanescente produzisse e sobrevivesse com o seu próprio plantio (“a terra acudiu a mulher” Ap. 12:16). Jeovah-Jireh era visivelmente adorado! Que venha a grande tribulação!
Paulo ora em dois textos de Efésios (1:15-23 e 3:14-21) para que o nosso entendimento venha ser iluminado e recebamos o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Cristo (1:17)! Não falamos de sabedoria e revelação das nossas necessidades e da vida dos irmãos, mas um espírito que nos leve ao pleno conhecimento de Cristo (1 Cor. 2:14-16). O “poder” está em conhecer a Deus e não em revelarmos os problemas das pessoas. Se você conhece a Deus o teu inimigo saberá e estremecerá (“fazendo-o conhecer a multiforme sabedoria de Deus Ef. 3:10b)”. “... quem jamais conheceu a mente de Cristo para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente (sabedoria) de Cristo (1 Cor. 2:16)” Temos? “... na verdade entre os perfeitos falamos sabedoria... 1 Cor. 2:6”! Ah, entre os perfeitos (teleós)!  Ou falamos ou estamos tateando no escuro, em dúvidas, perdidos nos moveres e nos propósitos de Deus?
Senão vejamos: Antes dos 400 anos de período intertestamentário, queremos lembrar de dois dos fatos mais importantes que precederam a vinda do messias encarnado:
1º) a reconstrução do templo e da cidade de Jerusalém (Tabernáculo – grave isto!) (Esd. 3:12-13; 4:12) e;
2º) a reconstrução dos muros (guardar – grave isto!) da cidade de Jerusalém (Ne. 4:6).
Vemos em Ap. 21:9 o anjo que diz: Vem (João), que te mostrarei a noiva, a esposa do cordeiro. Porém no versículo seguinte ele não mostra a noiva nem a esposa, mas uma cidade! Será que o anjo enganou João? Ou podemos começar a romper fundamentos de homens e revelarmos uma palavra de sabedoria?
Continuemos, no vs 15 que diz, que o anjo tinha por medida uma cana de ouro que era para medir a cidade (que é a noiva, a esposa do cordeiro) e o muro! Não vamos nos esquecer que este anjo levava consigo sete taças de pragas. Ora se ele medir algo é porque ele quer aferir, e se não estiver no padrão que ele quer... ele vai julgar! Confira Apocalipse 15:1-8; 16:17-18 e compare com Hebreus 12:25-28.
Ele vai derramar as taças sobre aquilo que não estiver na medida correta! No vs 14 diz que o muro (aquilo que nos guarda) foi construído sobre o fundamento dos 12 apóstolos. O que é o NT para nós? Em Hb. 11:8-10, 16; 12:22-23; , diz que nós somos a cidade do Deus vivo, também somos a Jerusalém celestial e outras tantas coisas, no vs. 24, fala de Jesus em quem estamos protegidos (nova aliança – Zc. 2:5) e no vs. 25-28 que o próprio Deus vai abalar novamente a terra, mas não só a terra desta vez, mas também os céus (Is. 24:21-23). Porém, um reino que não pode ser abalado restará (vs.28)!
Na mesma linha de pensamento, falando de um Reino que não será abalado, vejamos por que razão Paulo insiste que recebamos o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Cristo? Precisamos encarar a nossa realidade: somos presunçosos e ignorantes no conhecimento de Palavra! Vejamos, em Ef. 3:17-18 ele diz: “que, depois de estarmos fundamentados (arraigados, enraizados) em amor, poderemos compreender juntamente com todos os santos (todos os vivos e os que dormem em Cristo) qual seja a largura, e o comprimento, e a altura e a profundidade...”. Ele diz “compreender” algo que tem “largura, comprimento, altura e profundidade”. Veja, eu só compreenderei o que é este algo depois que estiver fundamentado em amor, então não está falando da medida do amor de Cristo, eu já terei conhecido o amor de Cristo, ele está falando de outra coisa que tem medidas!
O que será que tem medidas na Bíblia que ainda não foi estabelecido? Ez. 41:4; Zc. 2:1-5; Ap. 21:17. Mas o interessante vem aqui: no novo testamento não há templo construído por mãos humanas (At. 7:47-48)! Nós somos o santuário de Deus (1 Cor. 3:16); quando completar esta medida, e somente o Pai sabe quando é, então o Filho poderá entregar o reino ao Pai. Por isto é necessário que Ele reine até que... 1 Cor. 15:25. O anjo do Senhor já está medindo a cidade, a noiva, a esposa do cordeiro há muitas gerações! Ele está nos medindo agora! Estamos nós no padrão de Deus? “Satanás, viste o meu servo Jó? Não há ninguém na terra (não no céu) como ele...” (Jó. 1:8). Precisamos edificar uma igreja que não seja abalada no tempo do fim!
Precisamos chegar ao pleno conhecimento de sabedoria e revelação de Jesus Cristo. Paulo não ora “nós” precisamos como se também ele não o tivesse, mas diz: “vós”... “Vos dê...” (Ef. 1:16-17), para que nós venhamos a alcançar algo que ele já havia alcançado! Paulo fala em Efésios da igreja e seu propósito, fala de guerras contra seres celestes, em nosso tempo a revelação da Palavra tem sido mais intensa por todo o planeta. Deus tem cobrado dos seus ministros que preguem a Palavra. Mas qual Palavra? Qual mensagem? Qual ensino? O que devemos buscar de conhecimento para pregarmos? Seja o que for tem de ser algo novo e que faça a Igreja prevalecer no seu tempo! Precisamos de uma Reforma no que diz respeito a sermos uma igreja de Cristo!
Paulo não só tinha este espírito como também sabia qual as revelações para sua época. Deixem-nos fundamentar algo aqui. Os profetas falavam para sua época e para a vindoura, para sua nação e outras nações aquilo que iria acontecer. Quando não tinham a revelação (interpretação- rehma) eles não falavam nada. “Eu, pois ouvi, mas não entendi, por isso perguntei: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? Ele respondeu: Vai-te Daniel, porque estas palavras estão cerradas e seladas até o tempo do fim”; só a geração com espírito de sabedoria e revelação que estiver no tempo do fim poderá abrir estes selos.
Por isto Paulo ora, para que cada geração tenha sua revelação daquilo que Deus está falando e fazendo; da mesma forma, Paulo também não podia revelar algo que fosse especifico para uma determinada geração, mas deixou a Palavra profética como um segredo que só poderia ser aberto no tempo certo e para a geração certa! Isto é muito terrível!
 Vemos ensinos escatológicos de homens que viveram a 100, 200, 300 anos atrás e não vão estar aqui para saberem se suas revelações (interpretações – logus) foram corretas, e mais terrível é vermos uma igreja hoje acomodada com estes ensinos e caminhando sobre eles!
Eu oro, para que o Senhor dê a sua igreja de hoje, o espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento de Cristo.
A igreja de China entendeu o mover de Deus e o seu propósito sobre o mover para o seu tempo. A ela foi revelada uma palavra que a fez prevalecer! Qual palavra? A Palavra para sua época! Para eles foram as doutrinas dos apóstolos, e ela viveu como uma igreja primitiva e prevaleceu! Outro termômetro do tempo de mover de Deus é olharmos para Israel. Toda vez que ocorre um fato significativo em Israel (judeus não convertidos) Deus se move sobre a sua Igreja (todos os convertidos). Esta carta de Efésios precisa ser estudada, meditada a fim de descobrirmos qual a revelação que Deus tem para a nossa geração para que venhamos a prevalecer nestes tempos. Precisamos crescer! Algo está para acontecer, e a menos que não sejamos mais meninos, inconstantes, levados por todo vento de doutrinas, de homens que viveram em outras épocas, não poderemos prevalecer. Aquele que for despertado por esta palavra já esta nos versos 25 e 28 de Hb. 12, para que não venha a ser abalado!


PARTE IV – TOMANDO LUGAR NO REINO


O propósito de Deus revelado através da carta aos Efésios começa a ser mostrado no cap. 1 vs 3 ao 14. Vemos aqui a supremacia da glória de Deus Pai, revelada através de Cristo. Em primeiro lugar temos a vontade de Deus em ter muitos filhos (Hb. 2:10) e conforme o bom propósito da sua vontade nos escolheu e nos predestinou para sermos adotados como filhos. Deus resgatou (Graça - salvação) e nos revelou seu propósito (Reino – domínio e poder) quando enviou Seu Filho para nos reconciliar com Ele. Este plano nos é lembrado nos versos 7-12 do 1º cap. de Efésios.
No vs 13 uma revelação acerca do selo, o penhor, a garantia de que pertencemos ao Reino de Deus, propriedade exclusiva do Pai. Ouvir e crer (fé) na Palavra da verdade nos credencia para sermos selados no Espírito Santo (Rm. 8:9-11; Gl. 3:14). Esta realidade é o motivo da oração de Paulo nos vs 15-23, para que nós cristãos tomemos este conhecimento. A eleição dos santos foi manifestada por Deus a fim de sermos uma família (2:19; 3:15). Em Cristo Ele nos chama a uma vida de santidade para sermos irrepreensíveis em sua presença (1:4). Resumindo esta primeira noção do propósito de Deus, o próximo passo é nos conscientizarmos da nossa posição em Deus.
Ao contrário de muitos cristãos que pensam que suas vidas não têm significado, na verdade tem e é tremendo. Precisamos, como igreja, continuarmos esta oração de Paulo, para que outros compreendam a dimensão desta verdade. Muitos têm dúvidas a respeito da presença do Espírito Santo em suas vidas (Jo. 3: 34). Outros questionam e confundem esta verdade com o ser “cheio do Espírito Santo”, que é dado conforme a medida da Fé, Graça e dom de Deus (Rm. 12:3, 6; 1Cor. 12:11; Ef. 4:7) e para crescimento (edificação) do corpo e testemunho do evangelho de Cristo. Não podemos nos esquecer que a busca pela plenitude do Espírito de Santo (ser cheio dEle) não virá para nosso próprio benefício como felicidade e sucesso pessoal. Se alguém o busca com estes motivos pessoais nunca poderá obtê-lo (Sl. 51:12-13; At. 1:8).
Também podemos ver que como filhos (teknon) herdeiros, e depois, de ter-nos tornados filhos amadurecidos (huios), manifestamos nossas vidas a autoridades e poderes em regiões celestes, e neste sentido, obtemos o discernimento de sermos igreja (Ef. 3:10). E agora, apertem os cintos, pois doravante a palavra se tornará cada vez mais forte!
O segundo passo nesta revelação, está centrada no cap. 2:11-22. É forte a posição de Paulo aqui neste texto, tendo em vista as suas palavras em Rm. 9: 1-5. Ele chega a dizer no texto de Romanos, que por amor a sua nação (Israel infiel em semelhança ao tempo de Moisés), ele seja separado de Cristo e juntamente amaldiçoado com ela. Este fato nos faz lembrar a mesma posição de Moisés em Ex. 32:32. Porém, Paulo lembra que através da Cruz, Jesus encerrou a todos, Judeus e Gentios, debaixo da mesma maldição – morte sacrificial - (Rm. 11: 28-32), para entendermos que não há mais distinção entre Judeus e Gentios; então ele conclui que não tem porque ser amaldiçoado em favor de uma nação em separado, pois diante do Pai somos uma só nação (judeus e gentios - Rm. 10:12; 1 Cor. 12:13; Gl. 3:26-29; Col. 3: 10-11).
Com estes textos fica difícil encontrarmos qualquer escatologia diferenciando dois povos, como que se algo fosse acontecer a um e não ou outro, diferentemente a Judeus e a gentios, tanto judeus como gentios passaram e passarão pelo mesmo tratamento de Deus, pois ambos experimentam da mesma Graça salvadora! Paulo reconhece que através do sangue de Cristo derramado, proporcionou a todos a Graça redentora, portanto não há mais, perante Deus, judeus e gentios, denominacionais ou não denominacionais, ricos ou pobres. Para Deus só há dois povos: o que serve e o que não serve, o ímpio e o justo, os bodes e as ovelhas, o joio e o trigo, noivas prudentes e noivas loucas; um povo numeroso mais só um remanescente que se salva (Rm. 9:27;11:5)
A partir do vs 14 do cap. 2 Paulo fala do muro que foi derrubado (Zc. 2:4-5); e em seu corpo (igreja) desfez a inimizade, eis aqui outro principio revelado do propósito de Deus. Igreja é sinal de comunhão, tem que haver comunhão verdadeira entre os irmãos, sem isto não somos igreja, não manifestamos às autoridades e poderes a multiforme sabedoria de Deus. Para vivermos no propósito de Deus revelado em Efésios devemos avaliar se não deixamos para traz alguma pendência de comunhão (1 Cor. 11:29-30). O corpo de Cristo é a sua igreja manifestada nos céu e na terra. Todas as vezes que leio o cap. 18 de Mateus dos versos 15 ao 35 eu fico a meditar porque nós temos sempre a idéia que no vs 20 Jesus estaria falando da presença dEle na terra? É difícil mudar uma exegese teológica quando não estamos dispostos a encarar uma revelação que fale de outra maneira no mesmo texto. Afinal, revelação sempre trouxe e continuará trazendo confronto de mentalidades; abalo de raciocínios, destruição de fortalezas! Através do Espírito eterno Jesus sempre estará conosco (Mt. 28:20) e não apenas quando dois ou três se reúnem!
Cristo é a cabeça de todo o corpo, e onde este corpo se manifesta com autoridade e poder, Jesus estará se manifestando na terra e no céu. A única forma de Cristo se manifestar ao pecador é através da igreja, pois nem aos anjos Ele ordenou que pregassem o evangelho, e se viessem a pregar seriam anátemas (Gl. 1:6-12).
Assim, consoante com esta verdade, podemos manifestar ao mundo que Deus enviou o seu Filho (Jo. 17:23). Não podemos nos esquecer que para cumprimento deste propósito (manifestar a vida do Filho na terra e nos céus) vai depender de cada um de nós como membro do corpo, e por isto estamos sendo medidos por uma cana ou vara!
Hoje, a cana (pent=lei) ou caniço (Ap. 11:1), tem estado nas mãos dos ministérios apostólico e profético (Ap. 18:20), mas no tempo do fim ela se tornará de ouro e estará nas mãos do anjo que tem as sete taças cheias das sete ultimas pragas, e ele virá e medirá a noiva, a cidade que deverá estar no padrão de Deus!
Vejam como isto é tremendo! Deus confiou a igreja de Cristo a revelação de sua sabedoria (poder 1 Cor. 1:18; 4:20) e através dela tem feito conhecida dos principados e potestades (Zc. 3: 1-7). Ouçam que no vs. 2 o anjo diz: O Senhor te repreenda..., Anjo não pode repreender nem fazer conhecida a multiforme sabedoria de Deus aos poderes das trevas, mas à igreja disse Jesus: “em meu nome expulsareis demônios...” (Mc. 16:17), nós (igreja) podemos repreendê-los e derrotá-los, porque a nós foi dado o poder para fazê-lo. Devemos buscar uma experiência mais profunda da plenitude de Deus (Rm. 2:4; 11:33; Ef. 3:14-21).


PARTE V – VENCENDO OS INIMIGOS DO REINO


Que nós podemos e devemos manifestar a sabedoria de Deus aos principados e potestades já entendemos, mas como fazemos isso é na prática?
O que veremos a seguir é de que maneira Paulo diz que manifestamos a multiforme sabedoria de Deus.
Os primeiros dois princípios nos relaciona de um modo geral com Deus e com o próximo, os demais nos fazem revelar a sabedoria de Deus nas regiões celestes:
a)    Unidade – (4:1-6): através da paz (Mc. 9:50; Rm. 12:18;1 Ts. 5:13; Hb. 12:14) de uns para com os outros é possível manter a unidade no Espírito. Paulo fala de sermos completamente: humildes, dóceis, pacientes, suportando uns aos outros em amor. Esta é a sabedoria de Deus, uma forma de viver e de se relacionar uns com os outros. O mundo (Jo. 16:33b; Col. 2:14-15) e as potestades nas regiões celestes serão vencidos quando virem a igreja neste plano. Esse princípio deveria ser vivido e ensinado pelos líderes da igreja, o que veremos mais adiante;
b)    Maturidade ou crescimento (7-16): só é possível quando no ambiente da igreja, se manifestar a presença de Cristo através das cinco graças ministeriais, e elas estiverem atuantes. Sem a manifestação de Cristo, ou na falta de alguma graça ministerial, o corpo não cresce bem ajustado. Para tanto, partirmos do principio que só um organismo vivo poderá crescer, isto se conseguirmos discernir o que é um organismo dentro de uma organização! Organização incha, organismo cresce!
c)    Renovação da vida pessoal - (4:17 – 5:20): neste texto cada um se coloque diante da vara (pent=lei) e veja conforme a consciência Paulina em Rm. 2:13-16; 2 Cor. 13:5 e Col. 3:12-17. Creio que o texto de 35 versículos de Efésios vai nos colocar em estado de alerta espiritual. Em primeiro lugar qualquer esforço humano será inútil (Rm. 4:1-5), mas com a presença de Jesus em nossos corações e na dependência da graça cresceremos a cada dia em amor e santidade.
d)    Sujeição nos relacionamentos (5:21-6:9): 1) maridos e esposas (5: 22-33;Col. 3 :18-19); 2) pais e filhos (6:1-4; Col. 3: 20-21); 3) patrões e empregados (6: 5-9; Col. 3: 22; 4:1).

O que podemos depreender disto é que somente uma vida centrada na Palavra de Deus poderá manifestar a multiforme sabedoria de Deus a principados, potestades e ao mundo! Até aqui vimos uma posição em Deus, revelando a Sua sabedoria e o pleno conhecimento da mente de Cristo, resplandecendo nossas vidas como filhos da luz (Fl. 2:15).
Agora, com a manifestação da multiforme sabedoria divina, ao mundo e aos principados e potestades, vem a armadura de Deus. Por quê?
Quando manifestamos Cristo somos contra-atacados, por isto Paulo começa a falar de uma armadura de defesa e ataque ao mesmo tempo. Diz o texto “e havendo feito tudo, permanecei firmes (Ef. 6:13b)”. Feito o quê? O verbo é “fazer”, não “entender”! Ele não diz: havendo entendido o que escrevo, ele diz havendo feito o que escrevi! O que eu acho tremendo é que nesta armadura não consta nenhum dom espiritual como arma de defesa ou ataque. Isto significa dizer que é o conhecimento e a prática da verdade que me arma para a batalha, não os dons espirituais que eu tenho! Eu não venço potestades com língua estranha, nem com uma palavra de sabedoria ou conhecimento, nem operando milagres ou curas, nem profetizando na vida das pessoas (Mt. 7:22-23). Mas venço andando em uma vida que revela a sabedoria de Deus, em santidade e amor!
E por isto que escrevemos este estudo, a fim de produzirmos uma vida de vitória nas pessoas que santificam a Jesus como Senhor e Salvador nos seus corações (1 Pe. 3:15). Estamos tentando encontrar o equilíbrio de uma vida cristã que coopera para que Jesus possa entregar o reino ao Pai. Se pensarmos apenas horizontalmente (em relação ao próximo – o ser apostólico), não resistiremos nos dias maus. É necessário termos uma consciência também voltada para a vertical (em relação aos espíritos em regiões celestes – o ser profético).
Estamos aqui sendo edificados para sermos templo do Senhor (Ef. 2:21-23; 1 Pe. 2:5), pois já estamos sendo avaliados (1 Pe. 4:17-18) e medidos (Ap. 11:2; 21:16-17; Hb. 12:25-28). E agora nos coloquemos diante do texto de Hb. 5:11-14 e busquemos o nosso crescimento no corpo de Cristo.
Não queremos tornar esta ministração em mais uma enxurrada de visões escatológicas, a final, já existe tantas e para todo o tipo de gosto, que não queremos cometer mais divisões acerca da Palavra. Mas, em todo o tempo, buscamos revelar algo para agora, a fim de alcançarmos o nosso destino profético. Procuramos identificar qual a igreja, ou melhor, que tipo de igreja é a que declara juntamente com o Espírito Santo de Deus: “O Espírito e a noiva dizem: vem (Ap. 22; 17)”. Cada um de nós é parte integrante desta igreja do Senhor; em cada geração que já existiu há uma igreja que se completa com nós (Hb. 11:40). Ela vem sendo formada, a cidade santa, a Jerusalém celestial, à universal assembléia e igreja dos primogênitos, aos espíritos dos justos aperfeiçoados (Lc. 20:9-18; 21:20-24; Rm. 11:25-32; Ap. 11:2).
Agora devemos olhar para a nossa vida e vermos se ela tem se espelhado nesta igreja que chama pelo noivo. Em Ap. 19:5-7 vemos uma igreja que está adornada, já está pronta! É interessante que ela ainda não foi às bodas, mas já está pronta! Se olharmos para hoje, poderíamos dizer que não pode ser, porém, se olharmos desde o tempo que Jesus ressuscitou até hoje, poderemos ver esta noiva adornada, pois são os que dormem no Senhor e mais um pouco dos que ainda vivem que completam esta noiva adornada! Não nos importa se Cristo vem hoje ou daqui a cem anos, o que importa é ter a certeza, que se partimos hoje para a eternidade, somos a igreja com o padrão de Deus que foi medida pelo anjo e tem dito: Vem!
Precisamos deixar claro, que ao contrário do que muitos teólogos dizem a respeito das cartas às sete igrejas, entendemos que cada uma delas representa o tipo de igreja que existe em cada geração que passa. Temos quatro tipos de solo na parábola do semeador, também temos sete tipos de igreja dentro de cada organização denominacional. Nosso fundamento para esta afirmação está na Palavra da promessa que diz: “ao vencedor”. Podemos identificar os acertos e erros de cada igreja apocalíptica e alcançarmos as sete promessas ou não! Cada salvo em Cristo será julgado (Sl. 62:12; Dn. 7:10; 1Pe. 1:18) para recebimento de galardão, ou seja, as sete promessas (Is. 62:12; Mt. 16:27; 1 Cor. 3:12; Ap. 22:12).
De acordo com Apóstolo Paulo, em Rm. 2:1-16, cada um será julgado em 3 aspectos:
1º) segundo a verdade que Deus estabeleceu em sua Palavra - vs. 2;
2º) segundo os nossos atos e atitudes - vs. 6-11; e
3º) segundo o entendimento de cada um (Conhecimento da verdade, quanto maior conhecimento maior responsabilidade) - vs. 12-16.
Assim podemos ver os procedimentos de cada igreja apocalíptica para nos assemelharmos ou não a elas. Estas cartas são dirigidas aos anjos de cada igreja, os Pastores, eles devem conhecer suas ovelhas e orientá-las quanto a vida de equilíbrio cristã e propósitos divinos.
A característica do anjo que fala a Igreja de Éfeso é a daquele que tem as sete estrelas não mão (estrela na Palavra simboliza anjo ou liderança) e os sete candelabros de ouro (igreja perfeita). Diz o texto que o anjo anda no meio dos sete candelabros. Aparentemente nos dá um entendimento de que se examina, avalia. A cada igreja é manifestado algum tipo de elogio, ou protesto, ou correção. Para Éfeso é dito: arrepende-te e pratica as primeiras obras, e se não, brevemente virei a ti, e removerei do seu lugar o candelabro.
Quais eram as primeiras obras? Em Atos dos Apóstolos falam-se de uma igreja que viveu as primeiras obras do Espírito Santo. Em apocalipse fala de uma igreja que abandonou os princípios, os fundamentos, e não cresce mais. A igreja em Atos é uma igreja perfeita, que está pronta, adornada (Ap. 19:7).
Jesus não se casou com a igreja primitiva porque ela não estava completa (o número de salvos ainda não havia se completado). Ela era perfeita, mas não completa (Lc. 13:32b) é como uma criança, perfeita, mas ainda não chegou a ser adulta, completa.  Ela teve e foi “teleós” em seu propósito: espalhar o evangelho da Graça ao mundo (Mt. 13:9-11; At. 20:24). Porém, a igreja de hoje deve entender que a nossa missão é trazer o noivo. Todas as coisas já são cumpridas, com exceção da vinda do Senhor e o arrebatamento daqueles que irão ao encontro dEle nos ares (1 Ts. 4:13-18). Estamos falando que a igreja que trará o Senhor tem os fundamentos dos apóstolos e dos profetas (Ef. 2:20-21), a qual está crescendo para se tornar templo, tabernáculo, morada do Deus vivo. Não queremos afirmar que esta geração fará isto, mas admitir que esta geração pode preparar a igreja que fará o Cristo descer em Glória para se encontrar com Sua noiva (Ez. 36: 22-36; 37:21-28; Ap. 3: 7-13)
Este é o grande propósito de Deus para as nossas vidas. Se não nos atentarmos (Lc. 13:24-28) o anjo diz: removerei (“tirarei do meu propósito”) do seu lugar o candelabro. Que lugar? Ef. 2:6; 3:10; 6:12. Deixaremos de conquistar o propósito e ele será dado à outra geração, e a outra, e a outra, até que se cumpra toda a Palavra e se completem os tempos.


PARTE VI – A MORADA DO ESPÍRITO NO REINO


Amados, tenho sido perturbado em meu espírito por alguns conflitos a respeito das coisas de Deus. Vejo que nós, como igreja, só perdemos quando nos dividimos a respeito de questões a cerca das coisas do espírito humano.
Para alguns é fato de que em nosso espírito habita o Espírito de Deus, portanto a casa de Deus está em nosso espírito. Ele nos vivificou e nos santificou (Ef. 2:1-5) em nosso espírito para que ali colocasse eternamente o Seu Santo Espírito. É muito importante que compreendamos isto porque temos sido impulsionados a pensar que Deus possa habitar em construções feitas por mãos humanas, como templos ou lugares terrenos, e isto não é verdade. (At.7:48; 1 Cor. 3;16; 6:19; 2 Cor. 6:16).
A cerca destas coisas, Paulo teve muito trabalho para ensinar aos gregos de Corinto a cerca do que é a habitação de Deus (Ef. 2:20-22; 2 Cor. 5:1-4). Eles vinham de cultos pagãos. Havia na cidade cerca de 12 templos. Um dos mais infames era dedicado a Afrodite, deusa do amor, cujos adoradores praticavam a prostituição religiosa. Uns 400 metros ao norte da cidade ficava o templo de Asclépio, o deus da cura, e no meio da cidade estava localizado o templo de Apolo. Em termos de adoração e templos os Corintios eram bem instruídos. Foi muito difícil para Paulo destruir a fortaleza na mente dos coríntios e dizer-lhes que o verdadeiro Deus não habitava em templos feitos por mãos humanas!
Porém nós somos habitação de Deus, e também corpo de Cristo, e se Cristo é a plenitude de Deus, e Deus em nós habita, temos a plenitude de Deus em nós (Cl. 2:9). Está escrito em Ef. 1:3 que toda sorte de bênçãos estão em regiões celestes; e em 2:4-6, que Deus nos fez assentar com Cristo nestas mesmas regiões celestes e desfrutarmos destas bênçãos porque elas estão em Cristo. Você pode assim dizer: Os Céus dos céus estão em Cristo e eu tenho Cristo, portanto toda a glória de Deus está em mim (Rm. 9:21-24), somos vasos de barro que possuem a plenitude da glória e das riquezas de  Deus (v. 24). Portanto todo conhecimento, toda a sabedoria, toda a ciência, todos os dons e ministérios, enfim, toda a plenitude de Cristo está em nós! Oh glória! (Col. 2:8-10).
Mas como “ativar” tudo isto em mim? Afinal está em mim, mas eu não vejo, não ouço nem sinto nada! É... Bem profetizou Isaías: “Disse, pois, ele: Vai, e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis. Engorda o coração deste povo, e endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os olhos, e ouça com os ouvidos, e entenda com o coração, e se converta, e seja sarado.” É no espírito que tudo acontece e não alma! Por isso você não pede sentir! Não vem com arrepios!
Se olharmos para o primeiro templo de Deus na terra veremos uma tenda no meio do deserto com várias imagens e utensílios e rituais envolvendo o culto a Deus (Ex 25-40). Mas são quinze capítulos para eu ler? Sim meus amados, gastem tempo com a Palavra de Deus, pois dela provém as fontes de vida!  (Mt. 22:29; Jo. 5:39; 20:9) No cap. 40:34 de Êxodo está escrito:
“Então a nuvem cobriu a tenda da revelação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo; de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da revelação, porquanto a nuvem repousava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo”.
Amados, esta é a prova textual que onde existir um templo que pertence a Deus Ele o enche com Sua glória! Se você é o templo, habitação, morada de Deus, toda a glória dEle está dentro de você!
“Porque toda casa é edificada por alguém, mas quem edificou todas as coisas é Deus. Moisés, na verdade, foi fiel em toda a casa de Deus, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar; mas Cristo o é como Filho sobre a casa de Deus; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firmes até o fim a nossa confiança e a glória da esperança. (Hb 3:6)
No livro aos Hebreus há toda riqueza de sabedoria acerca deste lugar de oferta de sacrifícios, onde Cristo penetrou e ofereceu Seu sangue para purificar o Santuário. Ora meus amados, nos Céus dos céus onde Deus estava aguardando o sangue de Cristo para purificar todas as coisas (Hb. 9:22) não poderia haver impureza, ou então Deus estaria até então vivendo em lugar impuro até o sacrifício perfeito? É claro que não, mas Ele predestinou (Ef. 1:4-12) fazer em nós a sua habitação e para isto teve que aguardar o sangue purificador do Filho para poder purificar o Santuário no qual Ele estabeleceu para ser Sua eterna morada. (Ez. 36:24-27:37:26-28; Zac. 8:8; Ap. 21:3).Tudo o que foi escrito no velho testamento foi  para exemplo a fim de conhecermos as coisas espirituais (1 Cor. 10:5-6).
Agora vamos edificar sobre o fundamento dos Apóstolos.
Deus é espírito e tudo que de nós quer se relacionar em verdade e agradar a Ele provém do nosso espírito, não da nossa alma, amém? Em Romanos 8 no vs 7 diz: “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser;”. Ora o que o Apóstolo quer dizer: “nem em verdade o pode ser”? Significa a limitação da carne em sujeitar-se a Lei de Deus, visto que, mesmo conhecendo a verdade nossa carne não se sujeita Lei do Senhor :
“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Agora, porém, não sou mais eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.(Rm. 7:14-20)
Portanto não estamos ouvindo Paulo falar apenas de inclinações imorais da carne, mas também das inclinações de justiça que ela tenta produzir. Então ele conclui no vs. 8 “e os que estão na carne não podem agradar a Deus”. Se o meu louvor, ou a minha oração ou a minha adoração estiver sendo produzida na minha carne isto não pode agradar Deus!(Jo. 4:23-24). Se não for o nosso espírito que ora então não tem oração que agrade ao Senhor, amém? (Rm. 8:26-27). 


PARTE VI – A REFORMA PARA FINALIZAR O REINO


“Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; para contigo, a bondade de Deus, se permaneceres nessa bondade; do contrário também tu serás cortado.
E ainda eles, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os enxertar novamente.” Rm. 11:22,23.

Amados, voltando a nossa atenção para os acontecimentos no mundo, lembramos das palavras de Cristo com respeito a Sua vinda:
“Propôs-lhes então uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; quando começam a brotar, sabeis por vós mesmos, ao vê-las, que já está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes acontecerem estas coisas, sabei que o reino de Deus está próximo”.Mt. 24:29-41; Mc. 13:24-32; Lc 21:25-33. “A figueira começa a dar os seus primeiros figos; as vides estão em flor e exalam o seu aroma. Levanta-te, amada minha, formosa minha, e vem! (Cant. 2:13)
Isto quer dizer que nos foi deixado uma visão, uma revelação escondida, oculta até um tempo de reforma, onde ela se tornará uma mensagem, uma preparação, para anunciar a vinda de Cristo. O que antecede a vinda de Cristo será um avivamento (Olhe para a figueira e para todas as arvores e veja se já estão brotando as folhas).
Houve um homem no passado, João, o Batista, que foi levantado para preparar o caminho do Senhor, um homem que ousou falar da reforma sem temer pela sua própria vida. (Lc. 3:1-20).
Quando olho para este homem, João, analisando em profundidade o seu tempo, seu contexto religioso, vejo a importância da figura dele como exemplo para uma geração de reforma que vem se levantando em nossos dias. João representa ousadia, coragem, simplicidade, santidade; que vem do deserto, que vem de um lugar demoníaco, no meio das bestas feras. Primeiro ele tem que vencer as bestas feras do deserto (demônios) para depois anunciar o caminho do Senhor. Depois ele tem que enfrentar a sua própria liderança (Judaísmo), mas por último vem o governo secular (Herodes) e o prende (Lc. 3:20)! A última coisa má que o governo secular fará a geração de reforma será prendê-la! (Ap. 11:7)
Mas uma característica mais profunda de João salta aos meus olhos: Ele se tornou um herege para sua época, também foi considerado pela “Igreja” de sua época um endemoniado! (Lc. 7:24-35). Ou seja, o homem que venceu os demônios no deserto, agora é julgado pela igreja como um herege endemoniado!
Estas são características de uma geração que traz a reforma, julgam-na herética e de domínio maligno. O próprio Senhor Jesus falou que assim se falaria desta geração que prepararia a Sua vinda! (Mt. 24:8-14)
A geração da reforma não vem com uma mensagem fraca (Jo. 7:24b), que pode ser balançada pelas pressões da opinião humana, ou que pode mudar sua direção conforme o “vento de doutrina” que querem lhe impôr para que se dobre,  pelo contrário, ela tem um ministério profético e apostólico verdadeiro e forte, não se dobra!
João veio do sistema religioso de sua época, ou seja, ele nasceu e foi criado dentro do sistema, mas saiu do sistema e foi para o seu deserto ter sua experiência e conhecer o seu ministério. Filho de Zacarias, sacerdote do Templo, não temeu deixar sua posição dentro do sistema, não temeu pela sua reputação, pois era o seu destino substituir a seu pai no sacerdócio levítico, mas fez de sua vida uma pregação contra o seu próprio sistema religioso.
O alimento (gafanhotos e mel silvestre) do qual João se mantinha fala de uma comida limpa (Lv. 11:21-22), fala de um alimento sem impureza. Sua forma de se vestir (roupas feitas de pêlo de camelo) fala de uma vida singela e um protesto visual contra a vida regalada do sistema religioso de sua época! Não estava ligado as coisas deste mundo (Jo. 7:24-25) como riquezas ou preocupação com as bens materiais.
Jesus o considera um verdadeiro profeta! Mas o sistema o considera um herege endemoniado!
Paulo também viveu neste processo de reforma quando na cidade de Éfeso pregava em uma sinagoga a respeito do Caminho da Salvação (Jesus), mas o sistema religioso se recusou a crer e começaram a falar mal da pregação de Paulo (At. 19:8-10), mas ele afastou-se do sistema e começou a ensinar alguns discípulos fora da sinagoga, ou seja, fora da “igreja” da sua época!
A cidade de Éfeso era um centro de encantamento e magia (ocultismo), um lugar verdadeiramente demoníaco. A monta (valor financeiro) dos livros que foram ali queimados, após a pregação de Paulo (At. 19:18-20), pelos que creram no evangelho, fala de um suposto poder que se obtinha mediante a recitação de palavras e nomes secretos contidos naqueles livros! Os livros de Éfeso eram caríssimos não pela sua capa, mas pela proposta de poder que eles poderiam dar àqueles que o lessem, ou seja: Poder e riqueza!!! Quantos livros hoje sobre isto em nossas igrejas!
Mas porque falamos de reforma num tempo em que a igreja está crescendo por todo o mundo? Afinal nunca se inaugurou tanto lugar de culto como se vêem nestes últimos dias. A igreja cresce e arrecada muito para o Reino de Deus! Mas onde vemos necessidade de reforma?
Em Romanos no capítulo 11 está a revelação deste tempo do fim!
Vivemos num tempo chamado: Tempo da Graça! Precisamos visualizar este tempo e entendê-lo segundo o plano de Deus. O que a igreja desconhece é que este tempo foi determinado para iniciar e terminar! Alguns teólogos dizem que o seu inicio se deu na ressurreição de Jesus e que o seu término será na ocasião do arrebatamento da igreja. Mas Paulo não nos diz assim em Romanos 11.
Primeiro veio o endurecimento no coração de Israel (judeus) para que os gentios pudessem ser alcançados. Ou seja, Israel rejeitou a Cristo para que nós pudéssemos aceitá-lo. Paulo diz que Deus usou de bondade para com os gentios, a oliveira brava, a fim exercer Sua misericórdia sobre eles (nós), e ao mesmo tempo, Deus usou de severidade para com os judeus cortando-os da oliveira cultivada (Jesus). Este processo abre um tempo (Cronus) dentro do tempo (Kairós) de Deus chamado plenitude dos tempos ou tempo da Graça de Deus!
Agora vejam! “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado”; (Rm. 11:25). O que isto quer dizer “em parte?” Duas coisas: que nem todos os judeus endureceriam os seus corações (Rm. 9:27; 11:5), e que não ficariam para sempre endurecidos. Deus abriu um processo de endurecimento no coração dos Judeus para salvar os gentios! Isto nos ensina que o processo irá se repetir ainda mais uma vez, apenas será invertido: O endurecimento no coração virá sobre os gentios para que os Judeus remanescentes do tempo do fim (Mt. 20:1-16) sejam salvos: “Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”. (Rm. 11:32).
Isto está de acordo com todas as profecias dos apóstolos a cerca da igreja dos últimos dias. Ela seria sem amor, apóstata, infiel, e por ai vai, na verdade tudo o que eram os judeus na época de João e que tem se tornado a igreja de nossos dias.
Haverá um tempo de avivamento para culminar na vinda de Cristo, mas este será para os Judeus remanescentes, pois o nosso tempo da Graça estará se encerrando a fim de começar a restauração de Israel judaico, e então, todo Israel (Judeus e gentios), lavados no sangue do Cordeiro verão a Glória do Senhor a se manifestar na Sua vinda! (Rm. 11:25-27). Como o povo judeu dos últimos dias é em pouco número sobre a terra então não será muito longo este tempo de avivamento, apenas o suficiente para alcançar o remanescente de judeus que ainda não estiverem convertidos. Mas como se faz avivamento? Como Deus incendeia a igreja? A minha bíblia me diz que é com perseguições e aflições (2 Ts 1:4-8). Em Zac. 13:7-9 diz: “Ó espada, ergue-te contra o meu pastor, e contra o varão que é o meu companheiro, diz o Senhor dos exércitos; fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas; mas volverei a minha mão para os pequenos. Em toda a terra, diz o Senhor, as duas partes dela serão exterminadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela. E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é meu Deus”.
E em 1 Cor. 3:11-15 diz: “Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo”. Deus vai purificar para si um remanescente fiel nos últimos dias, um povo santo, de boas obras, incorruptível, constituído de judeus e de gentios que servem a Ele em espírito e em verdade!
Quando Elias orou contra o seu próprio povo de Israel ele criou um conflito com seu governo. Ele disse que não choveria mais, e não choveu por três anos (1 Rs. 17:1-3). Neste intervalo, a Palavra de Deus diz que ele teve que se esconder devido a suas palavras. E depois que Elias matou todos os profetas e sacerdotes que serviam a Baal o  Senhor enviou a chuva (1Rs. 18:1-46). Mas outra vez, o sistema religioso da sua época disse: Vou te matar Elias. E Ele fugiu novamente. Aí na sua autocomiseração Elias disse: Senhor, mataram todos os teus profetas e só eu restei, no que o Senhor lhe respondeu: Não Elias, eu ainda tenho escondido sete mil homens como você que não se dobraram ao sistema!
Em Apocalipse 11 este conflito se repetirá. Diz que no tempo da reforma serão dados as duas testemunhas autoridade e poder para fechar os céus para que não chova durante o tempo em que elas estiverem profetizando. Diz que são as duas oliveiras, os dois cadelabros! Olhando para Romanos 11 encontrei no vs 17 a 21 duas oliveiras: a cultivada e a brava! Fala de dois povos, judeus e gentios, fala também de dois ministérios apostólico (Moisés representa a Lei – ou o velho testamento) e profético (João Batista representa a Graça – ou o novo testamento). Na verdade o Israel de Deus hoje são judeus e gentios convertidos, mas não são todos, só um remanescente de cada! O que poderia significar que as duas testemunhas do capitulo 11 de apocalipse sejam um remanescente fiel (judeus e gentios) que virão a se levantar para a vinda de um avivamento dos últimos dias! A minha bíblia diz que quem traz o julgamento é um remanescente fiel e não Deus! Um povo santo traz julgamento a Terra: “Pela fé Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, sendo temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família; e por esta fé condenou o mundo, e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé”. (Hb. 11:7). Noé trouxe o dilúvio! Quando? Quando ele terminou a sua mensagem! A nossa fé está em Cristo, a nossa arca é Cristo, a minha bíblia diz que nós somos o Corpo dEle na terra! Onde o corpo está ali se ajuntarão os abutres (Lc. 17:37; Ap. 19:17-21)
Mas o que esta visão apocalíptica sem grandes assinaturas teológicas tem haver com a geração de reforma?
Assim como os judeus criaram todo um sistema religioso a respeito daquilo que deveria ser a sombra das coisas futuras, ou seja, fizeram da figura como se fosse o verdadeiro, e quando veio o verdadeiro (Cristo) afim de ser estabelecido o rejeitaram por não terem a revelação da Palavra, nós gentios, temos feito como os judeus, ou seja, temos mudado a revelação que os apóstolos lutaram e morreram para nos trazer para se tornar  de volta  uma figura do verdadeiro! Ou seja, nós temos reconstruído templos, um sistema religioso, o qual Jesus veio para destruir! Ele rasga o véu e nós reconstruímos o altar onde só os mais santos podem estar!(Mt. 24:1-2; Mc. 13:1-2; Lc 21:5-6). Deveríamos adorar o Pai em espírito e em verdade (Jo. 4:23-24), mas não sabemos como isto se faz! A única “verdade” sobre adoração que conhecemos é aquela que praticamos nas quintas e domingos quando estamos no templo! Ou seja, criamos um sistema religioso de adoração, exatamente como no antigo testamento!
Não estamos aqui fazendo apologia àqueles que recriminam as instituições religiosas (igrejas e comunidades), mas estamos combatendo um ensino o qual vem sendo semeado em muitas igrejas de que a instituição seja a casa de Deus! Que milagres ou prodígios só podem acontecer dentro do sistema religioso! Que a pregação só pode existir se vier de um púlpito, que a unção está dentro de um vidrinho que só pode ser derramada quando o Pastor ungir os fiéis!
Entendemos pelo novo testamento, em diversos textos, de que o templo de Deus somos nós, e que a habitação do Espírito de Deus é o nosso corpo, por isso combatemos o ensino de que este templo possa ser construído por homens! Deus disse que não habitaria em templos feitos por mãos humanas (At. 7:48-50). A presença de Deus é manifestada em nossas vidas e não entre quatro paredes! Mesmo que seja força de expressão dizer que a igreja instituição é a casa de Deus seria no mínimo uma sutileza a fim de mudar o verdadeiro para fazê-lo tornar-se novamente em uma figura!
João foi reformador para combater o ensino religioso de sua época, um judeu entre os judeus, e agora se levanta uma nova geração de reformadores para combater o ensino religioso em nossa época, muitos gentios em meios aos gentios!
A geração de reforma vem para restaurar a revelação que foi perdida nestes últimos tempos. Há quem pregue que Deus só se manifesta em templos, enquanto o próprio Senhor disse:
“Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu. Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”(Mt. 18:18-20). Fica difícil aceitar o ensino de que somente através dos templos é que podemos ter acesso a Deus!
O que estamos reformando? Mentalidade! É a forma de pensar que precisa mudar, não precisamos nos desfazer dos templos, não precisamos abandonar as congregações, só precisamos mudar a nossa mentalidade com relação a instituição igreja!
Enquanto se gastam fábulas de dinheiro com templos, na infra-estrutura, na modernidade, no conforto, na tecnologia, enfim, tudo que se relaciona com o sistema religioso, Jesus diz: Porque meu Pai amou o mundo de tal maneira foi que Eu vim, a fim de ser sacrificado, para que Ele reconciliasse pessoas, por meio do meu sangue, consigo mesmo! (Parafraseando João 3:16). São vidas que estão no mundo que merecem os recursos que se arrecadam nos templos! É afim delas que estamos interessados em investir os recursos do Reino de Deus e não de nossas vidas gordas e inchadas de tanto ouvirmos a Palavra e não fazermos nada!
Deus investiu seu maior tesouro no mundo, Ele deu Seu Filho unigênito, e nós investimos nossos dízimos e ofertas em tijolos, madeiras, feno e palhas, (equipamentos, ar condicionado, tapetes vermelhos, luzes coloridas, cadeiras, etc)! É isto que eu vejo nas construções, algo que pode ser queimado pelo fogo, enquanto que o que se investe em vidas nenhum fogo pode consumir!
João era um reformador. Ele precisava mudar a mentalidade de sua época. Enquanto todos iam ao templo sacrificar ele vinha do deserto para dizer: Arrependei-vos e convertei-vos... Muitos diziam: João, a minha igreja diz tenho que levar a minha ovelhinha (sua oferta de sacrifício) até o sacerdote para que ele possa trazer perdão sobre os meus pecados, mas João dizia: Venham todos e sejam batizados aqui neste rio sujo para serem purificados dos seus pecados! Você já imaginou a heresia que João estava pregando em sua época? E quando a liderança via o que ele fazia diziam entre si: este homem tem demônio!
Eu não ficaria surpreso se neste momento você não pensasse a mesma coisa de mim se eu te falasse que os salvos não vão morar no céu, e sim que eles são o céu onde Deus vai habitar eternamente! Em outras palavras, você não vai morar na Cidade Santa, você é a Cidade Santa que Deus está terminando de construir para ser Sua eterna Habitação! (Ap. 22:14, 19)
Quero fazer usos das palavras do irmão em Cristo Rick Warren:
“Os moveres de Deus são como as ondas no mar. Nós como atentos e experientes” surfistas “de Deus, conhecemos a onda boa, quando vem, e onde ela nos levará”. Sejamos sábios no entendimento, e saibamos aproveitar o mover de Deus que está vindo aí. Se for mover de bênçãos, Glórias a Deus; se for de prosperidade, Glórias a Deus; se for mover de lutas, Glórias a Deus; se for mover de perseguições, Glórias a Deus, se for mover de reforma, Glórias a Deus. O que importa é identificarmos o mover e fluirmos nele com sabedoria, amor e entendimento (equilíbrio) (Mt. 24:45-51).
Postar um comentário