terça-feira, 3 de setembro de 2013

REVELAÇÃO QUE VEM DO MONTE

Acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor, será estabelecido como o mais alto dos montes e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. Irão muitos povos, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em relhas de arado, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor.” (Is. 2:2-4).
O profeta Isaías é mencionado na teologia como o Profeta Messiânico, e suas palavras estão carregadas de muita  revelação, porém, muitas destas revelações ainda estão escondidas por entre as linhas do seu livro, a espera de que alguém as encontre e seja inundado de mais conhecimento. Dizer, que tudo o que poderíamos tirar das suas profecias messiânicas, já estão descritas em diversos livros de interpretação teológica, seria no mínimo muita pretensão de um povo que quase nada sabe a cerca dos mistérios de Deus. Já bem nos falava o Apóstolo Paulo: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor? Ou quem se fez seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém”. (Rm. 11:33-36).
“Ó profundidade das riquezas...”, quer dizer que nem Paulo havia perscrutado toda a riqueza de sabedoria ou de conhecimento que de Deus poderíamos aproveitar. Como se a Palavra de Deus fosse fonte inesgotável de revelações e de conhecimento. Mas acreditamos, que para cada geração, Deus se faz revelar por meio da Sua Palavra e sempre traz algo novo para que possamos prevalecer em nossa época.
Paramos aqui diante de um fato: De Sião virá a Lei e de Jerusalém virá a palavra do Senhor! Muitas são as interpretações a cerca deste tempo e lugar. Será que o profeta fala literalmente? Será que é somente a respeito de Jesus Cristo que ele está falando? Será que um dia congregaremos juntamente com Jesus em Jerusalém que está dentro do Estado de Israel que fica lá na Palestina? Iremos legislar para todas as nações e as ensinaremos os caminhos do Senhor? Mas quando isto se dará? Antes ou depois do arrebatamento? Ou será durante o milênio? Uma coisa é certa, a Bíblia só nos traz as coisas que irão acontecer até o juízo final, porque para a eternidade resta-nos apenas esperar o que verdadeiramente será, e tudo o que se pode tirar das Escrituras não nos pode revelar tudo o que iremos fazer por toda a vida eterna. Agora vamos meditar um pouco sobre a importância dos montes nas escrituras.
Nos tempos antigos os povos costumavam subir nos montes para prestarem culto aos seus deuses e com o povo de Deus não era diferente:
“Os servos do rei da Síria lhe disseram: Seus deuses são deuses dos montes, por isso eles foram mais fortes do que nós; mas pelejemos com eles na planície, e por certo prevaleceremos contra eles” (1Reis 20:23). Lá eles ofereciam sacrifícios e ofertas cada um ao seu deus. Este costume também fora praticado por vários homens de Deus: vamos citar alguns exemplos: Abraão com Isaque no Monte Moriá; Moisés e a sarça ardente no Monte Horebe; Moisés e as Pedras da Lei no Monte Sinai; Elias com os profetas de Baal e Asera no Monte Carmelo... Bom, teríamos nas escrituras pelo menos uns 20 montes a serem estudados, mas há algo interessante a cerca de um monte em especial que queremos ver aqui: “porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor”.
Jerusalém foi edificada sobre o Monte Sião. Davi a tomou dos Jebuseus (2 Sm. 5:6-13) aproximadamente 1.000 anos antes de Cristo, e a chamou de a Cidade de Davi; ali ele edificou uma cidade sobre o monte: Jerusalém. Porém esta cidade já existia desde da época de Abraão. Em Gênesis 14:18 vemos Abraão levando dízimos a Melquisedeque Rei de Salém (Hb. 7:2), ela era uma cidade real; aqui vale lembrar, que Melquisedeque era Rei e Sacerdote ao mesmo tempo, isto não era prescrito na Lei de Moisés. Ou você era um rei ou você era um sacerdote! Somente em Cristo esta qualidade de Rei e Sacerdote pode existir! (1Pe. 2:9).
Posteriormente ela foi habitada pelos jebuseus  e ficou conhecida como Jebus (Jz 19:10; 1Cor. 11:4-9). No seu topo, a área plana do monte Sião, possuía uns 4 Hectares, podendo abrigar no máximo 3500 habitantes. O fato mais interessante desta conquista foi que este monte Sião ficava entre os dois seguimentos do reino de Davi. Quando Davi estabeleceu a sua cidade sobre o Monte Sião ele uniu todo o País debaixo da sua monarquia sem dar a aparência de subordinar um deles aos outros. Vemos isto como uma figura do efeito da Cruz de Cristo (Ef. 2:14-18).
Davi chegou a escrever a cerca deste monte em muitos dos seus salmos, citaremos apenas dois:
Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte. Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e as extremidades da terra por possessão. Tu os quebrarás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor, e regozijai-vos com tremor. Beijai o Filho, para que não se ire, e pereçais no caminho; porque em breve se inflamará a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam”. (Sl 2:6-12).
“Monte grandíssimo é o monte de Basã; monte de cimos numerosos é o monte de Basã! Por que estás, ó monte de cimos numerosos, olhando com inveja o monte que Deus desejou para sua habitação? Na verdade o Senhor habitará nele”. (Sl. 68:15-16).
Mas é nas cartas de Pedro e aos Hebreus que alguma revelação a cerca do Monte do Senhor começam a nos desvendar alguns mistérios. Primeiramente Pedro nos diz: “... e, chegando-vos para ele, pedra viva, rejeitada, na verdade, pelos homens, mas, para com Deus eleita e preciosa, vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina, e como uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós que outrora nem éreis povo, e agora sois de Deus; vós que não tínheis alcançado misericórdia, e agora a tendes alcançado”. (1 Pe. 2:4-10).
Pedro nos afirma que em Sião já está colocado, não vai colocar, já colocou uma pedra que é alicerce da edificação (1Cor. 3:9-17; Ef. 2:19-22). Sobre Sião Deus está edificando o Seu edifício, uma morada eterna, o Seu Santuário. Em Sião ele colocou a Sua Lei e selou o pacto de uma nova aliança por meio de Jesus. Em Sião Deus purificou com sangue o que ainda não havia sido purificado (Joel 3:21; Hb. 9:21-24). No monte Sião de Deus existe uma Rocha sobre a qual Ele esta edificando uma cidade.
Em Apocalipse 21: 9-10 João recebe uma visão do Anjo e ele diz:
“E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das sete últimas pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro. E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a santa cidade de Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus”.
Paremos aqui e vamos meditar um pouco sobre o texto:
1)     O que o Anjo disse que mostraria a João?
2)     Onde foi que o Anjo levou João para ver a visão?
3)     O que João viu?
Seguindo o texto, o Anjo queria lhe mostrar a noiva, a esposa do Cordeiro, certo? E João foi a um grande e alto monte, certo? Mas João viu uma cidade, a santa cidade de Jerusalém!!! João esperava ver um povo, a noiva de Cristo, do Cordeiro, mas viu uma cidade?!!! O que isto quer dizer?
Algumas pessoas tentam mudar as escrituras e forçar uma coisa que não está escrito. Definitivamente o Anjo mostrou a noiva, a esposa do Cordeiro, e ela é uma cidade, a santa Jerusalém.
Se nós somos a noiva então somos a nova Jerusalém, a santa cidade que Deus está estabelecendo sobre o Seu Monte. Se pensarmos com esta palavra, fica difícil eu dizer que vou morar em alguma cidade no céu, ou em qualquer outro lugar, pois as escrituras dizem que a nova Jerusalém descerá do céu e habitará com os homens:
“E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles”. (Ap. 21:2-3)
Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, eis que a morada de Deus está com os homens, eis que a casa de Deus está com os homens, eis que o santuário de Deus está com os homens!
Amados, a morada de Deus somos nós! A casa espiritual de Deus somos nós, o tabernáculo de Deus somos nós, o templo de Deus somos nós! (1 Cor. 3:16; 6:19; Ef. 2:19-22; Heb. 3:5-6), por que temos que mudar as escrituras que dizem, o tempo todo, que nós somos a cidade a qual Deus escolheu para habitar. Enquanto muitos dizem que vão morar numa cidade no céu as escrituras dizem que Deus vai morar em Sua cidade na terra, no Monte Sião! O que uma doutrina não faz na mente de um povo? Somos peregrinos, somos forasteiros, porque nosso corpo temporário aguarda o novo corpo, um que seja celestial, para que o Pai possa habitar eternamente. Ele nos fez para em nós habitar eternamente (2 Cor. 5:1-10). Ele está formando a Sua cidade celestial, mas neste momento temos que aguardar a nova cidade (corpo) a qual nos será dada no momento do nosso encontro com Cristo nos ares (1 Ts. 4:16-17).
“Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade”. (1Cor. 15:51-53).
As escrituras nos dizem que recebemos o Espírito Santo como garantia de uma herança, O recebemos como penhor de algo que ainda não possuímos por inteiro, a única coisa que, exceto Jesus, ninguém ainda possui, é um corpo glorificado, a Palavra nos diz que fomos feitos herança e que daquilo que recebemos como uma parte também receberemos o restante:
“nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade, com o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo; no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória”. (Ef. 1:11-14). Enquanto Cristo não vem a noiva aguarda sua herança, e Paulo diz acerca dela em 1 Cor. 15: 39-44:
“Nem toda carne é uma mesma carne; mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos animais, outra a das aves e outra a dos peixes. Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, outra a glória da lua e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção é ressuscitado em incorrupção.  Semeia-se em ignomínia, é ressuscitado em glória. Semeia-se em fraqueza, é ressuscitado em poder. Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual”. Agora veja:
Jesus disse aos seus discípulos que na casa do Seu Pai haviam muitas moradas (João 14:2) e se assim não fosse ele o diria. Mas em seguida Jesus diz que precisaria ir à frente para preparar o “lugar”, pois cremos que só poderia estar pronto depois que o seu sangue purificasse o “lugar”. Na casa espiritual do Pai há muitas moradas, com certeza há, pois se somos a casa espiritual de Deus ele tem muitas casas para habitar, logo seremos uma cidade perfeita. Muitas casas formam um bairro, muitos bairros formam uma cidade. Muitas igrejas formam uma cidade celestial, a nova Jerusalém que subirá para ser entregue ao Pai e Ele descerá com ela e nela habitará eternamente! (1 Cor. 15: 20-24; Ap. 21: 22-27).
Sei que é difícil ouvir algo que venha combater raciocínio que existe há anos, o baluarte que se levanta contra o verdadeiro conhecimento, mas se o povo de Deus não começar a reexaminar as Escrituras penso que muitos serão pegos de surpresa no dia do Senhor! Mudamos totalmente a maneira de agirmos hoje se mudarmos a maneira de pensarmos sobre o amanhã, pois qual é o homem que sabendo que vem uma tempestade não se apressa a fortalecer a sua morada para que ela fique firme no dia da calamidade? Precisamos parar de edificar sobre fundamento de homens e passarmos a edificarmos sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas  (Ef. 2:20) para renovarmos a nossa mente e compreendermos a boa, perfeita e  agradável vontade do Senhor!

Finalmente, encontramos o entendimento a cerca da palavra que diz: “Vinde, e subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor!” Nós somos o lugar onde as nações tem vindo a apreender a cerca dos caminhos do Senhor, no Monte Sião está a Lei do Senhor, pois Ela é a Rocha que é Cristo a Lei perfeita da liberdade! O monte Sião fala da Rocha que é Cristo, a cidade fala de nós que somos a Sua noiva, e assim está senda edificada a eterna morada de Deus! Deus seja louvado e glorificado nas vossas vidas amados! Se você é templo, morada de Deus, então como as pessoas a sua volta te vêem, ouvem e aprendem a cerca dos caminhos de Deus? Pense nisto.
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